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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Rodoanel, mais conhecida como 'Rouboanel tucano', aparecem em investigação da PGR



Sete executivos da empreiteira Odebrecht denunciaram um esquema de corrupção nas obras do trecho sul do Rodoanel de São Paulo(comandado pelos governadores tucano, há mais de 20 anos no governo), que favorecia políticos  Mas o trecho norte, que ainda está em construção, também pode ter ficado bem mais caro do que deveria.

Ministério Público de São Paulo enviou para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, a investigação sobre um  superfaturamento em desapropriações de terras.  Em apenas um dos casos de desapropriação, o preço subiu oito vezes depois da avaliação do perito judicial.O nome do deputado federal Eli Corrêa Filho (DEM) é citado nas investigações. Como o deputado tem foro privilegiado, o caso foi enviado para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.O projeto do Rodoanel começou há quase 20 anos. O trecho Norte da via vai fechar o anel de

 No caso do trecho norte, o esquema envolve donos de terrenos, peritos e advogados que supervalorizaram vários lotes, principalmente na região da cidade de Guarulhos. Em alguns casos, a diferença entre a avaliação do estado e o valor pedido pelos proprietários passa de 2000%.

Foi a diferença nas avaliações dos terrenos da região de Guarulhos que chamou a atenção. Esses documentos são públicos.  Os lotes foram desapropriados para construção do trecho norte do Rodoanel, a última etapa de uma obra gigantesca que vai interligar as rodovias que passam pelo estado de São Paulo.

Quando o poder público vai fazer uma obra, o estado desapropria construções e terrenos que estão no meio do caminho e paga por isso. Os donos são obrigados a vender. Se não concordarem com o valor, eles podem recorrer à Justiça, que vai determinar uma nova avaliação.

Os peritos da Dersa, empresa controlada pelo governo  tucano do estado responsável pelas desapropriações que fizeram as primeiras avaliações, e os peritos indicados pela Justiça que avaliaram os terrenos pela segunda vez. Um lote avaliado pelo governo por R$ 9 milhões passou para quase R$ 136 milhões na segunda avaliação. Em outro caso, o terreno passou de R$ 1,1 para quase R$ 28 milhões. 

 No total, só em Guarulhos as desapropriações que foram calculadas em torno de R$ 360 milhões foram para quase R$ 950 milhões, diferença de quase R$ 600 milhões.

 O governo foi para a Justiça questionar esses valores. Para conseguir o documento de posse e continuar a obra, o estado de São Paulo teve que depositar em juízo 80% do que estava sendo pedido, mas teve proprietário, no caso a   mulher do deputado federal Eli Corrêa Filho (DEM) e de uma empresa da família dela que recebeu  R$ 31,5 milhões  e não devolveu  e o governo nem ficou sabendo. Ou ficou?

A mulher do deputado do DEMo fez dois saques, que somaram R$ 31 milhões. De R$ 1,7 bilhão que estavam depositados em juízo os proprietários conseguiram sacar quase R$ 270 milhões. A Procuradoria do Estado abriu 194 processos questionando os valores dos terrenos. O juiz José Roberto Leme Alves de Oliveira, foi afastado do cargo pela justiça.

O Ministério Público quebrou os sigilos bancário e fiscal de 15 pessoas entre peritos, advogados e proprietários. Eles estão sendo investigados por organização criminosa, corrupção passiva, ativa, falsa perícia e lavagem de dinheiro. 

Um dos investigados é o advogado Benedito Elson Trama, que representa dez dos principais clientes do caso: “ Não é o valor que é exagerado. É a oferta que é irrisória”.  

Outro que está sendo investigado é o engenheiro João Pontes Filho, responsável pelas maiores diferenças nas avaliações. Ele não quis gravar entrevista. Conversou com a reportagem na rua e disse que as contas estão corretas: “Não dá pra você inventar valor. Até porque todos os laudos, você tem que comprovar através de pesquisas que você fez”.

As avaliações seguem critérios técnicos e o preço pode subir por causa da topografia, da localização e benfeitorias, entre outras razões. Entre as benfeitorias que o perito usa para justificar a valorização, que em vários casos passou de 1000%, estão chiqueiro, galinheiros, barracos, baia de cavalos, poços.

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