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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PGR denuncia Romero Jucá na Operação Zelotes



A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do governo de Michel Temer, por crimes na Operação Zelotes, que apura fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal de recursos da Receita Federal. O caso corre sob segredo.

O inquérito tem relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Cabe a ele notificar o acusado para apresentar resposta à denúncia e levar o inquérito para julgamento na segunda Turma do STF, que decidirá se ele vira ou não réu no caso.

Lula faz 'sarrada' em encontro com juventude na Bahia




O Presidente Lula fez uma "sarrada no ar" quando participava do encontro com a juventude do PT neste domingo (20), na saída do IV Festival da Juventude de Cruz das Almas, na Bahia. "Lula na sarrada com a juventude antes de cair na estrada em direção a Sergipe", escreveu o perfil do ex-presidente nas redes sociais, na legenda da fotografia que circulou na web.

O ato também foi registrado em vídeo (Veja abaixo), e aconteceu antes de Lula pegar a estrada rumo a Sergipe, segundo estado a ser visitado na caravana pela região.

Lula viaja  por nove estados do Nordeste, e chegou a Salvador na quinta-feira (17), passando por quatro cidades. Ele encerrou a etapa baiana da caravana Lula pelo Brasil com uma passagem por um assentamento do MST, batizado de Valdir Macedo, no município de Jandaíra, na divisa com Sergipe.




 Lula na imprensa internacional

Com manchetes como "Lula busca conforto nos banhos de multidão" e "Lula em missão de reconquista no Nordeste", em revistas como "L'Express" e "Le Point", a cobertura francesa acompanha a caravana do Lula no  dia a dia.

A agência de notícia AFP, também publicou  mundo afora, da RFI (Rádio França Internacional) e de veículos como "Libération". Este, sob o título "Uma condenação, e Lula volta à campanha", destaca sua "resiliência extraordinária".Sites como Euronews, "pan-europeu", também acompanham.


A caravana Lula Pelo Brasil chega no município de Estância, em Sergipe, e é recebida por milhares de pessoas.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Gilmar Mendes solta ‘parente’ milionário preso por corrupção. Juiz manda prender




Mas nesta quinta-feira (17) Gilmar Mendes concedeu habeas corpus não só para o "rei do ônibus" como também a Lélis Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), envolvido no mesmo processo.

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro não queria que o ministro atuasse nesse caso.  MPF pediu que Rodrigo Janot defendesse a suspeição de Gilmar Mendes no processo contra Jacob Barata Filho

É que  Beatriz, casou-se com Francisco Feitosa Filho. O pai, de Feitosa Filho é Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, o Chiquinho Feitosa, por sua vez chamado de "barão do ônibus" do Ceará. Chiquinho Feitosa, ex-deputado federal pelo DEM e presidente do DEM cearense é nada menos que irmão de Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, esposa de Gilmar Mendes.Guiomar é advogada do escritório Sérgio Bermudes, que tem como cliente... Continue lendo aqui


MPF aponta que cunhado de Gilmar Mendes é sócio de Jacob Barata Filho
No pedido de suspeição de Gilmar Mendes, o Ministério Público Federal aponta, entre outras questões, que Jacob Barata Filho, empresário solto neste sábado (19) após decisão do ministro do STF, é sócio de Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão de Guiomar, mulher do ministro.

Os procuradores anexam no documento uma troca de mensagens entre Barata e o cunhado de Gilmar Mendes antes da prisão do empresário. De acordo com o MPF, eles se tratam como “amigos e compadres”. Continue lendo aqui

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Queda em ranking expõe falta de prestígio do Brasil



O Brasil retrocedeu na tabela de prestígio mundial elaborada pelo "Reputation Institute", ficando atrás da Argentina, que na última terça-feira (15) foi visitada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, como parte de uma viagem regional que excluiu Brasília.

A "crise institucional" que afeta o gigante latino-americano liderado pelo presidente Michel Temer, influenciou a queda de sua reputação entre analistas e empresários consultados pela instituição.

Com escritórios nos Estados Unidos e em outros países, o Reputation Institute, fundado em 1997, produz relatórios que são publicados normalmente por mídias influentes como a revista norte-americana Forbes. De acordo com o "Country Rep Trak", segundo informou nesta quarta-feira (16) a imprensa brasileira, o Brasil ocupa o 31º lugar na "reputação" internacional enquanto que em 2015 ocupava a 26ª posição.

Por sua vez, a Argentina, aparece em 30º lugar, enquanto que o Chile ocupa a 29ª posição, mantendo o mesmo local que estava há dois anos.

O analista internacional Daniel Buarque disse que a queda do Brasil havia sido influenciada por outras agências privadas como a Consultora internacional Portland, a qual havia mencionado a perda de "sof power" da política externa brasileira.

Este relatório considera a imagem externa, a autoestima dos brasileiros, a credibilidade de suas instituições e sua atuação econômica, entre outras variáveis.

Se o foco é sobre a diplomacia, será constatado que o governo de Temer tem tido um desempenho pior do que outros governantes da região. O mandatário argentino Mauricio Macri recebeu Pence na última terça-feira (15) em Buenos Aires, com quem discutiu a crise na Venezuela.

Macri e Temer compartilham uma postura igualmente críticas contra o governo de Nicolás Maduro, e disseram isso na recente reunião de chefes de Estado do Mercosul realizada na Argentina.

Para alguns especialistas, deve ser levado em conta que o representante de Donald Trump viajou para Buenos Aires para tratar sobre os problemas venezuelanos, após uma escala em Bogotá. Desde o ano passado, vários líderes mundiais viajaram para a América Latina como a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, que fez paradas na Argentina, México, Colômbia e Chile, e excluíram Brasília.

No mês passado, o jornal "Folha de São Paulo" informou que a Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, publicou um ranking de "soft power" em que o Brasil ocupava a 29ª posição em uma lista de 30 países.

Entretanto, o "Country Rep Trak" publicou que o país latino-americano mais bem colocado foi o Peru, que ficou em 25º lugar. Atrás dos peruanos, o Chile aparece em 29º, a Argentina em 30º e o Brasil em 31º lugar. Já o México ficou em 37º e a Venezuela em 39ª.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

'The Wall Street Journal': “Manter Temer no poder custou alto para o país”




Nesta quarta-feira (16) o jornal  The Wall Street Journal publicou uma matéria O Brasil abandonou seus objetivos fiscais para este ano e depois, depois que um escândalo de suborno prejudicou a capacidade do presidente Michel Temer de impulsionar as reformas econômicas pelo Congresso e deixou o setor público com um buraco orçamental.

De acordo com o Journal o ministro das Finanças, Henrique Meirelles, disse na terça-feira que a inflação e receitas fiscais mais baixas do que o esperado forçaram o governo a afrouxar seu objetivo para o déficit orçamentário primário ou o déficit do setor público antes dos pagamentos da dívida, de 2017 a 2020.

Isso significa que o peso da dívida do governo brasileiro, já o mais pesado de qualquer grande economia latino-americana em 73,1% do produto interno bruto, deverá continuar aumentando rapidamente nos próximos anos.

"O que aconteceu foi uma queda substancial na receita até agora em 2017", disse Meirelles em uma coletiva de imprensa.

"Além disso, temos projeções para perdas [corporativas] em um nível superior e, portanto, maiores problemas ... na capacidade das empresas de pagar impostos".

A decisão de Meirelles, que tem sido objeto de intensa cobertura da mídia nos últimos dias, equivale a uma deficiência de alto perfil no esforço do governo para retirar a economia de uma recessão de dois anos.

O diário afirma que os decisores políticos haviam se movimentado nas últimas semanas para fortalecer as finanças públicas em uma tentativa de atingir os objetivos de déficit estabelecidos no ano passado. O Ministério das Finanças, em julho, tentou duplicar certos impostos sobre gasolina e diesel. As autoridades na semana passada admitiram que estavam pesando a criação de um novo suporte de imposto de renda acima da taxa máxima atual de 27,5%.

Tais medidas provocaram clamores de grupos de interesse e legisladores, muitos dos quais dizem que os impostos do Brasil já são muito altos e prometem votar contra novos aumentos.

O problema é que, com a receita abaixo das projeções, o governo está ficando sem ter onde cortar gastos, com o roçamento dominado pela segurança social e pessoal, que em grande parte não podem ser tocados sem alterações na constituição do Brasil. As despesas discricionárias representam menos de 10% do orçamento federal, explica WSJ.

Desde que assumiu o cargo após o impeachment do presidente Dilma Rousseff no ano passado, o governo de Temer concentrou-se na gestão da economia no mercado. A peça central de sua plataforma era uma reforma de segurança social destinada a colocar as finanças públicas brasileiras em um caminho sustentável, lembra o Wall Street Journal.

Mas na sequência de um escândalo em maio, quando o presidente foi acusado de receber subornos de um empresário, Temer ficou concentrado em manter sua base no Congresso juntos. Ao invés de pressionar a reforma da segurança social, Temer passou grande parte dos últimos três meses com os legisladores antes da votação do Congresso para permitir que as acusações de corrupção contra ele prosseguissem.

Os analistas políticos dizem que a reforma da segurança social é agora um sonho distante.

"Manter o Temer no poder custou alto custo para o país", disse o consultor político Leonardo Barreto, observando que o ajuste fiscal do Brasil provavelmente levará mais do que o esperado.

"O caminho a seguir não é muito positivo", disse Ignácio Crespo, economista da corretora Guide Investimentos. "Poderia haver aumentos de impostos ... o déficit continuará sendo um problema. Isso faz uma recuperação muito mais difícil", disse ele. Leia também aqui: Com o distritão do Temer, Quem seria eleito nos distritos de algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro? Quem seria eleito em bolsões da periferia de São Paulo, onde a organização criminosa PCC tem presença marcante e constante?

Estudo mostra que com Temer 4 milhões de brasileiros voltaram à pobreza



Pouco mais de 4,1 milhões de brasileiros entraram na faixa de pobreza no país em 2015, sendo que 1,4 milhão deles voltaram para a extrema pobreza no mesmo ano, informou o relatório "Radar IDHM 2015" nesta segunda-feira (14).

O relatório foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Fundação João Pinheiro divulgado.

Segundo o estudo, a faixa de pobreza concentra "pessoas com renda domiciliar per capita inferior a um quarto de salário mínimo, de agosto de 2010". Já na extrema pobreza estão as pessoas com "renda domiciliar per capita inferior a R$ 70 em agosto de 2010".

"Os dados trazidos pelas PNADs mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira (passando de R$ 803,36 em 2014 para R$ 746,84 em 2015) e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza. Esses dados alertam para a necessidade das políticas públicas voltadas ao crescimento do emprego e da renda, sem deixar de lado o combate à desigualdade", informa ainda o documento.

O texto ainda ressalta que o "Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Brasil parou de crescer em 2015, mas ainda permanece na faixa de alto desenvolvimento humano, com 0,761".


Entre os motivos apontados pelos índices piores é o fato da crise econômica ter atingido fortemente a população naquele ano.

"O estudo analisa três dimensões - Longevidade, Educação e Renda - e constata que 'a taxa média de crescimento anual do IDHM entre 2011 e 2015 foi de 0,8%, inferior à observada entre 2000 e 2010, que foi de 1,7%'".

O Radar IDHM usa informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Leia também aqui: Com o distritão do Temer, Quem seria eleito nos distritos de algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro? Quem seria eleito em bolsões da periferia de São Paulo, onde a organização criminosa PCC tem presença marcante e constante?

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Reforma política ou tentativa de acabar com o PT e ficar no poder para sempre?




PSDB, Gilmar Mendes e Temer  querem o "distritão" na eleição de 2018. Sabe como funciona?

Para oligarquias inescrupulosas é mais fácil comprar votos e manter controle dentro de um pequeno eleitorado confinado em distritos, em vez de conquistar grandes eleitorados com propostas

A elite só pensa por um lado: que um distrito como Higienópolis, bairro nobre em São Paulo, poderá eleger facilmente um político como o tucano Fernando Henrique Cardoso. Que o distrito da Savassi em Belo Horizonte ou o Leblon, no Rio, elegeria sem muito esforço alguém como o senador tucano Aécio Neves.

Mas e nas regiões ainda controladas pelo tráfico ou por milícias? Quem seria eleito nos distritos de algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro? Quem seria eleito em bolsões da periferia de São Paulo, onde a organização criminosa PCC tem presença marcante e constante?...Continue lendo aqui

PGR desiste de delação com Andrade Gutierrez por que cita propina para Aécio Neves, mas não para Lula



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desistiu da complementação da delação da Andrade Gutierrez, que tem relações com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para os procuradores, os relatos da empresa sobre o tucano pouco acrescentariam ao que foi relatado pela Odebrecht e por Joesley Batista. 

A desistência ocorreu após procuradores receberem um não ao questionarem se haveria relatos de crime envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e em Brasília avaliam que sem Lula a complementação traria poucas novidades.

Após o acordo de delação fechado pela Andrade Gutierrez em 2015, os procuradores descobriram uma série de omissões no relato da empresa. Entre elas, havia o pagamento de suborno a Aécio por conta da obra da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro construída quando o tucano era governador de Minas Gerais.
Matéria completa da Folha. PGR desiste de novo acordo com Andrade Gutierrez

A pouco mais de um mês de deixar o cargo, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou sinais de que não quer mais saber da complementação da delação da Andrade Gutierrez.

A desistência ocorreu após procuradores questionarem se haveria relatos de crime envolvendo o ex-presidente Lula e teles e receberem um não como resposta.

A avaliação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e em Brasília é que, sem Lula e sem teles, a complementação da delação da Andrade Gutierrez traria poucas novidades.

A empresa, que nasceu em Belo Horizonte, tem relações com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas os procuradores avaliam que os relatos dela sobre o tucano pouco acrescentariam ao que foi relatado pela Odebrecht e por Joesley Batista.

Os procuradores tinham interesse em três casos envolvendo empresas de telecomunicações porque a Andrade Gutierrez é uma das sócias da Oi e controlava a Telemar.

Os casos são os seguintes: 1) o investimento de R$ 5 milhões feito em 2005 pela Telemar na Gamecorp, empresa de Fábio Luis Lula da Silva, o filho mais velho de Lula; 2) a compra da Brasil Telecom em 2008 pela Telemar, negócio no qual o Banco do Brasil e o BNDES entraram com R$ 6,8 bilhões; e 3) a história narrada pelo publicitário Marcos Valério, condenado no mensalão, de que a Portugal Telecom pagou propina de 2 milhões de euros ao PT.

A Andrade Gutierrez negou aos procuradores que tenha havido crime nesses três episódios, segundo a Folha apurou. No caso da Gamercorp, por exemplo, a empresa sustenta que fez o investimento porque um concorrente, o banqueiro Daniel Dantas, tinha planos de se aproximar de Lula por meio de aportes na empresa do filho.

Há também o temor do grupo empresarial de que revelações sobre a Oi pudessem levar a empresa à bancarrota. A Oi está em recuperação judicial, com dívidas de mais de R$ 64 bilhões.

A Andrade Gutierrez fechou um acordo de delação em 2015, pagou uma multa de R$ 1 bilhão, mas, com outros acordos que foram feitos, os procuradores descobriram uma série de omissões no relato da Andrade Gutierrez.

Entre as omissões que foram detectadas pelos procuradores havia o pagamento de suborno a Aécio Neves por conta da obra da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro construída quando o tucano era governador de Minas Gerais. Faltavam também relatos sobre pagamento de suborno em obras como o Rodoanel e o metrô de São Paulo, contratadas durante os governos de José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

'The Economist': Temer se mantém no poder agradando políticos, não o povo



A revista britânica The Economist publicou um texto nesta segunda-feira (14) onde lembra que apesar de em maio ter sido revelada uma gravação do  Michel Temer discutindo subornos e em junho o procurador geral ter o acusado, ele permanece no poder.

Como ele sobreviveu?, questiona a publicação. O presidente é um dos grupos políticos que é alvo da Operação Lava Jato, uma investigação de corrupção que estremece o Brasil desde que começou há três anos e meio. O escopo da operação se espalhou muito além da Petrobras, seu foco inicial.

The Economist explica que atualmente, os promotores estão investigando alguns dos empresários e políticos mais proeminentes do país. Usando o sistema de "prisão preventiva" e delação premiada, eles extraíram confissões e provas que garantiram mais de uma centena de condenações.

A posição de Temer é instável, avalia o noticiário. Sua popularidade diminuiu desde maio; Ele agora tem uma classificação de aprovação de apenas 5%. Mas foi o congresso, e não o povo, quem decidiu seu destino: sob a constituição do país, o tribunal supremo exige a aprovação de dois terços dos deputados para iniciar um julgamento. Após sua acusação, Temer passou semanas persuadindo legisladores relutantes a apoiá-lo. Ele conheceu mais de 160 deputados e liberou mais de US $ 1 bilhão para distritos, de acordo com cálculos divulgados. Quando o assunto foi submetido a votação em 2 de agosto, o congresso pediu arquivamento do caso que deveria ter seguido para a Suprema Corte.

O resultado foi uma vitória pessoal para Temer, mas pode não ser suficiente para retomar a sua agenda legislativa, aponta The Economist. A sua impopularidade torna ainda mais difícil aprovar as reformas econômicas que são vitais para estabilizar as finanças públicas do país e incentivar o crescimento.

The Economist alerta que a situação do presidente pode em breve ficar ainda mais difícil: o Sr. Janot deverá trazer mais duas acusações contra Temer nas próximas semanas, cada uma das quais pode exigir uma votação similar na câmara. Com as eleições em outubro de 2018, os deputados que se candidatam à reeleição ficarão cada vez mais relutantes em oferecer seu apoio. Uma pesquisa publicada no final de julho descobriu que quatro quintos dos brasileiros querem que seu presidente seja julgado. Temer provavelmente ainda completará seu mandato, mas deve enfrentar algumas semanas bem difíceis, finaliza.

Festa no cofre: STJ gasta R$ 56,3 mil em televisores



Para acompanhar tudo que acontece no países ultimamente, só com muitas televisões ligadas. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) poderá ficar de olhos bem arregalados diante de 23 televisores de LED. O custo total é de R$ 56,3 mil.

O STJ reservou R$ 38,5 mil para a compra de 10 televisores LED de 55 polegadas, da marca LG. Outros R$ 9,4 mil serão destinado à aquisição de oito unidades de televisores de 32 polegadas da marca AOC. Mais R$ 8,4 mil ainda foram empenhados para a compra de cinco televisores LED de 42 polegadas, também da marca AOC.O levantamento foi realizado pela ONG Contas abertas.

Manutenção

A Câmara dos Deputados reservou R$ 3,7 mil para prestação de serviços de manutenção preventiva em portões automáticos instalados em imóveis funcionais e outras dependências da Casa. O valor atende despesas de quase dois meses de contrato. O pedido é da Coordenação de Habitação da Câmara.

Despesas complementares

A Câmara ainda vai destinar R$ 602,8 mil com despesas complementares para a construção do Centro de Gestão e Armazenamento de Materiais da Casa. O centro servirá para abrigar almoxarifados, depósitos de materiais, arquivos e setores administrativos da Câmara dos Deputados, com área prevista de 13.200 m².

400 mil copos

O Senado Federal reservou R$ 48 mil para a compra de 400 mil copos descartáveis. As unidades possuem capacidade para 180 ml cada para líquidos frios ou quentes. Os copos ainda são atóxicos e biodegradáveis.

Jardins

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reservou R$ 272,5 mil para a prestação de serviços de manutenção e conservação de áreas ajardinadas da Corte. Os serviços são prestados por meio da alocação de postos de trabalho e com o fornecimento de plantas, materiais e equipamentos.

Bebidas

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) reservou R$ 32,2 mil para a compra de 5 mil pacotes de café em pó homogêneo, torrado e moído, tipo tradicional, constituído de grãos de café tipo oito ou melhores, com nota de qualidade global igual ou superior a 4,5 pontos na escala sensorial. A marca é Fino Sabor. Já a Câmara dos Deputados quer uma bebida menos cafeína. A Casa empenhou R$ 7,8 mil para o fornecimento de chás, da marca Real. O valor deve atender a dois meses de chás no órgão.

Gastos do governo com cartão corporativo atingiram R$ 20,4 milhões em 2017
Temer  foi  quem mais gastou por meio dos cartões
Enquanto o governo continua fazendo as contas para tentar atingir a meta fiscal, um rombo de R$ 139 bilhões, algumas despesas ainda chamam a atenção. Os gastos do governo federal com cartão corporativo, por exemplo, já somam R$ 20,4 milhões em 2017. A Presidência da República foi o órgão que mais gastou por meio dos cartões. O levantamento foi realizado pela ONG Contas Abertas.

Os dispêndios da Presidência e suas unidades gestoras atingiram R$ 5,7 milhões, isto é, quase 28% do total. Vale ressaltar que quase a totalidade dos recursos (89%) foi desembolsada de maneira secreta, de forma que não se sabe o que efetivamente foi comprado. As informações são protegidas por sigilo, nos termos da legislação, “para garantia da segurança da sociedade e do Estado”.

Outra parte significativa dos valores desembolsados também fica desconhecida. Isso porque R$ 148,9 mil foram gastos pela Presidência por meio de saques.

A maior parcela dos gastos foi desembolsada pela Agência Brasileira de Inteligência: R$ 3 milhões. A Secretaria de Administração da Pasta utilizou outros R$ 2,1 milhões. Mesmo não estando ocupado, o Gabinete da Vice-Presidência da República foi responsável por mais R$ 26,7 mil em cartões corporativos. Os dispêndios estão sob sigilo.

O Ministério da Justiça ocupa o segundo lugar no ranking dos órgãos que mais gastam pelo cartão. No primeiro semestre deste exercício, o desembolso da Pasta atingiu a marca de R$ 4,9 milhões. Vinculado ao ministério, o Departamento da Polícia Federal foi o que mais usufruiu do cartão, com R$ 4,8 milhões creditados.

Assim como acontece com a Presidência, é praticamente impossível saber ao que foram destinados os gastos do Ministério da Justiça, já que quase a totalidade da verba foi declarada como secreta. Cerca de R$ 4,8 milhões, ou seja, 98% dos desembolsos foram protegidos por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é o terceiro maior usuário do cartão corporativo (R$ 2,8 milhões). E, em quarto lugar, está o Ministério da Educação, com gastos que chegam a R$ 2,2 milhões, seguido pela Pasta da Defesa, que desembolsou R$ 976,2 mil por meio do recurso.

Os dados levantados pela Contas Abertas contabilizam os montantes pagos entre janeiro e junho, disponíveis no Portal da Transparência do Governo Federal.

sábado, 12 de agosto de 2017

Procurador afirma: não há provas que liguem contas no exterior a Lula e Dilma



O procurador da República no Distrito Federal Ivan Cláudio Marx afirmou que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, não apresentou comprovação de que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff eram beneficiários ou sabiam de contas no exterior, nas quais a empresa teria depositado US$ 150 milhões em propinas para uso em campanhas eleitorais.

A acusação foi feita pelo delator em depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas, de acordo com Marx, que foi designado para investigar o caso na primeira instância, faltam evidências do envolvimento dos petistas nos crimes relatados. "É uma história que ele (Joesley) contou, que pode ser verdade ou mentira, mas é insuscetível (inalcançável) de prova", diz o procurador.

Marx alega que ouviu o empresário em junho e requereu a ele documentos que pudessem atestar o envolvimento dos dois ex-presidentes no suposto esquema, mas nada foi apresentado. Além disso, segundo o procurador, o próprio depoimento do delator demonstra que não há como provar os supostos crimes por meio de alguma diligência a ser solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF).

"É uma história meio absurda desde o início", afirma. "Ele não tem nada. Essa história não tem pé nem cabeça. Não tem como provar." As conclusões de Marx foram divulgadas pelo site UOL e confirmadas por ele em entrevista ao Estado. Procurada, a JBS informou, em nota, que, "a despeito do grande número de informações e provas já entregues", o compartilhamento de documentos e informações complementares entre a PGR e demais ofícios do Ministério Público Federal estão sendo tratados "dentro dos trâmites legais".

Na delação acertada com a PGR, Joesley disse que as contas no exterior foram abertas para depositar propinas como contrapartida a aportes feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Grupo J&F, controlador da JBS. Elas teriam sido criadas em acordo com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, como uma espécie de "garantia" de pagamentos a serem feitos a aliados do governo petista.

Uma dessas contas foi aberta em 2009 por causa de supostos acertos ilícitos, referentes ao governo Lula. A outra, iniciada em 2010, seria vinculada a negociatas ocorridas na gestão Dilma. O saldo teria alcançado US$ 150 milhões em 2014, ano de disputa eleitoral. Os petistas já haviam negado a existência da conta no exterior.

Questionado se a PGR se precipitou ao fechar a colaboração com Joesley, ele respondeu que não tem conhecimento de tudo que foi tratado com o empresário no acordo, mas criticou a versão sobre as contas: "O cara é muito 'bom'. Tem uma conta lá, que não consegue explicar, e conseguiu transformar isso numa delação". Procurada, a Procuradoria não comentou

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

'BBC': Dilma diz que 'golpe' ainda não acabou



A BBC  britânica  publicou uma entrevista com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (11).


Noticiário britânico lembra que faz quase um ano que ela foi retirada do cargo através de um processo de impeachment e Michel temer assumiu seu lugar.

BBC destaca que de um ano para cá o atual presidente já foi quase deposto por duas vezes, uma vez quando foi julgado pelo financiamento da campanha da chapa Dilma-Temer e na segunda vez por corrupção passiva em um processo ligado a operação Lava Jato.

Enquanto isso, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foi condenado, no mês passado, a quase 10 anos de prisão por acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, acrescenta.

A BBc diz que a política brasileira teve mais reviravoltas do que a maioria dos países no último ano. Mas, em meio à agitação, os sentimentos de Dilma Rousseff sobre seu impeachment permanecem os mesmos.

"Não pense que começou e terminou no dia em que fui embora", ela contou em entrevista a BBC.

"Começou antes, começou quando eles [rivais] não tinham como chegar ao poder através de eleições democráticas diretas. Portanto, a democracia não era viável do ponto de vista deles". Dilma afirma ainda "que condenação de Lula é apenas outra manobra política."

"O primeiro capítulo do golpe foi meu impeachment", diz ela. "Mas há um segundo capítulo, que é impedir o presidente Lula de se tornar candidato para as eleições do próximo ano".

Novo poderia ser Hitler

"Como sabemos que o Brasil precisa de um novo líder e uma nova mudança? E desde quando o novo é necessariamente uma coisa boa? ", Ela pergunta.

"Novo poderia ser Hitler. Não há garantia. Por que as pessoas reconhecem Lula? Porque as viveram melhor durante seu governo "

"Durante seis anos, evitamos a crise econômica que afetou os países da Europa e dos EUA em 2008 e 2009", diz ela, acrescentando que a crise não foi falta de controles financeiros.

"Em 2014, a crise atingiu as economias emergentes. O preço da gasolina caiu, o preço de todas as commodities caiu".

'Bolsa Lula': herdeira de banco suíço doa R$ 500 mil após bloqueio de Moro



Se Luiz Inácio Lula da Silva é visto como o pai do Bolsa Família, ela quer ser a mãe do "Bolsa Lula". Herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse, Roberta Luchsinger, 32, decidiu lançar um movimento de apoio financeiro ao ex-presidente, que teve quase R$ 10 milhões em planos de previdência e contas bancárias bloqueados a pedido do juiz Sergio Moro. A neta do suíço Peter Paul Arnold Luchsinger abriu o bolso, o closet e o cofre para fazer uma doação pessoal ao petista no valor de cerca de R$ 500 mil em dinheiro, joias e objetos de valor. "Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. 

Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele", diz Roberta. Ela saca da bolsa Hermés um cheque ao portador no valor de 28 mil francos suíços (cerca de R$ 91 mil), mesada que recebia do avô morto em 8 de julho, aos 92 anos. "Foi o último cheque que recebi dele e vou repassar integralmente ao Lula. Agora, já podem dizer que ele tinha conta na Suíça, aquela que os procuradores da Lava Jato tanto procuraram e não acharam", ironiza Roberta.

 A herdeira bilionária recheou uma mala da marca Rimowa de objetos que o ex-presidente poderá transformar em dinheiro. Entre eles, um relógio Rolex (R$ 100 mil) e um anel de diamantes da joalheira Emar Batalha (R$ 145 mil), que enfeitou um editorial da revista "Vogue". "Lula vai poder penhorar tudo", sugere a doadora. 

Na mala que será entregue pessoalmente nos próximos dias, em data que está sendo negociada com o ex-ministro Gilberto Carvalho, há ainda objetos de desejo de blogueiras e "it girls": uma bolsa Chanel (R$ 32 mil), um par de sandálias Christian Louboutin (R$ 3 mil) e um vestido Dolce & Gabbana (R$ 30 mil). "São itens que poderão ser leiloados em um evento em benefício ao ex-presidente", propõe Roberta. Uma bandeja de prata, com o brasão da família Luchsinger, foi incluída na lista. Segundo ela, é um protesto pelo confisco dos presentes que Lula recebeu de chefes de Estado quando estava na presidência. Roberta justifica a doação com críticas ao que qualifica de "excessos" e "seletividade" da cruzada anticorrupção empreendida por Moro e companhia. "É indevido esse protagonismo político da Lava Jato, que fere o sistema de pesos e contrapesos entre os poderes da República", diz. "Perseguir o Lula é perseguir o povo brasileiro." 

 CARREIRA POLÍTICA 

 Dona de uma agenda de contatos políticos de todos os matizes ideológicos, Roberta pretende se lançar candidata a deputada estadual na eleição de 2018 pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Ela se filiou ao partido ao se casar em 2009 com Protógenes Queiroz. Ex-deputado pela legenda, ele hoje se encontra em asilo político na Suíça para escapar da prisão após ser condenado por violação do sigilo no comando da Operação Satiagraha. Divorciada há dois anos do ex-delegado que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, ela continua militando no PCdoB. "Roberta tem personalidade própria, é progressista e provém de um segmento social pouco usual no nosso partido. É muito bem-vinda neste momento em que buscamos renovação e queremos trazer pessoas de bem para a política", afirma Walter Sorrentino, vice-presidente do PCdoB. 

GRANDES FORTUNAS

 Roberta não vê incompatibilidade entre seu estilo de vida sofisticado e a pregação de uma sociedade igualitária e sem classes sociais preconizada pelos comunistas. Ela critica os cortes na área social aprovados por Temer e diz apoiar a taxação sobre grandes fortunas, proposta capaz de gerar calafrios entre seus amigos e parentes endinheirados. "Sou absolutamente contrária à redução do dinheiro que vai para os mais pobres ao invés de aumentar a tributação para os mais ricos." Em tempos de polarização, a herdeira diz não temer patrulha ideológica ao se perfilar nas fileiras da esquerda. "Esse ódio exacerbado contra os partidos de esquerda, principalmente contra o PT, chegou ao ponto de cegar parte da sociedade. Virou moda se referir a Lula como ladrão", afirma. "Esses que hoje o demonizam se esquecem de que Lula foi bom para os pobres e também para os ricos e deixou a Presidência com 90% de aprovação." Para Roberta, outro ponto que a faz continuar apoiando Lula, a quem prestou solidariedade no velório da ex-primeira dama Marisa Letícia, é o fato de o petista transitar entre empresários e trabalhadores. "Gosto disso. Também sou assim." 

NA ESTRADA 

A neta de banqueiro diz estar pronta para colocar o pé na estrada se for convidada a integrar a caravana do ex-presidente pelo país. Para provar que não é só da boca para fora, ela está disposta a incluir no pacote de doações uma perua Volvo XC 60, ano 2015, blindada, avaliada em R$ 150 mil. "A perua da perua pode substituir a caminhonete velha que o Moro sequestrou do Lula", brinca. Rica, loura e de esquerda, ela é comparada pelos amigos à senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), ex-petista. "Enquanto eles acham graça da minha militância, eu aproveito para pedir que também colaborem com o 'bolsa Lula'. Afinal, todos eles ganharam muito dinheiro nos governos do PT." Condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que investiga a compra de um tríplex no Guarujá, o ex-presidente pode ficar inelegível em 2018. Fato que não desestimula a campanha de doação aberta por Roberta. "Independentemente de ser ou não candidato, este dinheiro vai permitir a Lula sair pelo Brasil espalhando esperança. Não podemos perder a crença na política. Precisamos de união."Informações Folha

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Sem provas contra Lula, Moro diz: “Caso Lula tenha feito pagamentos para obras no sítio ficará fácil provar”



Em trecho da decisão de Sérgio Moro em colocar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no banco dos réus pela terceira vez na Operação Lava Jato, o juiz afirma que caso o petista tenha feito pagamentos pelas obras no sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, será fácil comprovar a culpa de Lula. O ex-presidente é réu por corrupção e lavagem de dinheiro, e está sendo investigado por suspeita de ser o beneficiário das reformas de R$ 1,020 milhão na propriedade.
“Se o ex-presidente da República arcou com as despesas da reforma terá facilidade para produzir a prova documental pertinente durante o curso da ação penal, uma vez que, usualmente, transações da espécie são feitas mediante registros documentais e transferências bancárias”, diz o juiz em trecho do despacho.

No entanto, Moro anotou também que ‘não há qualquer registro de que o Lula tenha pago qualquer valor por essas reformas realizadas no Sítio de Atibaia’.

Moro diz que a suspeita de que Lula é o verdadeiro dono do sítio é baseada em documentos adquiridos pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, de que pessoas ligadas à Operação Lava Jato custearam reformas no local com o propósito de presentear Lula. Mas sem provar nada contra Lula

'Le Monde': Temer sabe que não está imune a uma reviravolta




Nesta quarta-feira (2) o jornal francês Le Monde publicou matéria sobre a votação sobre o seguimento do processo do presidente do Brasil.

O texto intitulado "Dia decisivo para o presidente brasileiro Michel Temer" informa que ele é alvo de graves acusações de corrupção e deverá conhecer seu destino com uma votação crucial no Parlamento nesta quarta-feira.

O diário explica que se dois terços dos deputados brasileiros, decidirem a favor do julgamento de Temer perante o Supremo Tribunal do país, o chefe de Estado pode ser incriminado e retirado do poder por seis meses.

Le Monde salienta que mesmo com uma margem de popularidade historicamente muito baixa, de 5%, o político exibe uma confiança inabalável em sua capacidade de obter os votos necessários para que o caso seja definitivamente encerrado.

O noticiário traz também um pouco dos bastidores desta votação, considerada histórica pelos franceses, que não se esqueceram da destituição de Dilma Rousseff.

Se ele conhece os segredos da Câmara, que presidiu em três ocasiões, Temer sabe que ele não está imune a uma reviravolta, diz o vespertino. É por isso que ele continuou a negociar nos bastidores nos últimos dias para garantir o apoio do número máximo de parlamentares.

Monde aponta que na terça-feira(1) ele almoçou com 52 deputados relacionados à Frente Parlamentar de Agricultura, que representa os interesses da chamada "bancada ruralista".

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pé na estrada.Lula visitará 28 cidades em 20 dias



Caravana pelo Nordeste levará Lula a 28 cidades em 20 dias
Lula inicia no dia 17 uma caravana pelo Nordeste brasileiro, região que conta com maior apoio popular. Lula  percorrerá, de ônibus, 28 municípios, passando pelos nove Estados nordestinos.

Pela programação, o roteiro terá largada na Bahia e se encerrará no Maranhão, em 7 de setembro, apenas seis dias antes de novo depoimento que prestará a Moro.

Na manhã desta segunda-feira (31), o presidente se reuniu com dirigentes petistas e da Fundação Perseu Abramo para planejamento dessa viagem. "É uma caravana que exige muito de cada companheiro. Será uma tarefa imensa, quase 22 dias de viagem. É preciso que haja um mínimo de infraestrutura", afirmou Lula.

Ele terá os gastos cobertos pelo partido. Na reunião, Lula pediu que seja acompanhado por uma equipe pequena nas viagens de ônibus para que possa descansar. Ele justificou a recomendação alegando que já não tem o mesmo fôlego do passado.

Lula também pediu que fique acomodado em pousadas, não mais nas casas de colaboradores como ocorrido nas Caravanas da Cidadania, que fazia nos anos 90. Em tom de brincadeira, disse que não gostaria mais de ver crianças desalojadas de suas camas para que seja abrigado nas casas dos militantes.

A ideia, segundo Lula, é que a caravana seja transmitida em tempo real.

Serão 3.000 km de viagem. Acompanhado de cerca de dez colaboradores e de líderes locais, Lula passará dois dias em cada um dos Estados. A viagem deverá ser batizada de "Caravana da Esperança".

À exceção de Pernambuco, o ex-presidente será recebido por governadores aliados nos demais Estados visitados. Após o giro nordestino, Lula quer ainda percorrer ainda a região Sul e os Estados de São Paulo e Minas Gerais.

"Está na hora de a gente ter um reencontro com a sociedade brasileira", disse.

Na reunião, Lula afirmou que este é um momento propício para um fortalecimento partidário. Ele comparou a relação entre partido e eleitores com um casamento desfeito em que marido e mulher não encontram um par ideal.

Segundo ele, "nada aconteceu fora do PT, ninguém surgiu" para substituir o partido.

"A gente recuperou parte do tempo perdido. Porra, eu estava cansado de deitar cansado, levantar cansado, almoçar cansado. Levar porrada de manhã, de tarde e à noite. E a gente não reagia", disse o ex-presidente.

E acrescentou: "Se receber desaforo, tem que dar desaforo também. Sem essa de bater do lado e virar outro lado. Apanhar é bom quando são os outros que apanham".

A orientação aconteceu durante a reunião organizada pela Fundação Perseu Abramo, para lançamento do programa "Brasil em Movimento". O documento fixa sete eixos de discussão para a elaboração de um plano de governo. Segundo seus organizadores, a ideia é apresentar uma proposta que vá além das eleições de 2018, um pós-Lula.

Acordo de Doria para construir parque Augusta trará lucro a construtoras




De um lado, um negócio altamente lucrativo para as construtoras, que herdarão um terreno numa área estratégica da cidade. De outro, a chance de a região central se livrar de um pepino do ponto de vista urbanístico e ainda receber um parque público.

Assim arquitetos e integrantes de comissões de urbanismo no Legislativo avaliam a decisão da gestão João Doria (PSDB) de trocar a área do parque Augusta, cujas donas são as gigantes do mercado imobiliário Cyrela e Setin, por uma área municipal em frente à marginal Pinheiros, na zona oeste da cidade. Um acordo deve ser anunciado ainda no final desta semana.

Doria aposta na parceria com as empresas –com quem tem estreita relação para dar fim ao impasse em torno da área verde. A gestão acredita que herdará um espaço de 24 mil m² avaliado em R$ 120 milhões e contrapartidas à cidade oferecidas pelas empresas que somam R$ 30 milhões.

No entanto, entregará a elas área de 18 mil m² considerada uma pedra preciosa da cidade e cujo valor exato é uma incógnita –mas superior ao do parque, dizem especialistas.

O Ministério Público Estadual, que acompanha a negociação, terá acesso ao acordo nesta semana.

Segundo as regras de uso e ocupação do solo, os dois terrenos estão em áreas muito valorizadas. O da Augusta faz parte da Operação Urbana Centro, e o da marginal, da Operação Urbana Faria Lima. Na teoria, ambas têm alto potencial de construção.

Na prática, porém, a coisa muda: a área verde da rua Augusta é alvo de ação judicial que minou planos das empreiteiras de construir torres ali, após protestos em série feitos por entidades que exigem a manutenção da área verde desde a década de 1970.

Já a "pérola da marginal" está numa área nobre, cercada de estações de metrô e trem na zona oeste, com espaço a ser ocupado.