Pages

terça-feira, 24 de maio de 2016

Diferentona: Mãe da Marcela Temer pede que manifestantes deixem a rua onde mora Temer



A mãe da Marcela Temer, Norma Tedeschi,não quer o povão na frente da casa do Michel Temer. Morador em dos bairros mais nobre de São Paulo, Norma Tedeschi,, que morava e Paulinia, interior de São Paulo,   saiu na sacada da casa de Temer para pedir que manifestantes deixassem a rua onde mora Temer

Um grupo de  moradores do bairro de Alto de Pinheiros, na zona oeste de SP, faz uma serenata em frente à casa do peemedebista. O evento, divulgado pelo Facebook, foi chamado de "Serenata dos vizinhos contra o golpe!". De acordo com a descrição, a organização do ato é de um grupo de moradores "com a ideia de mostrar que no bairro também tem gente contra Temer e contra o golpe".
Manifestantes em frente do Tmer
 Da sacada, Norma pediu que os manifestantes interrompessem a cantoria para que ela pudesse falar. O grupo, em silêncio, ouviu o que ela tinha a dizer.

A sogra de Temer disse que o neto, Michelzinho, 7, está doente, com febre e que, por causa do protesto, ela não poderia sair de casa para comprar remédios. Pediu que o grupo fosse embora. Um dos manifestantes respondeu dizendo que na periferia tinha um monte de criança doente. Norma fechou a janela e o protesto continuou.
 O grupo, que se intitula vizinho do presidente interino, carrega cartazes com os dizeres "O golpe mora ao lado", "Michel é Cunha" e "Todo apoio ao Povo Sem Medo". Gritam também "O povo não é pato, o Michel Temer também está na Lava Jato".

Com violão, sax e instrumento de percussão, pandero, o grupo fez uma versão de "Carinhoso" para protestar contra Temer.

"Meu coração/ Não sei por que/ Tem um infarto quando te vê", cantam.


Ainda segundo os organizadores, a ideia inicial era fazer uma serenata na porta da casa de Temer, mas depois o ato também foi chamado para mostrar "total apoio aos movimentos sociais que foram expulsos de forma violenta" pela PM.

Na madrugada desta segunda, após pouco mais de quatro horas, cerca de 3 mil  pessoas que se mantinham acampadas em uma praça próxima à residência do presidente interino foram tiradas do local pela Polícia Militar.

Por volta das 23h45, pouco mais de uma hora após ordenarem a saída dos manifestantes, os policiais militares começaram a dispersar o acampamento com bombas de efeito moral, bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água.

Remanescentes de um protesto contra a gestão interina de Temer que reuniu 10 mil  pessoas, segundo estimativa da PM, os manifestantes haviam erguido barracas mas o policia não deixou ninguém ficar no local

'The Guardian': Gravação de ministro revela conspiração para derrubar Dilma Rousseff



O jornal britânico The Guardian publicou nesta segunda-feira (23) uma reportagem sobre a gravação do ministro Romero Jucá publicada por um jornal de grande circulação do Brasil, onde se consegue perceber uma trama em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O Guardian afirma que as transcrições sugerem que os esforços para retirar a presidente do cargo eram parte de uma conspiração para anular uma vasta investigação de corrupção que tomou conta da elite política do país.

Tais revelações prejudicam a credibilidade do governo interino liderado por Michel Temer, acrescenta o jornal The Guardian, que também fala que o novo gabinete inclui sete ministros implicados no inquérito da Lava Jato, acusados por receber propinas e lavagem de da Petrobras.

O jornal britânico "The Guardian" afirmou que a queda do ministro Romero Jucá e a revelação de uma "trama maquiavélica" para derrubar o governo Dilma Rousseff abalaram a credibilidade do governo de Michel Temer.

"A credibilidade do governo interino foi abalada na segunda-feira (23) quando um ministro foi forçado a se afastar em meio a revelações sobre a trama maquiavélica para levar ao impeachment da presidente Dilma Rousseff", diz trecho da publicação.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), se afastou na segunda após a Folha divulgar áudios em que ele diz que a mudança de governo poderia "estancar a sangria" da Lava Jato.

O "Guardian" diz que "as motivações dúbias e natureza maquiavélica da trama para retirar Dilma Rousseff do poder ficam aparentes na transcrição da conversa".

Afirma ainda que este não deve ser o "último golpe" contra Michel Temer, já que seu gabinete inclui "sete ministros implicados na Lava Jato."

A publicação afirma ainda que o governo interino, até o momento, mostrou "poucos sinais de reduzir a tensão e restaurar a credibilidade" no país.

"Seu gabinete todo branco e todo masculino foi duramente criticado por não ser representativo do país, suas medidas de austeridade são impopulares e seu líder já voltou atrás da decisão de tirar da Cultura o status de ministério após protestos de artistas, músicos e cineastas."

O "Financial Times", principal jornal de economia e finanças da Grã-Bretanha, também disse que a saída de Jucá pode prejudicar o governo Temer.Segundo analistas ouvidos pelo jornal, porém, a decisão de Jucá de se afastar rapidamente pode "limitar os danos políticos" da crise.

 O Financial Times deu destaque em sua edição à crise criada no governo de Michel Temer (PMDB) pela divulgação do áudio em que um dos principais articuladores do impeachment de Dilma Rousseff, Romero Jucá (PMDB), defende a necessidade de afastar a mandatária para "romper a sangria" da Lava Jato. O jornal cita trechos da conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e aponta que tal crise ameaçou desestabilizar a gestão Temer, justamente no momento em que o peemedebista pretende lançar um programa econômico "ambicioso". Mas a decisão de Jucá de deixar o cargo "rapidamente", ponderou o periódico, pode ajudar a limitar o dano político.

A menção ao senador Aécio Neves (PSDB) na conversa entre Jucá e Machado também ganhou espaço. "A dupla discutiu como Aécio Neves, o líder do principal partido de oposição, o PSDB, também poderia ser consumido pelas investigações de corrupção se o impeachment não se concretizasse", diz o FT, indicando os trechos em que Machado diz que estariam todos na bandeja para ser comidos, e Jucá afirma que o tucano seria o primeiro.

Não ficou fora da visão do jornal britânico ainda o fato de Jucá ter mencionado que estava em conversa com militares, que teriam garantido manter a calma durante a crise política, e com alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que teriam indicado que as investigações da Lava Jato continuariam enquanto Dilma Rousseff permanecesse no poder, devido a sua impopularidade com a mídia.

"O Sr. Jucá é um dos vários membros da nova equipe ministerial de Temer que estão sob investigação no caso da Petrobras, no qual membros da antiga coalizão do governo do PT de Dilma Rousseff são acusados de tramar com executivos da companhia e empreiteiros para obter subornos e propinas", diz o jornal britânico.

O FT publicou o trecho da escuta em que Romero Jucá diz: "Nós temos que mudar este governo para romper a sangria". O fato de Jucá estar sendo investigado pelo caso da Petrobras e fazer parte da liderança do novo governo, junto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que também está sob investigação na Lava Jato, ficou em evidência, assim como o afastamento do peemedebista Eduardo Cunha do comando da Câmara dos Deputados, em meio a envolvimento com o "petrolão".

 Já o americano "New York Times" disse que as "transcrições sugerem um plano por trás do esforço de afastar a presidente do Brasil".

"O presidente interino do Brasil, Michel Temer, sofreu um grande revés em sua campanha para 'conquistar' o país" com o surgimento de gravações que sugerem "que um de seus ministros tramou para parar a investigação na Petrobras ao buscar o impeachment de Dilma Rousseff."

O jornal diz que Temer substituiu todos os ministros para "ganhar a confiança dos brasileiros e dos investidores", mas que mesmo assim nomeou ministros já implicados nas investigações de corrupção.

Segundo a reportagem, as novas acusações devem "levantar mais questões sobre os motivos por trás do ímpeto de promover o impeachment de Dilma".

Também poderiam, segundo o jornal, aumentar o escrutínio sobre outros ministros que enfrentam problemas legais
 'El País: Gravação derruba ministro do Governo interino do Brasil

O jornal espanhol El País, traz em sua edição desta terça-feira (24) uma matéria sobre o primeiro escândalo que sacode o Governo interino de Michel Temer, que levou Romero Jucá a deixar o Ministério do Planejamento horas depois de um jornal brasileiro divulgar uma gravação em que ele sugere articulação para interferir na Operação Lava Jato tendo como uma das estratégias o impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo a reportagem, Jucá, homem-forte de Temer e investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, primeiro anunciou que pediria licenciamento, mas terá que se demitir para reassumir o cargo de senador por Roraima.

A presidente afastada, Dilma Rousseff,  que desde o fim de semana voltou a fazer eventos públicos, afirmou que a gravação confirma que seu processo de impeachment foi fruto da ação de um "consórcio golpista" interessado em barrar as investigações, finaliza artigo do jornal El País.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sérgio Machado gravou também Sarney e Renan



Sérgio Machado não gravou apenas Romero Jucá. O ex-presidente da Transpetro na era PT registrou também áudios de Renan Calheiros e José Sarney.

Nestes dois casos os registros foram feitos em conversas privadas que Machado teve com cada um dos dois, separadamente.

 Segundo conta o colunista do Globo Lauro Jardim, quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.

Na delação, Machado gravou apenas três políticos: o responsável pela sua indicação para a Transpetro (Renan), Sarney e Jucá. Mas comprometeu outros senadores do PMDB. São eles Jáder Barbalho e Edison Lobão.

Eduardo Cunha, Aécio Neves, José Dirceu e Lula não aparecem nos depoimentos dados por Machado.

A delação de Machado está na mesa do ministro Teori Zavascki, esperando homologação.

E quando se pensa que o fundo do poço está próximo, a equipe de Temer surpreende


Equipe do governo interino deixa claro que impeachment foi golpe a favor da corrupção. Se era para sanar a política do país, as fichas dos nvos ministros deveriam "despertar" as panelas do país

Na sexta feira (20), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Romero Jucá (PMDB-RR). A decisão foi tomada em um inquérito aberto no tribunal em 2004, em que Jucá é investigado por crime de responsabilidade quando ele era senador. O ministro teria elaborado emendas parlamentares para beneficiar ilegalmente a prefeitura de Cantá, em Roraima. O período dos dados sigilosos que serão analisados é de março de 1998 a dezembro de 2002. Romero Jucá também é alvo de novo pedido de abertura de inquérito feito pelo.

 E leia tambem.Na conversa de  Jucá e Machado  considerava importante tirar a presidente Dilma Rousseff do poder para abafar a Lava Jato

Na conversa, gravada antes da queda de Dilma, Jucá inclui ainda dirigentes do PSDB como pessoas que estariam cientes de que a saída deveria ser essa, a de um pacto contra a Lava Jato, ao usar a expressão “a ficha caiu” para se referir a caciques tucanos.

O  governo  Temer nasceu de uma trama para tirar Dilma e tentar barrar o avanço da Lava Jato. Jucá  repete fala semelhante à de Delcídio, a de que teria conversado com ministros do Supremo. São frases mortais politicamente.. Continue lendo aqui

Veja os reais motivos por que querem o impeachment da Dilma...Entre na torcida contra o golpe  compartilhando o máximo possível essa matéria aqui na Rede Brasil Atual. A democracia agradece

Em gravação, ministro do Planejamento Romero Jucá combinou derrubar Dilma para parar a Lava Jato


Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato: Delcidio foi preso por uma gravação que, segundo a PF e STF, ele queria  interferir na Operação Lava Jato... Agora pergunta-se. Romero Juca vai para cadeia também?

Gravações mostram que Jucá articulou impeachment para parar Lava Jato:Novo Abalo Político no Brasil: é Hora da Mídia Começar a Dizer “Golpe”?

Ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado:- Tem que ter um impeachment.

Romero JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.


Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo(...) Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para protegê-lo: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".

Mais adiante, ele voltou a dizer: "Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". Jucá concordou que o caso de Machado "não pode ficar na mão desse [Moro]".

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".

"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. "Não pode", disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. "Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade."

E chamou Moro de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com "ministros do Supremo", os quais não nominou.  Jucá  diz ao aliado, que  eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele (Lula) acordou a militância do PT.

JUCÁ - Sim.

MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ - Eu acho que...

MACHADO - Tem que ter um impeachment.

JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[...]

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[...]

MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.

MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

[...]

MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...

JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...

MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[...]

MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...

MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.

JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.

MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...

JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...

JUCÁ - É, a gente viveu tudo.

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...

MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...

JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.

[...]

MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça]. 

 Em conversa, Jucá afirma que 'caiu a ficha do PSDB' sobre operação Em uma das conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o então senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirma que "caiu a ficha" de líderes do PSDB sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos.

"Todo mundo na bandeja para ser comido", diz Jucá.

Sérgio Machado, que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB, afirma que "o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)", e acrescenta: "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...".

"É, a gente viveu tudo", completa Jucá, sem avançar nos detalhes.

Machado tenta refrescar a memória de Jucá: "O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?" Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Machado diz que a "situação é grave" porque "eles", em referência à força tarefa da Lava Jato, "querem pegar todo mundo".

Jucá concorda, ironizando o plano. "Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura", afirma.

O atual ministro do Planejamento também confidenciou a Machado as dificuldades que o PMDB vinha enfrentando para "a solução Michel", que seria a posse do vice-presidente no lugar de Dilma Rousseff. O único empecilho, disse Jucá, era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Só Renan que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra", afirma Jucá no diálogo, que foi gravado.

"O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. 'Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'", disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.

'VOADOR'

O senador disse que Machado deveria alertar Renan porque o colega senador seria "voador", ou seja, alguém bastante distraído. Machado concordou:

"O Renan é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele [Renan]. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor para ele. Ele não compreendeu isso não".

Jucá então completa: "Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem".

O senador também afirmou a Machado que havia conversado com "generais", os "comandantes militares", e que eles haviam dado "garantias" ao PMDB a respeito da transição e estavam "monitorando" o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Após o diálogo entre os peemedebistas, Dilma acabou sendo afastada do cargo devido à abertura do processo de impeachment.(Leia)
 Depois de ler a notícia da Folha, leia aqui  

Leia também: E quando se pensa que o fundo do poço está próximo, a equipe de Temer surpreende 
Na conversa, fica claro que Jucá considerava importante tirar a presidente Dilma Rousseff do poder para abafar a Lava Jato

Na conversa, gravada antes da queda de Dilma, Jucá inclui ainda dirigentes do PSDB como pessoas que estariam cientes de que a saída deveria ser essa, a de um pacto contra a Lava Jato, ao usar a expressão “a ficha caiu” para se referir a caciques tucanos.

O governo nasceu de uma trama para tirar Dilma e tentar barrar o avanço da Lava Jato.  Leia aqui   e ajude a compartilhar

‘New York Times’ diz que PMDB de Temer, “Confiado a salvar o Brasil o partido arruinou o Rio”


‘New York Times’ diz que PMDB ‘arruinou’ o Rio e cita ocupação de escolas estaduais

Em reportagem publicada neste domingo, o jornal “The New York Times” traça um extenso paralelo entre a chegada de Michel Temer à presidência e a gestão do PMDB no estado do Rio. A manchete diz: “Confiado a salvar o Brasil: o partido que arruinou o Rio”

 O texto, chamado “Confiado a salvar o Brasil: o partido que arruinou o Rio”, começa com uma direta citação à crise educacional fluminense: “Estudantes ocupam escolas protestando contra cortes de investimento na educação, enquanto políticos locais que levaram as Olimpíadas à cidade do Rio lutam contra acusações de propina”. 

Em seguida, são lembrados: o tiroteio recente na Rocinha (equivocadamente localizada no Leblon) e até o assalto à filha do governador, Francisco Dornelles.

Em outro trecho, é feita a ponte entre o governo Temer e a recente experiência do PMDB à frente do poder no Rio. “Quando o novo líder do Brasil, Michel Temer, tomou as rédeas da nação este mês - um marco na luta cáustica para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um processo de impeachment - ele prometeu um novo dia de ‘salvação nacional’. Mas o que o Sr. Temer não mencionou é que o seu partido político e seus aliados têm exercido um poder imenso no estado do Rio, que é rico em petróleo, durante a maior parte da última década. Em outras palavras, os críticos lamentam que o mesmo partido que criou uma confusão no Rio esteja comandando o país”.

A reportagem do “NYT” nomeia alguns políticos como ícones do perfil controverso do PMDB: Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara, Renan Calheiros, presidente em atividade do Senado e colecionador de inquéritos no STF, e o ex-governador Sérgio Cabral, lembrado pela recente acusação de que teria recebido 5% de propina dos custos da obra do Maracanã para os Jogos, além de uma disciplinada mesada de empreiteiros.

Outros pontos críticos da situação estadual são inseridos no texto, como a suspensão de pagamento a servidores. Também é alfinetado o fato de que o panorama global do mercado de petróleo está prejudicando o cenário econômico do Rio, mas certos privilégios da classe política permanecem intocáveis.

José Serra é recebido na Argentina com chuva de bolinhas de papel



Em sua primeira viagem José Serra (PSDB) foi alvo de uma manifestação, na noite deste domingo, em Buenos Aires. Por volta das 20h, quando chegava à embaixada do Brasil na capital argentina, o ministro das Relações Exteriores foi recepcionado por  manifestantes, sob gritos de “golpista”.
Serra entrou pela porta dos fundos

O carro em que estava Serra levou uma chuva de bolinhas de papel,(aqui tem vídeo) cena similar à ocorrida durante a campanha presidencial de 2010, quando o então candidato havia denunciado um “ataque” efetuado pelo mesmo armamento. Outros dois veículos completavam o comboio, que atravessou o protesto formado basicamente por jovens, que colaram cartazes na região da embaixada com o rosto de Serra e palavra “procurado” estampada.
A agenda do chanceler tucano na Argentina está alinhada com as diretrizes anunciadas por Serra em sua posse, na semana passada. Em seu discurso, o ministro prometeu uma política externa “despartidarizada”. Estão previstos encontros com o ministro da Fazenda da Argentina, Alfonso Prat-Gay, e com o presidente Mauricio Macri.


Revista Foreign Policy: 'Desfazer o que Lula fez em política externa não é bom para o Brasil’


As medidas que "desfazem" ações dos governos do PT - como parte da guinada na política externa brasileira proposta pelo novo ministro das Relações Exteriores, José Serra - não são boas para o país, na visão do editor de uma das principais revistas dedicadas a relações internacionais do mundo, a Foreign Policy.

"Se Serra acha que reformar a política externa é desfazer o que o Lula fez, ele não está agindo em nome dos interesses do Brasil", disse à BBC Brasil David Rothkopf editor da Revista Foreign Policy , em referência à possibilidade de fechamento de embaixadas abertas em gestões anteriores.

Após assumir o posto de chanceler do governo interino de Michel Temer, Serra criticou o que chamou de "partidarismo" da política externa dos governos do PT e indicou que, além de buscar uma gestão focada em comércio internacional, possivelmente fecharia embaixadas abertas por Lula em países da África e do Caribe. Leia a matéria completa aqui na BBC Brasil

domingo, 22 de maio de 2016

Temer foge de manifestantes em São Paulo e volta a Brasília



Manifestantes contra  Michel Temer, faz  passeata neste domingo (22) até a casa do peemedebista, na zona oeste de São Paulo.

Com medo da manifestação, Temer foge:... Para evitar manifestação, Temer deixa São Paulo e volta a Brasília
 Para evitar  manifestação contra ele marcada para este domingo em São Paulo, o presidente em exercício, Michel Temer, deixou sua casa, em Pinheiros, e foi para Brasília. Ele deixou local às 14h50
 O protesto saiu do largo da Batata, na mesma região, às 15h40.Todos cantam:“Pisa ligeiro, quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro" e "Não tem arrego, ou sai o Temer ou não vai ter sossego”
A manifestação planeja chegar até a casa de Temer, no bairro de Alto de Pinheiros. Temer,fugiu! embarcou  para Brasília quando soube da manifestação.

Segundo a PM, o ato deve percorrer a avenida Brigadeiro Faria Lima, a avenida Pedroso de Morais, a avenida Professor Fonseca Rodrigues e a praça Pero Vaz de Caminha.

A equipe de segurança de Temer determinou o fechamento do acesso das ruas próximas a casa dele, no Alto de Pinheiros.

Os moradores da região que tentavam passar região eram informados que se tratava de um "perímetro de segurança nacional".

Para evitar problemas, a Polícia Militar bloqueou os acessos à residência. De acordo com os policiais, os bloqueios criaram uma área de segurança nacional.
 Cada uma das quatro barreiras está localizada a cerca de 300 metros da casa de Temer e somente moradores do local podem passar, após checagem da polícia.

Alguns moradores da região reclamaram do bloqueio, pois não puderam acessar a praça Norma G. Arruda. A área, que fica em frente à residência do presidente interino, tem pista para caminhadas e brinquedos.

"Não pode bloquear a praça, assim começou mal o governo", disse o engenheiro Luiz Guerreiro ao ser barrado.Pedestre, argumentam  sobre o direito de ir e vir, mas os PMs não autorizaram a sua passagem pela praça.

A assessoria de imprensa do presidente informou que foi feito um comunicado por meio de carta à associação de moradores de Alto de Pinheiros, avisando dos bloqueios deste domingo em razão do protesto.O local virou ponto de vários atos contra o presidente interino nas últimas semanas.

E na Virada Cultural (São Paulo),  todos os shows tiveram "Temer Jamais", e os artistas que cantaram pediram Fora Temer....Esse  da imagem é do Mc Bin Laden
Enquanto Michel Temer fogem de São Paulo  para Brasília, com medo da manifestação, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assiste os shows  da Virada Cultural (SP), no meio do povo

Amigo de Temer negociou contrato em Angra 3 que envolveu propina



Argeplan Arquitetura e Engenharia, que tem João Baptista Lima Filho como sócio, foi subcontratada da finlandesa AF Consult junto com a brasileira Engevix, em obra de R$ 162 milhões, que resultou repasses de vantagens para ex-diretor-presidente da Eletronuclear preso na Lava Jato

A Argeplan Arquitetura e Engenharia Ltda, que tem como sócio o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho – amigo e ex-assessor do presidente interino Michel Temer -, participa de um contrato milionário nas obras da Usina Termonuclear de Angra 3, no Rio. O negócio teria envolvido propina na Eletrobrás dentro do esquema de corrupção comandado pelo PMDB na estatal, segundo aponta a Operação Lava Jato.

Com custo estimado em R$ 14 bilhões e com as obras atrasadas, Angra 3 envolveu propinas de 1% nos contratos ao partido do presidente, segundo confessaram à força-tarefa da Lava Jato delatores das empreiteiras UTC, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. A construção sob a responsabilidade da Eletronuclear – controlada pela estatal Eletrobrás – foi dividida em vários pacotes contratuais.

Temer financiou candidatos em 2014 com doações de empresas da Lava Jato



Recibo de doação da Andrade Gutierrez para o então candidato a vice-presidente Michel Temer

A campanha de Michel Temer para a Vice-Presidência na chapa de Dilma Rousseff em 2014 doou R$ 4,7 milhões a candidatos e a diretórios de partidos com recursos recebidos de duas empreiteiras envolvidas no escândalo da Operação Lava Jato -- OAS e Andrade Gutierrez.

Ao todo, a campanha do vice-presidente repassou R$ 16,5 milhões a 76 candidatos a vários cargos e a oito diretórios regionais do PMDB.

As doações declaradas de empresas para campanhas não são ilegais. Mas a chapa Dilma/Temer é alvo de quatro processos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pedem a cassação do mandato por crimes eleitorais. Movidas pelo PSDB, as ações citam, entre os argumentos, as doações das empreiteiras envolvidas na Lava Jato como "abuso de poder econômico".

Os advogados de Temer, porém, pedem a separação das contas e alegam que o vice-presidente geriu os próprios recursos na campanha.

Além das doações por meio da conta aberta para a campanha, Temer fez outras duas doações com recursos próprios no valor de R$ 50 mil cada uma. Por essas doações, foi condenado, em segunda instância, no último dia 3 de maio, e pode se tornar inelegível por oito anos. Também terá de pagar multa de R$ 80 mil.

Ele ainda pode recorrer da decisão. A condenação ocorreu porque as doações excederam 10% de seu patrimônio declarado na eleição de 2014, que foi de R$ 839.924,46.

As prestações de contas separadas dos recursos próprios de Temer e os de campanha existem porque, pela lei eleitoral, é obrigatória a abertura de uma conta específica para movimentações financeiras de campanha diferente da conta pessoal.

Doações

Em 2014, a campanha de Temer repassou R$ 11,9 milhões a 76 candidatos diferentes de cinco partidos: PT, PSD, PMDB, PCdoB e PDT. Desse total, R$ 3,3 milhões foram doados pela OAS.

As maiores doações a candidatos foram R$ 1,2 milhão para Roberto Requião (candidato derrotado ao governo do Paraná), R$ 1,1 milhão a Iris Rezende (postulante derrotado ao governo de Goiás) e R$ 900 mil a Confucio Moura (candidato eleito no governo de Rondônia). Os três são do PMDB.

Entre os cargos legislativos, R$ 900 mil foram para José Maranhão (eleito senador pela Paraíba) e R$ 814 mil para Dario Berger (eleito senador por Santa Catarina). Há também doações à campanha a deputado federal do Rio Grande do Sul de Osmar Terra (R$ 300 mil), que foi nomeado ministro do Desenvolvimento. Todos também são peemedebistas.

Para comitês e diretórios estaduais, Temer doou R$ 4,6 milhões, sendo que R$ 1,3 milhão teve a OAS como origem do dinheiro e R$ 100 mil vieram da Andrade Gutierrez. Os maiores beneficiários foram os comitês estaduais do PMDB do Pará (R$ 1,1 milhão), do Rio Grande do Norte (R$ 1 milhão), de Sergipe (R$ 1 milhão) e de São Paulo (R$ 960 mil).

Gastos próprios

Na prestação de contas dos gastos de Temer em campanha --feita em conjunto com a prestação de Dilma--, aparecem doações feitas à campanha dele pelo Diretório Nacional do PMDB no valor de R$ 9,6 milhões. Desses, a Andrade Gutierrez aparece como doadora de R$ 1 milhão.

O valor teria sido usado para pagar despesas de campanha como viagens, hospedagens, alimentação, prestação de serviços e produção de material de divulgação.

Para advogado, pode haver abuso de poder econômico

Para o advogado e jurista Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o fato de Temer ter recebido uma alta quantia de empresas envolvidas na Operação Lava Jato pode ser um fator complicador em um eventual julgamento no TSE.

"Trata-se de um fato grave, que deve ser apurado dentro da lógica própria da Justiça Eleitoral. Ainda que não se comprove a prática de crime, é possível o reconhecimento do abuso do poder econômico", analisou.

Reis diz que quatro processos atribuem à chapa Dilma-Temer o uso de recursos ilícitos para financiamento da campanha em 2014.

"São alegações gravíssimas que estão relacionadas a desvios descobertos no contexto da Operação Lava Jato. O Brasil aguarda ansiosamente pelo julgamento desses processos, já que se vão quase dois anos desde que foram ajuizados", afirmou.Informações da Uol

sábado, 21 de maio de 2016

No Facebook, Maradona exibe camisa Lula 2018 e diz:“Um soldado de Lula e Dilma”



Conhecido por não ter medo de entrar em divididas, o ex-craque argentino Diego Armando Maradona saiu neste sábado (21) em defesa da presidente Dilma e  de. Lula. E para isso não hesitou nem mesmo em exibir uma camisa da seleção brasileira.  
 Em seu perfil no Facebook, o "Pibe de Ouro" publicou uma imagem que o mostra segurando o uniforme canarinho com o nome de Lula e o número 18 nas costas, fazendo referência às eleições presidenciais de 2018

O ex-jogador de futebol Diego Maradona usou neste sábado uma rede social para declarar apoio ao ex-presidente Lula e à presidente  Dilma . Em seu perfil no Facebook, ele escreveu: “Um soldado de Lula e Dilma” em espanhol, italiano e inglês.Un soldado de Lula y Dilma. Un soldato di Lula e Dilma. A soldier of Lula and Dilma.

 O argentino publicou também uma foto em que segura uma camisa da seleção brasileira com o nome de Lula e o número 18, o que sugere a uma possível candidatura de Lula em 2018. Rapidamente, o post ganhou vários comentários tanto com elogios à iniciativa como com críticas ao ex-jogador.

 

Ignorância em ação: O governo tenta valorizar-se acusando erros da antecessora



A extinção do Ministério da Cultura não foi ocasional. Não foi técnica. Nem é coerente apenas com o nível cultural do grupo que ocupa os postos chamados de "o governo". Há também uma coerência interna que identifica, uns com os outros, os integrantes desse grupo heterogêneo, caótico e retrógrado. Essa segunda coerência faz, inclusive, uma conexão entre a atualidade e o passado de algumas décadas.

O governo fala muito. Ainda que metade seja para desdizer o que foi dito na outra metade. Atos administrativos, para quem sabia tanto do que devia ser feito pelo governo anterior, nem um só. Há providências, porém.

Todas na mesma linha, das quais seguem-se alguns exemplos.

1) Nas duas dúzias de ministros, há um único indicado por Michel Temer. É o da Justiça, Alexandre Moraes, cuja primeira e solitária medida, divulgada logo ao assumir, é "rever todos os atos deste ano" praticados pelo antecessor, José Eduardo Cardozo.

2) No Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra comunica a providência de revisar atos e programas do governo Dilma. E uma investigação no Bolsa Família que pode resultar "no desligamento de 10% dos beneficiários", ou "mais, de 20% a 30%, se cruzados todos os dados". De que base respeitáveis vêm tais estimativas? O entra-e-sai faz do Bolsa Família uma população flutuante mês a mês. Parece claro que a intenção é cortar o gasto do Bolsa Família com uma alegação oportunista.

3) No Ministério da Educação e Cultura, Mendonça Filho manda rever todas as medidas tomadas nos últimos dias do governo Dilma por Aloizio Mercadante (Educação), Juca Ferreira (Cultura) e respectivos chefes de departamento.

4) Na Casa Civil, Eliseu Padilha comanda a revisão de todos os atos baixados por Dilma desde 1º de abril.

5) Também na Casa Civil, Padilha procede à revisão das demarcações de terras indígenas. Subprocuradora-geral da República, Deborah Duprat advertiu que a revisão pretendida viola a Constituição. Decisões passadas do Supremo Tribunal Federal foram no mesmo sentido. Mas, desejada por fazendeiros ocupantes de terras indígenas, a revisão continua.

6) Na Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório chega com a determinação de "apurar" a conduta do antecessor José Eduardo Cardozo na defesa de Dilma. Parece-lhe inadmissível que Cardozo tenha se referido a "golpe", ao falar do golpe.

7) O próprio Michel Temer desconsidera a garantia legal do mandato de quatro anos do jornalista Ricardo Melo na presidência da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), empossado no início do mês. E o exonera.

As revisões citadas nestes exemplos e os demais casos, que incluem os outros ministérios, compõem um conjunto caracterizadamente persecutório e policialesco. Sua amplitude e prioridade evidenciam tratar-se, não da verificação de eventuais impropriedades, mas de arbitrariedade e prepotência como política de governo. Uma política que expressa a índole do governo e do próprio Temer, no mínimo por se sujeitar, como marionete, a corrompidos, ímprobos e fraudadores à sua volta.

É verdade que um ou outro governo tenta valorizar-se à custa de algumas reais ou alegadas acusações ao antecessor. Fernando Henrique, aliás, devia agradecer a Lula por nada ter investigado, com tantas possibilidades. Mas a busca e a perseguição como política e prática geral, vista agora, só teve um precedente no Brasil: o poder instalado pelo golpe de 1964. Não comparadas as dimensões, a sanha é a mesma. Até a covardia que leva a demitir o garçom do gabinete presidencial, José Catalão, porque considerado petista, iguala essa gente de hoje à lá de trás.

SENTENÇA

Gore Vidal, em "Washington, D.C." (há edição brasileira da Rocco), sobre o vice: "Pode-se dizer que tem todas as características de um cachorro, menos a lealdade".Janio de Freitas

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Llíder do Temer na Câmara é apontado como recebedor de propina de merenda em SP


O deputado federal Baleia Rossi (SP) confirmou nesta quarta-feira, 18,  que será o novo líder do PMDB na Câmara. Ele deverá ser escolhido para o posto por aclamação, em reunião da bancada prevista para 17h30 desta quarta.

Rossi é empresário e está em seu primeiro mandato de deputado federal. Presidente do diretório estadual do PMDB de São Paulo, é próximo do presidente da República em exercício, Michel Temer, também paulista. Ele deve ficar como líder até março de 2017.

Rossi foi apontado por investigados da Operação Alba Branca como recebedor de propina do esquema de merenda escolar em contratos assinados pela cooperativa Coaf nas prefeituras de Campinas e Ribeirão Preto, em que membros do governo Geraldo Alckmin também são citados. Esta na lista também o presidente da assembleia legislativa de São Paulo Fernando Capez (PSDB)

O vice-presidente da Coaf, Carlos Alberto Santana da Silva, o Cal, afirmou ter ouvido do presidente da entidade, Cássio Chabib, e de vendedores da cooperativa "que em relação às vendas para as prefeituras de Campinas e Ribeirão Preto, valores eram repassados ao deputado Baleia Rossi, por meio de um assessor".

Noam Chomsky defende Dilma e diz que ela é acusada por 'gangue de corruptos'



A presidente  Dilma  foi defendida pelo linguista e ensaísta norte-americano Noam Chomsky em declaração dada ontem para o DemocracyNow. "Uma líder política que não roubou sendo acusada por uma gangue de corruptos, que fizeram isso (roubaram para enriquecer) é uma espécie de golpe branco", afirmou o intelectual. O vídeo com as declarações de Chomsky foi compartilhado nas redes sociais de Dilma.

Citando o New York Times, Chomsky diz que Dilma é "talvez a única liderança política que não tenha roubado a fim de beneficiar a si própria" e ressalta que a elite brasileira "sempre detestou" o PT "e está usando esta oportunidade para livrar-se do partido que ganhou as eleições".

O linguista disse ainda que acusações que constam no pedido de impeachment, como as chamadas pedaladas, não são suficientes para justificar o afastamento de Dilma e a sua eventual cassação. "Ela está sendo acusada de operações no orçamento que são bastante normais em muitos países, tirando de um bolso e colocando em outro. Talvez seja uma ação equivocada de alguma maneira, mas certamente não justifica um impeachment", afirmou.

Sem citar o vice-presidente Michel Temer, Chomsky destaca que os articuladores do impeachment "não estão esperando as eleições que eles provavelmente iriam perder". "Mas eles querem se livrar dela explorando uma recessão econômica, o que é grave, e uma corrupção maciça que tem sido exposta".

Ontem, Dilma recebeu manifestações de artistas brasileiros no Festival de Cannes. No tapete vermelho, os artistas levaram cartazes em inglês e francês afirmando que "um golpe aconteceu no Brasil". Do Estadão

Temer suspende Fies, Prouni e Pronatec para nove universidades



O Ministério da Educação e Cultura (MEC) suspendeu nesta quarta-feira, 18, novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de uma série de cursos em nove faculdades. A medida também prevê suspensão de seleção para oferta de bolsas dos programas Universidade para Todos (Prouni) e Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

As instituições alvo das punições são: Escola Superior de Relações Públicas (Secretaria Executivo); Universidade Bandeirante Anhanguera (Gestão Financeira); Faculdade de Ciências Contábeis de Itapetininga (cursos de Ciências Contábeis e de Administração); Faculdade São Camilo (Administração); Faculdade Afirmativo (cursos de Direito, Secretariado Executivo e Administração); Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas (Ciências Contábeis); Faculdade São Marcos (Administração); Faculdade do Descobrimento (Administração); e Faculdade de Ciências Contábeis Luiz Mendes (Ciências Contábeis).

Secretário de Cultura de Temer participou de ato contra extinção de ministério da Cultura



Anunciado na tarde desta quarta-feira como o novo secretário nacional de Cultura , Marcelo Calero participou, na última segunda-feira, de um ato realizado por artistas e coletivos na entrada do Palácio de Cultura Gustavo Capanema, no Centro do Rio.

Nomes como Marieta Severo, Renata Sorrah, Paula Lavigne e Marco Nanini se reuniram para demonstrar indignação diante da extinção do ministério da Cultura, agora integrado ao MEC (Ministério da Educação e Cultura). Imagens exibidas no “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostram Calero sentado entre os presentes no debate.

Agora, Calero enfrenta a missão de assumir uma das pastas mais polêmicas do governo Temer. Após a decisão inicial de simplesmente extinguit o ministério da Cultura, incorporando suas atribuições ao ministério da Educação, Temer decidiu transformar a pasta em secretaria nacional vinculada ao MEC. A ideia, a princípio, seria escolher uma mulher para ser secretária de Cultura, sendo uma espécie de tampão às críticas feitas pela ausência de figuras femininas no primeiro escalão do governo.

No entanto, Temer e sua tropa acumularam seis recusas: a jornalista Marília Gabriela, a ex-secretária de Cultura do Ceará, Claudia Leitão, a consultora de projetos culturais Eliane Costa, a atriz Bruna Lombardi, a cantora Daniela Mercury e até a atriz Fernanda Montenegro.

Na noite desta terça-feira, Temer se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros, que aconselhou o presidente interino a recuar da decisão e reconduzir a pasta da Cultura ao status de ministério. No entanto, a decisão final de Temer foi ratificada, com a escolha de Calero, enfim, encerrando a novela.