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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Veja e tucanos: fuga da campanha fraudulenta através do factóide de recontar de votos.

Fatos: reportagem forjada e pesquisa manipulada. Factóide: recontagem de votos.

Para tucanos, interessa mudar a pauta para que esses fatos caiam no esquecimento. Nesse contexto, um factóide vem a calhar: pedir uma auditoria ou recontagem dos votos, para tumultuar e funcionar como cortina de fumaça. Leia mais aqui.

A imprensa escondeu: Serra depõe na PF sobre o propinão tucano


José Serra (PSDB) depôs nesta quinta-feira, 30, na Polícia Federal em São Paulo no inquérito que investiga o propinão tucano, denunciado pela multinacional alemã Siemens. Serra era o governador do Estado de São Paulo nos anos de  2006 a 2010

Serra foi intimado para depor porque um executivo da Siemens, Nelson Branco Marchetti, declarou que em encontro na Holanda o então governador, em 2008, advertiu que se a multinacional alemã fosse à Justiça contra licitação vencida pela espanhola CAF, ele anularia o processo de concorrência porque o preço da multinacional alemã era 15% maior.

"No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF", afirmou o executivo. A CAF está citada na denúncia do cartel de trens de São Paulo em um esquema que funcionaria desde 1996 nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB). Na PF, Serra afirmou que sua preocupação era com a preservação do erário, uma vez que A CAF venceu a concorrência pelo critério do menor preço.

Há duas semanas Conselho Superior do Ministério Público, confirmou arquivamento de inquérito civil instaurado para investigar Serra no âmbito da improbidade. Em julho, procurador geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, arquivou o inquérito ao considerar que, de fato, Serra agiu no interesse público. O arquivamento foi confirmado pelo Conselho Superior do MP. Só o Estadão deu a nota

Inacreditável! Aécio quer ser presidente no tapetão


 O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, classificou como "inacreditável" o pedido de auditoria do PSDB. "É inacreditável e vergonhoso. O PSDB insulta a democracia e o povo brasileiro", afirmou Rossetto, um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff.

O PSDB protocolou nesta quinta-feira, 30, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de auditoria para verificar o resultado das eleições.  O candidato tucano Aécio Neves perdeu a disputa para Dilma Rousseff por uma diferença de 3,28 pontos percentuais.

"É um desserviço à democracia e um desrespeito à vontade do povo", disse Rossetto, destacando que "historicamente" o TSE respeita o fuso horário do Acre - três horas de diferença em relação a Brasília -, antes de divulgar o primeiro resultado parcial, com o objetivo de não induzir o eleitor que ainda não votou.

Outros petistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo acusaram os tucanos de forçar um "3.º turno" após a derrota nas urnas. Vice-presidente da Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (SP) considerou "lamentável" o comportamento do PSDB. "Se não apresenta prova e se orienta por boato, o partido desrespeita o TSE. Uma representação dessa é negar a lisura dos ministros do TSE", afirmou Chinaglia.

"O PSDB está ultrapassando os limites do respeito a um processo democrático que se exige de todo e qualquer partido", disse o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), para quem a sigla adversária "está entrando perigosamente por um ambiente de 3.º turno que tangencia o desrespeito à vontade da maioria".

O deputado Carlos Zarattini (SP) definiu como "muito grave" a ação movida pelo PSDB e disse que ela tem a finalidade de alimentar um ambiente de tensão. "O único objetivo disso é manter o clima de disputa e de acirramento." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Aécio mandou

E o Estadão acabou de publicar

 O deputado federal Carlos Sampaio (SP), coordenador jurídico do PSDB, disse nesta sexta-feira, 31, ao Estado que o senador Aécio Neves, candidato derrotado à Presidência e presidente da sigla, deu aval para o pedido de auditoria do resultado das eleições protocolado nessa quinta-feira, 30, pelos tucanos.

"Falei com Aécio pelo telefone. Disse a ele que fizemos uma discussão no grupo jurídico porque vimos que se instalou um clima de insegurança em relação ao sistema de votação. Ele disse que não se opunha e deu aval (para o pedido de auditoria)", afirmou.

Em petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido pediu abertura de um processo para verificar o sistema de votação e de totalização dos votos com a criação de uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos.

Aécio tenta reverter resultado da eleição presidencial no tapetão


O ex candidato a Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), é também o presidente do partido PSDB. Os demais, são filiados, com mais ou pouca relevância, mas quem manda mesmo é o presidente do partido. Portanto, é difícil alguém acreditar que, os filiados tomem decisões sem a ordem do presidente do PSDB.

E a decisão do PSDB de pedir uma auditoria especial para investigar o processo eleitoral foi tomada pela direção do partido a partir de um  feita no bate-papo via WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens instantâneas. Aécio, está viajando. segundo notícias da imprensa

Responsável pelo processo, o deputado federal Carlos Sampaio, que coordenou o setor jurídico da campanha de Aécio Neves ao Palácio do Planalto, consultou os colegas e recebeu "contribuições" ao texto que mais tarde seria protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na troca de mensagens, um membro da direção ponderou que era preciso tomar cuidado com a redação final da representação. Havia o temor de que ela desse munição para que o PT acusasse a oposição de tentar reverter o resultado da eleição presidencial no tapetão.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, ente os argumentos dos dirigentes do PSDB para justificar a representação é consta que, desde domingo a sigla recebeu "milhares de denúncias" de militantes e eleitores. Entre as mais recorrentes estão casos de urnas que não registravam o número 45 ou de pessoas que não puderam votar pois alguém havia feito isso em seu lugar.

Dirigentes do partido chegaram a pedir o extrato de votação para os fiscais do partido em vários Estados para fazer a conferência por amostragem com a apuração realizada pelo TSE.

 O pedido feito pelo PSDB para que seja realizada uma auditoria na votação do segundo turno foi remetido diretamente para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caberá ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Dias Toffoli, decidir se profere alguma decisão monocrática no processo ou remete o caso para análise do plenário.

A expectativa é de que alguma pronunciamento de Toffoli sobre o tema seja feito apenas no início da próxima semana, já que a Justiça Eleitoral irá operar em sistema de feriado amanhã, em razão do dia do servidor público. Originalmente, a data é comemorada no dia 28, mas o TSE postergou o feriado na Corte em razão da finalização das questões relativas à votação realizada no dia 26.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dilma deve assegurar participação social como política de governo

A chantagem do PMDB  começou

Com ou sem decreto que institui a Política Nacional de Participação Social, reeleição da presidenta lhe dá respaldo para que amplie espaço da sociedade em decisões de governo

Henrique Eduardo Alves está na lista do PMDB para comandar o Ministério da Previdência. Atualmente, quem ocupa a pasta é Garibaldi Alves, que voltaria a ocupar sua cadeira no Senado, e cotado pelos peemedebistas presidi-lo. O ímpeto peemedebista também foi um gesto político de disputa que passa pelo desejo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara, com apoio da oposição se for preciso, e de ganhar mais espaço dentro do governo... Continue lendo aqui

PF suspeita que Youssef foi induzido a acusar Dilma e Lula, para influir na eleição deste ano


PF suspeita que Youssef foi induzido a acusar Dilma e Lula, numa operação para influir na eleição deste ano

Antes mesmo de alguma informação do inquérito, em início na Polícia Federal, sobre o vazamento da acusação a Lula e Dilma Rousseff pelo doleiro Alberto Youssef, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição para o posto culminante deste país. Pode-se ter certeza.

Na quarta 22, um dos advogados de Youssef pediu para fazer uma retificação em depoimento prestado na véspera por seu cliente. No interrogatório, perguntou quem mais sabia (...) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação. Ou seja, foi só a acusação.

As aspas em vazamento , lá em cima, são porque a palavra, nesse caso, sem aspas será falsa. As outras aspas indicam a origem alheia de frases encontradas a meio de uma pequena notícia, com a magreza incomum de uma só coluna no estilo em tudo grandiloquente de certos jornais, e no mais discreto canto interno inferior da pág. 6 de O Globo , de 29/10. Para precisar melhor: abaixo de um sucinto editorial com o título Transparência , cobrando-a da Petrobras.

Já no dia seguinte à retificação , Veja divulgou-a, abrindo o material ao uso que muitos esperaram por parte da TV Globo na mesma noite e logo por Folha , O Estado de S. Paulo e Globo . Nenhum dos três valeu-se do material. Se o fizessem, aliás, Dilma, Lula e o PT disporiam de tempo e de funcionamento judicial para para uma reação em grande escala, inclusive com direito de resposta em horário nobre de TV. O PT apenas entrou com uma ação comum contra Veja .

O que foi evitado a dois dias da eleição, foi feito na véspera. A explicação publicada, e idêntica em quase todos os que se associaram ao material da revista, foi de que aguardaram confirmar o depoimento de Youssef. Àquela altura, Lula, Dilma e o PT não tinham mais tempo senão para um desmentido convencional, embora indignado, já estando relaxados pelo fim de semana os possíveis dispositivos para buscarem mais.

O Globo não dá o nome de um dos advogados . Até agora constava haver um só, que, sem pedir anonimato, foi quem divulgou acusações feitas em audiências judiciais, autorizado a acompanhá-las, que nem incluíam o seu cliente. Seja quem for o requerente, pediu e obteve o que não houve. Retificação é mudança para corrigir. Não houve mudança nem correção. E o pedido do advogado teve propósito explícito: os nomes de quem mais sabia da prática de corrupção na Petrobras. Uma indagação, com o acusado preso e prestando seguidos depoimentos, sem urgência. E sem urgência no processo, insuficiente para justificar uma inquirição especial.

O complemento dessa sequência veio também na véspera da eleição, já para a tarde. Youssef foi levado da cadeia para um hospital em Curitiba. O médico, que se restringiu a essa condição, não escondeu nem enfeitou que encontrara um paciente consciente, lúcido e orientado , cujos exames laboratoriais estão dentro da normalidade . Mas alguém vazou de imediato que Youssef, mesmo socorrido, morrera por assassinato.

O boato da queima de arquivo pela campanha de Dilma ia muito bem, entrando pela noite, quando alguém teve a ideia de telefonar para a enlutada filha da vítima, que disse, no entanto, estar o papai muito bem. O jornalista Sandro Moreyra já tinha inventado, para o seu ficcionado Garrincha, a necessidade de combinação prévia com os russos.

A Polícia Federal suspeita que Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada retificação na quinta, 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial.

A Polícia Federal tem comprovado muita e crescente competência. Mas, nem chega a ser estranho, jamais mostrou resultado consequente, quando chegou a algum, nos vários casos de interferência em eleições. Não se espere por exceção. 

Por Janio de Freitas - Coluna da Folha

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Batata da Veja/Tucanos assa na PF. Suspeita de armação em depoimento de Youssef.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/pf-suspeita-de-armacao-em-depoimento-de-youssef-diz-jornal-3259.html

Segundo o jornalão "O Globo", a Polícia Federal tem indícios de que a capa da revista Veja às vésperas das eleições para tentar eleger Aécio Neves (PSDB) pode ter sido resultado de uma operação criminosa premeditada.

O advogado de defesa do doleiro Alberto Youssef, com fortes vínculos c/ o governo de Beto Richa (PSDB-PR), pediu para retificar o depoimento do doleiro. Aí incluiu uma pergunta para Youssef responder que "acreditava, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem".

A declaração de Youssef é mera opinião pessoal, não é testemunho, por isso, oficialmente, nem o incrimina apenas por esta declaração. Mas a partir do momento que pode ter sido planejada com fins de produzir a capa da Veja e trapacear o processo eleitoral, ganha outros contornos de crimes bem mais graves envolvendo bem mais gente. Precisa ser investigado à fundo.

Eis a notícia no jornalão "O Globo", em notinha pequena e escondida:

PMDB e tucanos dão tiro no pé: derrota na Câmara é vitória de Dilma junto ao povo.

Câmara dos Deputados insiste em deixar o povo do lado de fora.
Que mal há em ouvir cada vez mais o povo para governar?
Principalmente com as tecnologias existente de redes sociais no século XXI?
Tem uma genial frase de Darcy Ribeiro, dizendo que havia fracassado em muitas tentativas de superar a pobreza, as carências educacionais e o subdesenvolvimento nacional, mas detestaria estar no lugar dos que o venceram.

A frase cai como uma luva na votação do projeto de autoria de dois deputados do DEM (Mendonça Filho e Ronaldo Caiado) para revogar o decreto da presidenta Dilma que criou o Plano Nacional de Participação Social.

Quem perdeu a votação na Câmara, a presidenta Dilma, fica do lado dos anseios populares. Quem "venceu" a votação fica mal na fita, tirando direitos do cidadão ter mais voz.

As V.Exas. da Câmara que a derrotaram, só deram visibilidade a uma coisa extremamente positiva para a popularidade da presidenta: Dilma está do lado da participação popular, do lado do povo ter voz no governo. A Câmara dos Deputados é que ficou contra.

O decreto apenas institucionalizava como política de estado a participação popular em caráter consultivo na formulação de políticas governamentais, sem tirar nenhum poder, nem invadir funções do legislativo.

Incluía inclusive a participação popular através da internet. É inconcebível em tempos de redes sociais que a política não se modernize e ouça mais o povo diretamente, dando mais cidadania e mais protagonismo popular.

Foi resultado do diálogo da Presidência da República com amplos setores da sociedade, conduzido pelo ministro Gilberto Carvalho, e que se acelerou após as grandes manifestações de junho de 2013, que pediam principalmente mais participação popular para o povo ter mais voz nas decisões nacionais e haver maior representatividade dos governantes eleitos.

A extrema direita, capitaneada pela revista Veja, demonizava o decreto, mentindo sobre seus efeitos como se levasse à uma "ditadura bolivariana" (sabe-se lá o que significa isso nas cabeças ensandecidas dos leitores da Veja), substituindo o Congresso Nacional por conselhos. Óbvio que é uma mentira deslavada. O decreto nem toca em nenhuma atribuição legislativo, por onde tem que passar todas as leis. Não mexe em estruturas institucionais.

Na prática, com ou sem decreto, o governo pode e deve consultar a sociedade para construir políticas públicas. Nada impede do governo conversar com todos os setores representativos da sociedade, colher sugestões, debater e até explicar efeitos colaterais nocivos que algumas reivindicações poderiam trazer. É até muito saudável esse processo de diálogo para amadurecer decisões.

O decreto apenas institucionalizava o processo de diálogo como uma política de estado e não de governo. Com Dilma reeleita a política de governo continuará existindo, com ou sem decreto.

O que é isso, PSB?

Só PT, PCdoB, PSOL e parte do PROS defenderam o projeto. Todos os outros partidos foram contra, inclusive PSB e PDT, confirmando sua guinada para o conservadorismo arcaico e um distanciamento das lutas populares transformadoras. Dos 15 deputados do PSB que votaram, 14 votaram contra o povo, e só Luiza Erundina (PSB-SP) destoou, indo contra a orientação de seu partido, que inclui entre seus companheiros o "socialista" Paulo Bornhausen (PSB-SC).

O ímpeto do PMDB em colocar em votação o projeto de autoria do DEM, dois dias após a eleição, para impor uma derrota à presidenta Dilma (derrota simbólica, porque na prática a participação popular não fica inviabilizada com a derrubada do decreto), foi mais um gesto político de disputa de espaços de poder, que passa pelo desejo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara, com apoio da oposição se for preciso, além da disputa por mais espaço dentro do governo.

Não tem problema. O povo está do lado da Dilma nesta "derrota", que deu mais visibilidade ao caráter popular do governo da presidenta.

Nome aos bois. Quem votou contra mais participação popular:

Abaixo, a lista de quem votou a favor do povo ter voz e poder de influência nas decisões nacionais e de quem trata o povo como gado que não pode falar, tem só que ouvir discursos de V.Exas.:
(Obs: considere obstrução como voto a favor da participação popular, pois era o recurso possível naquela sessão de votação):

TV Amapá comprova: Aécio é o escolhido de Sarney.


Em público os tucanos atacam Dilma por José Sarney (PMDB-AP) ter apoiado seu governo (se "esquecendo" que Sarney apoiou FHC, Itamar Franco, e que Aécio Neves apoiou Sarney quando ele foi presidente).

Nos bastidores, as relações de Aécio Neves (PSDB-MG) com Sarney são as mais profundas possíveis e inimagináveis, desde antes de Sarney ser escolhido para vice de Tancredo, e antes de Aécio ser nomeado para diretor da Caixa, por Sarney e Dornelles (primo de Aécio).

Nem duvido que Aécio poderia ter pedido para Sarney apoiar Dilma em vez de apoiar ele, em um jogo de compadres combinado, pensando em tirar votos dela, devido a imagem do ex-presidente estar desgastada e impopular.

A TV Amapá acabou conseguindo filmar Sarney na hora de votar e pegou um ângulo que dá para ver ele votando no 45, número de Aécio. A câmara mostra a imagem de Aécio aparecendo na tela da urna antes de teclar "confirma".

terça-feira, 28 de outubro de 2014

As entrevistas de Dilma na Band e no SBT. Só Bonner não entrou no Alvorada.

Tanto Boechat como Kennedy Alencar foram recebidos no Palácio do Alvorada para entrevistas excusivas às TVs Bandeirantes e SBT, diferente do que aconteceu ontem com William Bonner da TV Globo que teve que fazer entrevista por teleconferência.

Entrevista da Dilma Ao Jornal do SBT:



Ao Jornal da Band:

Derrotada nas eleições, mídia troca golpismo por lobismo, por ora


A grande derrotada nas eleições presidenciais foi a mídia tradicional, seguida pelos bancos privados. A imprensa corporativa, patrocinada por estes bancos, passou anos doutrinando o brasileiro a se afastar da luta política, a criminalizar movimentos sociais, a ver a política apenas como sinônimo de corrupção e não como instrumento de transformação da realidade, a que todo cidadão deve se engajar de alguma forma, nem que seja apenas votando com consciência política.

O truque é simples: o povo é induzido a odiar a política e desiste da luta pelo poder popular, então a classe dominante ocupa o poder com seus candidatos manietados. Leia mais aqui.

Só depois das eleições, Estadão conta que irmão da Dilma é tão simples que seu carro é um fusca.


Até domingo não interessava desmentir Aécio. Depois que passou as eleições o jornal Estadão resolveu desengavetar uma reportagem sobre Igor Rousseff, irmão da presidenta Dilma adepto da vida simples como Pepe Mujica, acusado de forma mentirosa por Aécio Neves em um debate de ter sido funcionário fantasma na prefeitura de BH.

Eis a matéria:

IRMÃO DA PRESIDENTE, O EX-HIPPIE DE PASSA TEMPO

Morador do interior mineiro, Igor Rousseff saiu do anonimato após acusação de ter sido servidor fantasma.

Diego Zanchetta - Enviado especial a Passa Tempo

Adepto da filosofia budista e ex-hippie, Igor Rousseff, advogado de 67 anos que agora tenta criar tilápias, é o único irmão da presidente reeleita. Ele mora há quase duas décadas na pequena e
bucólica Passa Tempo, cidade no interior de Minas Gerais com cerca de 8 mil habitantes e duas dezenas de cachoeiras. Ontem à noite ele recebia, em sua pequena casa com portão baixo de
madeira e um fusca verde na garagem, amigos que entravam sem bater para cumprimentá-lo pela vitória da irmã.

Janio de Freitas: O que está dividido são os votos, não o país


A soma dos votos em Dilma e Aécio leva a 105,5 milhões; logo, o que está dividido são os votos, não o país

Entre as incontáveis confusões propaladas a respeito da eleição presidencial, já se tornou lugar-comum a afirmação de que o Brasil dividiu-se ao meio. Afirmação que vem de antes da votação, induzida pelas pesquisas, e dada como definitiva e comprovada pela proximidade dos 51,64% de votos em Dilma e 48,36% em Aécio, ou 54,5 milhões para ela e 51 milhões para ele. Mas o tal país dividido em dois não existe. Ao menos no Brasil.

A soma dos votos em Dilma e Aécio leva a 105,5 milhões de eleitores, equivalentes à metade da população, também em número redondo, de 200 milhões. Logo, o que está dividido ao meio, ou quase, são os votos, não o país. No qual os 51 milhões de Aécio correspondem a 1/4 da população. O mesmo se dando com Dilma. E, portanto, nenhum deles dividindo o país em dois. Cada um é apenas metade da metade dos brasileiros. Além dos totais de eleitores que se aproximam, sobra outro tanto na população do Brasil.

Mas a ideia do país dividido ao meio, rachado, metade contra metade, é necessária. Como diz o velho slogan, a luta continua --tão consagrado quanto seu companheiro de derrotas o povo unido jamais será vencido . Fora Lula , Fora PT , Fora Dilma foram levados à urna por um símbolo físico, o símbolo que foi possível arranjar, nas circunstâncias ingratas. Não sucumbem, porém, no desastre do seu representante ocasional. São uma ideia de força. E, mal a contagem concluíra, já um dublê de blogueiro e colunista político lançava, altissonante e global, o brado da beligerância: O país está dividido e a culpa é do PT . Beligerância ferida, sim, mas não de morte. Apenas no cotovelo.

Há que considerar ainda, na divisão do país, a quantidade imensa de eleitores que não se manifestaram por um nem por outro candidato. Os ausentes na votação foram 30,13 milhões. Os que anularam o voto, 5,21 milhões. Somados também os que deixaram o voto em branco, totalizam-se 37,27 milhões de eleitores. Ou 27,44% do eleitorado. Excluídos os possíveis ausentes por morte, não é imaginável que esse povaréu, quase um quinto da população, seja desprovido de toda preferência com sentido político. A propaganda de divisão meio a meio os elimina do cômputo, mas existem e são comprovantes, também, do país multifacetado --como sempre.

As referências de Dilma ao diálogo aproximativo com a oposição e, de outra parte, o espírito da propaganda de país dividido são conflitantes. E não por um instante de sensibilidades contrárias de vitoriosos e derrotados. As divergências são de fundo, na percepção das necessidades e na prospecção de futuros do Brasil. A meta dos derrotados na urna continua a mesma. Os meios de buscá-la, também, se todos os recém-usados continuarem possíveis. E se não vierem a contar com outros, não menos conhecidos.

União, nem em Minas, onde foi feito o julgamento de Aécio, derrotado duas vezes por seus ex-governados. União, só a de Marina, do nome Eduardo Campos, da viúva Campos, de Aécio e do PSB para o vexame presunçoso de perder para Dilma por 70% a 30%, o 7 x 1 em versão eleitoral.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilma deu primeira entrevista à Record. Bonner é barrado no Alvorada.



A primeira entrevista exclusiva de Dilma após reeleita foi concedida à TV Record. A jornalista Adriana Araújo foi ao Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Só depois, concedeu entrevista ao Jornal Nacional. Mas neste caso a entrevista foi por teleconferência. Ou seja, Bonner ficou no estúdio e não entrou no palácio do Alvorada.

Abaixo a entrevista na Record:

Hoje é o dia do Lula. Feliz aniversário guerreiro


Hoje é o aniversário do nosso querido amigo e eterno Presidente Lula. O presente, todos nós, unidos, demos ontem, a vitória da presidenta Dilma. Hoje, todos nós, os amigos do Lula, queremos dar  parabéns. Esperamos que Lula tenha um dia super feliz, com tudo o que tem direito, muita festa e um monte de emoção. Feliz aniversário!Descanse muito dessa batalha que foi a campanha eleitoral...  E até 2018!...É gente! se preparem. Ele vai voltar!
Em Brasília, também teve comemoração pelo aniversário do Lula. Olha lá o pratinho de bolo para Dilma