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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Imprensa abafa operação Voldemort, o esquema de corrupção no ninho tucano


Primo de Beto Richa e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de esquema criminoso para obter contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo paranaense
 No inicio deste mês, o Ministério Público do Paraná abriu ação penal contra o empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa e ex-assessor parlamentar do tucano. Para a Justiça, Abi é considerado um dos nomes mais influentes no governo Richa, ainda que não ocupe nenhum cargo público. Abi e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de montar um esquema criminoso para obter um contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo do estado. ..E Beto Richa, foi pedir conselhos para ..Continue lendo aqui

Lava Jato, só o PT é punido? E os outros?


De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os procuradores que estão à frente da Operação Lava Jato deverão impor uma multa de R$ 200 milhões ao PT, valor equivalente ao citado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

O objetivo seria criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado "caixa 1", como fruto de "propina". Sem recursos mínimos, o partido não teria meios para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.
 O Jornal do Brasil, comprometido com a verdade e com a ampla e irrestrita amplitude da investigação, questiona: onde está o mesmo rigor com os demais partidos e políticos envolvidos na Lava Jato? Onde estão as medidas com relação ao PP? Como anda a investigação com relação ao envolvimento de ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra? O fato de ele já ter falecido minimiza seu suposto envolvimento? Ninguém responde pelos supostos crimes? A forma exageradamente direcionada com que as medidas estão sendo tomadas deixa transparecer um viés de perseguição. Enquanto supostos corruptos são perseguidos, outros são privilegiados. - JB

Santistas mandam um 'Chupa Globo" ao vivo



Segundo tempo do jogo na Vila Belmiro ontem, domingo. No placar, Santos 2 x 0 São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista. A festa já era geral nas arquibancadas do estádio com a quase garantida classificação, confirmada depois. Luiz Carlos Júnior, que narrava a partida pelo canal fechado SporTV, falou: “vamos ouvir a festa da torcida do Santos!”.

Eis que a câmera se dirige para um setor em festa na Vila, o som é aberto e ouve-se o grito entoado a plenos pulmões: “chupa, Rede Globo, é o meu Santos na final de novo!”.

A situação  causou uma saia-justa no canal, que pertence à Globosat, das Organizações Globo. O grito já era tradicional dos santistas e foi entoado em todas as finais recentes da equipe no Campeonato Paulista – com a deste ano, são nada menos que sete decisões consecutivas.

O incômodo dos torcedores do Santos com a Globo,  aumentou na última semana, quando a emissora preferiu passar Corinthians x Ponte Preta, no inusitado dia do sábado, ao invés de Santos x XV de Piracicaba no tradicional domingo, quando escolheu passar um filme. Neste domingo, houve até faixas da torcida contra os globais. 

Por sinal, a final entre Santos e Palmeiras envolverá duas torcidas que odeiam a emissora. Os palmeirenses, inclusive, chegaram a criar a alcunha RGT após o canal não falar o nome correto do estádio Allianz Parque, transformando em “Arena Palmeiras”.

Raramente a emissora escolhe passar duelos de Santos ou Palmeiras: sempre opta pelos “queridinhos” São Paulo e Corinthians, que dão mais pontos na audiência. Por tal razão, já há torcedor até brincando nas redes sociais que a Globo passará um filme no próximo domingo, às 16h  Será?

Irmã de Aécio não tem foro privilegiado. Por que Moro não mandou prendê-la?



Na tarde de quinta-feira (16), a hashtag #ExplicaMoroPorqueSoPT alcançou o primeiro lugar nos Trends Topics Brasil, no Twitter.

A hashtag expressa o sentimento de que está havendo dois pesos e duas medidas sobre quem é investigado na Operação Lava Jato conduzida pelo juiz Sérgio Moro, conforme a filiação partidária. Se compararmos dois casos, vemos que esse sentimento de parcialidade tem fundamento.

O petista João Vaccari Neto teve prisão preventiva decretada desnecessariamente, apenas porque os investigadores suspeitam dele, a partir de delações premiadas, que ainda são duvidosas porque ainda estão mais no terreno da ilação, longe de serem comprovadas.

A prisão parece o caso daqueles maus policiais truculentos que atiram primeiro para depois perguntar.

O normal é quando há suspeita, primeiro investiga, depois, se for o caso, denuncia, e só prende se houver provas que levem a condenação após transitado em julgado. Vaccari se manteve o tempo todo à disposição da justiça, não tem nenhum poder para obstruir investigações, e não teve nenhuma atitude que justifique uma prisão cautelar. Está preso porque é petista. Fosse de outro partido, estaria solto.

Enquanto isso, o doleiro Alberto Youssef narrou em delação premiada que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) dividia propinas com o ex-deputado José Janene (PP_PR), pagas pela empresa Bauruense, fornecedora de Furnas. Disse que quem recolhia o dinheiro para Aécio era a irmã dele.

Aécio tem foro privilegiado e não pode ser investigado na vara do juiz Sérgio Moro, mas a irmã dele não. No mínimo os investigadores teriam a obrigação de tomar depoimento dela e fazerem as perguntas de praxe, se já visitou a empresa Bauruense? Foi fazer o quê lá? Se já recebeu dinheiro daquela empresa? De quem? De que forma? Por que? Para que? E para quem?, etc.

Se Vaccari já prestou depoimento, disse que só recebeu doações legais para o partido e que nada tinham a ver com propinas, e teve seu sigilo fiscal e bancário quebrados, além de seus parentes, as mesmas medidas teriam de ser aplicadas à irmã de Aécio.

Ela também teria que ter seus sigilos bancários quebrados, inclusive de um empresa de Factoring que ele teve e que apareceu nas investigações do mensalão tucano. Outra de publicidade em sociedade com Aécio, além das rádios, também deveriam ter os sigilos quebrados.

Se as diligências sobre Vaccari decepcionaram os investigadores, que agora buscam "tapiocas", porque não encontraram nenhuma Ferrari na garagem, uma investigação sobre as rádios de Aécio e de sua irmã encontrará uma estranha frota de carros importados de luxo, coisa que nenhuma rádio usa como veículo de trabalho.

Esta frota foi descoberta a partir do escândalo do bafômetro. O senador Aécio, foi parado em uma blitz na madrugada do Rio de Janeiro, tinha habilitação vencida e preferiu ser multado a fazer o teste do bafômetro. O carro que ele dirigia era um Land Rover, mas não era de sua propriedade. Estava em nome da rádio Arco-íris, dele e de sua irmã, sediada em Belo Horizonte. Aécio, por ser parlamentar, não pode exercer cargo de dirigente da Rádio, logo nem podia argumentar que era carro de serviço da rádio. Tudo indica que houve ali um flagrante de debitar despesas pessoais do senador tucano nas despesas da rádio, o que os Policiais Federais, Procuradores e Auditores da Receita Federal poderiam esclarecer em quais artigos do código penal se enquadra esse tipo de conduta, tanto do senador como dos gestores da rádio que não tem foro privilegiado.

Se Vaccari foi preso, por imparcialidade e coerência do Juízo do Dr. Moro, a irmã de Aécio também deveria ser. Mas na verdade, nenhum dos dois deveriam ser presos enquanto investigados, sem que representem ameaça às investigações.

Se alguém deveria ser preso preventivamente, e não sabemos quem é, seria quem está supostamente obstruindo a parte tucana das investigações na Lava Jato, a ponto de sequer colher depoimento da irmã de Aécio e de outros envolvidos sem foro privilegiado, na conexão Bauruense-Furnas.

domingo, 19 de abril de 2015

"Fora Dilma" é para inviabilizar Lula, diz ex-presidente do PSB



O grito é "Fora Dilma", mas a consequência final das mobilizações contra o governo seria a inviabilização de uma candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em 2018, na avaliação do ex-ministro e ex-presidente do PSB Roberto Amaral.
 "É uma tolice discutir se era elite branca ou só elite. Existe descontentamento, e a utilização desse descontentamento tem um fim, que c impedir uma eventual candidatura do Lula em 2018", avalia Amaral. "Para atingir o Luia, è fundamental destruir o PT. O problema grave, do meu ponto de vista, é que a destruição do PT está levando consigo a destruição de forças progressistas e do campo da esquerda,que estão sendo envolvidas no mesmo balaio."

Interlocutor de Lula e dissidente no PSB desde o apoio da sigla ao tucano Aécio Neves no 2.° turno de 2014, Amaral começou em novembro na articulação do que chama de frente nacional popular, e nào de partidos. O envolvimento das legendas seria um contrassenso, dado que, para ele, o País vive uma crise de representatividade e, "fundamentalmente, uma crise da política".

A iniciativa reúne intelectuais, movimentos sociais, políticos com ou sem mandato e empresários para enfrentar a "falência da reflexão da esquerda", "A esquerda deixou de refletir, de ter estratégia, de ter projeto. Eu nào sei hoje qual o projeto da esquerda brasileira", diz Amaral.

Rara ele, são quatro os pilares que devem ser defendidos; a democracia, a soberanía do País, os direitos trabalhistas e a redução das desigualdades em geral.

Contra, Na contramão dos partidos de oposição, que buscam fundamentação técnica e jurídica para um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o diretório nacional do PSB decidiu que não apoia-ráacausa.easoelaavanee. Aposição foi tomada em reunião realizada recentemente em Brasília.

"Para pedir um impeachment é preciso que venha uma onda, mas essa onda não está consolidada", disse ontem o vice-governador de Sao Paulo, Márcio França, que integrou a Executiva Nacional do PSB como representante do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no 14° Forum do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em Comandatuba (BA). "Em um regime democrático, quem faz o julgamento ó o povo na hora da eleição. E Dilma foi deita pelo povo brasileiro."

Na semana passada, o ex-deputado Beto Albuquerque (PS B-RS), que foi candidato a vice de Marina Silva, participou de um ato político com líderes das manifestações anti-Diima e presidentes dos partidos de oposição. Na ocasião, Albuquerque sinalizou apoio à proposta de impeachment. A ideia,entretanto, encontra resistência na Executiva Nacional do partido. Estadão

sábado, 18 de abril de 2015

Blogueiro que dissemina ataques ao PT e à presidente Dilma recebe R$ 70 mil do governo tucano



 O blogueiro Gravataí Merengue que distribui propaganda antipetista  na internet recebe 70 mil reais por mês, há dois anos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.Nesses dois anos, o blogueiro recebeu aproximadamente R$ 1,7 milhão  de dinheiro público para atacar Dilma nas redes sociais
 Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como CEO, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma

Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.

A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual do PSDB. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano.

Contatado por meios de jornalistas, Alckmin se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia

Em nota, a Propeg afirmou que subcontrata a o empresa do blogueiro que ataca Dilma  para atender demandas do governo do Estado.

O blogueiro afirmou que a empresa dele a  Appendix presta serviços a “diversos clientes” e citou três, entre eles a Brasil Comunicação, de Belo Horizonte. À “Folha de S.Paulo”, a agência mineira negou ter relação com a Appendix ou com o blogueiro.

Que moral Aécio tem para para pedir impeachment?


Senador Aécio usou helicóptero do governo de Minas para escapar de engarrafamento

O senador tucano Aécio Neves voou em helicópteros do governo de Minas Gerais por cinco vezes para se deslocar em Belo Horizonte e pegou carona num avião - também do governo - para viajar da capital mineira até Brasília. Os passeios começaram logo após Aécio deixar o governo de Minas e se estenderam até 2012. Aécio diz que está tudo dentro da normalidade. Ao menos ele não voou até o aeroporto em Cláudio – aquele que foi desapropriado em seu governo nas terras do tio dele.

Golpe branco


Às vésperas das manifestações de 15 de março, o presidente do PSDB, Aécio Neves, tomou posição democrática. Deixou claro que o impeachment não estava na agenda do partido. Um mês depois, sem qualquer justificativa razoável, muda de posição e adere à tese golpista. O objetivo parece nítido: bloquear o governo, impedir que tenha um respiro e provocar a sua queda.

Conforme jurista de referência para o PSDB, Miguel Reale Jr., não há base jurídica para o impedimento. Eis o que escreveu em "O Estado de S. Paulo" (7/3/15): "A pena do impeachment visa a exonerar o presidente por atos praticados no decorrer do mandato. Findo o exercício da Presidência, não se pode retirar do cargo aquele cujo governo findou". Nada do que ocorreu no primeiro mandato serve para interromper o atual.

O próprio Aécio atestou a conhecida probidade de Dilma. "Acho que a presidente da República é uma mulher honesta, uma mulher de bem. Não faço nenhuma crítica a sua conduta pessoal. Acho apenas que ela está despreparada para governar um país da complexidade do Brasil." (Valor Online, 2/5/14).

Como o impeachment é aplicável apenas em caso de envolvimento direto do mandatário em crime de responsabilidade durante a gestão em curso, precisaria ter surgido um fato novo e recente para dar legitimidade à reviravolta de Aécio.

Na terça-feira (14/4), Aécio disse que haveria motivo "extremamente forte" para pedido de impeachment caso fosse comprovado que a CGU esperou o fim da eleição de 2014 para processar a empresa SBM, sediada na Holanda. No dia seguinte, o pretexto já era outro: a prisão do tesoureiro João Vaccari. "Estamos vendo o agravamento da crise política e cada vez ela chegando mais próxima do governo e da própria presidente da República", disse ao "Jornal Nacional".

Na quinta-feira (16/4), de acordo com os repórteres Dimmi Amora e Valdo Cruz, surgia um terceiro assunto para o PSDB advogar o impeachment, segundo Aécio. Se comprovada a participação da presidente em supostas manobras fiscais impugnadas pelo TCU e relativas ao exercício de 2014 o partido entraria com o pedido de abertura do processo de impeachment, que caberá a Eduardo Cunha aceitar ou não.

Aécio começa a fazer o papel de Lacerda em relação a Getúlio em 1954: era preciso, a qualquer custo, apeá-lo do poder. Mesmo que fosse por um golpe. Todos o sabiam. Seria melhor que lembrasse o avô. Tancredo era conservador, mas ficou com Vargas até o último momento. Recusou-se a votar no general Castelo Branco porque não apoiava golpes. Será um enorme desserviço à democracia brasileira se o PSDB embarcar em aventuras golpistas, mesmo que brancas, como fez a UDN.

André Singer - Na Folha

Processo sobre crimes do mensalão tucano será julgado pelo TJ-MG


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais vai julgar um dos processos que apura os crimes de peculato e lavagem de dinheiro na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) à reeleição para o governo estadual, em 1998. O caso, que envolve oito acusados, é conhecido como mensalão tucano. A mudança se deu por conta de um pedido do economista José Afonso Bicalho, réu na ação, que foi nomeado secretário da Fazenda do governo de Fernando Pimentel (PT).

A decisão foi proferida na segunda-feira (13/4) pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage, que baseou-se no artigo 106 da Constituição mineira. A norma prevê a competência do TJ-MG para julgar secretário de estado, bem como decidir sobre eventual desmembramento do processo em relação aos outros réus.

Outros dois acusados pelo mesmo crime estavam sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal, mas tiveram seus processos remetidos à Justiça Estadual por terem perdido a prerrogativa de foro por função.

O processo do ex-governador Eduardo Azeredo está concluso para sentença e a juíza já iniciou a análise dos 52 volumes da ação. Assim que finalizar essa etapa ela deverá sentenciar o processo. Já a instrução do processo do ex-senador Clésio Andrade (PMDB) ainda não foi encerrada, pois falta o interrogatório do réu.

Renúncias

O ex-governador Eduardo Azeredo renunciou a seu mandato de senador em fevereiro de 2014. No mês seguinte, o Supremo Tribunal Federal decidiu remeter seu processo para a primeira instância da Justiça de Minas Gerais. Na ocasião, os ministros entenderam que a autoridade que deixa o cargo perde a prerrogativa de foro por função. O mesmo aconteceu como senador Clésio Andrade, que renunciou ao mandato de senador em julho de 2014 alegando problemas de saúde.

O caso apura um esquema de desvio de recursos públicos e financiamento irregular da campanha de Azeredo à reeleição para o governo de Minas Gerais em 1998. A suspeita é que o dinheiro teria saído de estatais mineiras para agência SMP&B, do empresário Marcos Valério, "sob a justificativa formal de patrocínio a três eventos esportivos". De acordo com a Procuradoria-Geral da República, à época, teriam sido desviados R$ 3,5 milhões. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.

Veja o processo

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Promotor aponta superfaturamento de R$ 110 milhões no propinão dos trens tucano



O promotor de Justiça Marcelo Mendroni aponta superfaturamento de R$ 110 milhões em três contratos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), firmados em 2007 e 2008, governo José Serra (PSDB) , "As empresas só montam cartel para superfaturar contratos. No caso desses três contratos, que somam R$ 550 milhões, em valores de 2007, estimamos que o superfaturamento tenha sido de 20%, ou R$ 110 milhões", disse Mendroni nesta sexta feira, 17.

Especialista em investigações sobre carteis, Mendroni já apresentou anteriormente à Justiça de São Paulo cinco denúncias relativas a contratos da CPTM e do Metrô, nos quais cita 34 executivos de multinacionais e também de empresas nacionais.

A acusação divulgada nesta sexta feira, 17, se refere a contratos da CPTM, três ao todo, firmados no governo José Serra (PSDB). O ex-governador não é citado na denúncia. A investigação teve início a partir do acesso a e-mails dos executivos interceptados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão antitruste do governo federal. Com autorização judicial, em maio de 2013, o CADE fez buscas nos endereços de 18 empresas, entre elas gigantes multinacionais, e copiou as correspondências que versam sobre combinações em licitações.

"As pessoas que foram denunciadas foram citadas a partir de e-mails que recebemos da superintendência do CADE. Confrontamos o que foi combinado com o andamento das licitações e para termos certeza que de fato houve uma ação de cartel", relata o promotor, que atua no Grupo Especial de Delitos Econômicos (GEDEC), Mendroni pede a condenação dos executivos por crimes contra a ordem econômica e a administração pública. Outro denunciado, Reynaldo Rangel Dinamarco, que presidia a comissão de licitações da CPTM na ocasião, é acusado de crimes contra a administração pública por três vezes.

Segundo o promotor "há mais pessoas que também receberam e-mails tratando da combinação dos resultados, mas não foi possível levantar provas contra elas".

"Estou convencido que outras empresas, como a Siemens, também participou do cartel, mas não foi possível obter provas contra executivos dela", disse o promotor, referindo-se à multinacional alemã que denunciou o cartel metroferroviário em São Paulo, por meio de acordo de leniência firmado em maio de 2013 com o CADE.

O promotor assinala que "as datas das licitações e dos julgamentos favoreceram a ação que havia sido combinada".

"Por isso que o presidente da comissão de licitações da CPTM também foi denunciado. Ele foi ouvido por mim e negou as informações." Informações Estadão Veja aqui a denúncia

Delações premiadas da "lava jato" não têm valor, afirma jurista Bandeira de Mello


 TORTURA PROCESSUAL

O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello criticou nesta quinta-feira (17/4) a forma como o juiz Sergio Fernando Moro tem conduzido as ações da operação “lava jato” e as delações premiadas. As avaliações foram feitas durante a conferência de abertura do XX Congresso Nacional de Procuradores do Trabalho, em São Paulo.

“Tem um cidadão no Sul que tem uma volúpia para prender pessoas que eu fico impressionado. Ele tem prazer em prender e submeter a pessoas em situações horríveis”, disse.

De acordo com Bandeira Mello, as delações estão sendo adquiridas "sob tortura", ainda que não haja violência física. “Quem está acostumado com um bom padrão de vida e é posto em uma sala que não tem nem privada, mas um buraco... Esse sujeito está sendo torturado. Ele está pronto para ser um delator. Cria-se uma situação insuportável em que o sujeito fala o que for”, afirma.

Para o advogado, o contexto como elas estão sendo feitas faz com que a deleção não valham. “O valor dessas delações premiadas do jeito que estão sendo obtidas é nenhuma juridicamente. Não que eu ache que minha fala vai repercutir. Não sou ingênuo. A imprensa está endeusando esse homem”.

Terceirização
Outro tema tratado durante a abertura do congresso foi a Projeto de Lei 4.330, que traz mudanças para a terceirização de serviços no país.

O evento, que começou na noite de quinta e vai até sábado (18/4), reúne nomes do Direito para debater o futuro do trabalho no país. Veemente criticado durante a solenidade de abertura, o projeto de lei foi classificado como um retrocesso social.

Bandeira de Mello classificou como inusitado o momento do país. “Estou assistindo coisas que eu nunca imaginei existir. Nem no tempo da ditadura certas coisas foram feitas tão deslavadamente. Por exemplo, a terceirização da atividade-fim.”

O advogado citou mudanças que considera graves, anteriores ao governo Lula, (governo de Fernando Henrique Cardoso)  e que abriram caminho para a PL 4.330. Entre elas, a permissão a companhias estrangeiras de explorar o petróleo do país e privatização da Vale, cuja ação contra o leilão à época foi de sua autoria.

“Quando falo do cenário político-institucional brasileiro hoje, eu falo de um cenário pavoroso. E quais as suas repercussões para os direitos sociais? Essa terceirização é uma vergonha”, afirma Mello.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Carlos Eduardo de Azevedo Lima, destacou que o PL 4.330 desvaloriza a pessoa. “Ao permitir a terceirização de forma indiscriminada, ele trata o trabalhador como descartável. Lamentavelmente, isso traz reflexos na corrupção, além do crescimento dos acidentes de trabalho, conforme apontam pesquisas."

Entre os convidados para a abertura do congresso estavam presentes a vice-procuradora geral do Trabalho, Eliane Araque dos Santos; senador Eduardo Amorim; os conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público, Jarbas Soares Júnior e Marcelo Ferra de Carvalho; a procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho de São Paulo, Claudia Regina Lovato Franco;  a procuradora chefe da Procuradoria Regional do Trabalho de Campinas, Catarina Von Zuben; o secretário  estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes; a presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, Normal Angélica Cavalcanti; o diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União, Carlos Henrique Martins Lima; e o presidente da associação nacional do Ministério Público Militar, Giovani Rattacaso.Informações do Conjur

Ministério Público denuncia irmão de secretário do Alckmin por lavagem de dinheiro e corrupção


Mas a rádio CBN da Globo, diz que é irmão do petista Haddad

O empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM), foi citado na mais recente denúncia da Máfia do Imposto Sobre Serviço (ISS), protocolada nesta quarta-feira (14) na Justiça. Marco Aurélio foi denunciado por lavagem de dinheiro em parceria com o ex-subsecretário da Receita municipal, Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como líder da máfia.

Rádio comandada pela Globo tenta jogar a culpa no petista

A rádio CBN do grupo da Rede Globo, quis jogar nas costas do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), um caso de corrupção que aconteceu com o irmão do  secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo  Garcia (DEM).
 A rádio e os jornais não divulgam que, só foi possível a descoberta desse e de outros  esquema de corrupção depois que foi   criada em 2013 pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a Controladoria Geral do Município (CGM) que também apura o esquema para liberação ilegal de imóveis na capital paulista. As ações do órgão resultaram em devolução de R$ 4 bilhões aos cofres públicos, até 2014.

A prefeitura de São Paulo também realiza uma nova fiscalização de empreendimentos imobiliários que tiveram os documentos liberados por integrantes da máfia. Desde que o esquema foi descoberto, a arrecadação de ISS e Habite-se cresceu mais de 70% 

A imprensa  tem agido de má fé quando se trata de julgar e condenar políticos do Partido dos Trabalhadores. Por outro lado, ajuda a esconder a corrupção do PSDB

O caso do irmão do secretário do governador Alckmin

O jornal O Estado de São Paulo publicou ontem que o  empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário estadual de Habitação  do Estado de São Paulo do  governo de Geraldo Alckmin(PSDB), Rodrigo Garcia (DEM), foi citado na mais recente denúncia da Máfia do Imposto Sobre Serviço (ISS), protocolada nesta quarta-feira (14) na Justiça. Marco Aurélio foi denunciado por lavagem de dinheiro em parceria com o ex-subsecretário da Receita municipal, Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como líder da máfia.
 A nova denúncia é um desdobramento das investigações iniciadas em 2013 e que ainda estão em curso.  Outros fiscais relacionados à máfia foram denunciados: Eduardo Horle Barcellos e Fabio Remesso, além da mulher de Ronilson, Cassiana Malhães, e do irmão de Remesso, Rodrigo Remesso, que seria o contador de Ronilson.

A peça criminal cita ainda seis empresas que participaram dos atos de lavagem. Quatro delas têm participação societária de Marco Aurélio ou de sua mulher. As outras duas são a Transportes Dalçoquio, importante empresa de logística sediada na cidade portuária de Itajaí, em Santa Catarina, e a empresa de tubos e metais paulista Krominox.

Marco Aurélio já havia sido relacionado à máfia por ser o locatário de uma sala comercial no Largo da Misericórdia, no calçadão do centro velho da cidade, que era usado como sede da máfia -- em escutas telefônicas, os integrantes do esquema chamam o local de "ninho".O período em que os delitos ocorreram, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), se estende de 2010 a 2013.

Nessa denúncia, o MPE se concentrou nos atos de lavagem de dinheiro que, de acordo com o MPE, foram praticados por Ronilson. Segundo a Controladoria-Geral do Município, há suspeita de que o grupo tenha causado prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres públicos -- e era preciso encontrar formas de limpar tais recursos para que fosse usufruídos sem problemas.

Para o Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) do MPE, Ronilson montou uma empresa de fachada, a Pedra Branca Consultoria, para tratar da limpeza do dinheiro. Nas 31 páginas da denúncia oferecida nesta quarta-feira, o MPE aponta os rastros de 36 operações de lavagem de dinheiro, contra seis empresas, que somam um total que chega a cerca de R$ 4 milhões.

Delação

Os promotores só puderam rastrear todas as operações de lavagem de dinheiro graças à delação premiada assinada por Rodrigo Remesso. Contador, ele intermediou negociações entre Ronilson e os demais empresários. Agora, terá de devolver cerca de R$ 50 mil obtidos como comissão dos serviços.

O promotor Roberto Bodini, que lidera as investigações, solicitou ainda à Justiça o sequestro de três apartamentos adquiridos por Marco Aurélio na região do Itaim Bini, zona oeste da cidade. Os imóveis, de acordo com os rastreamentos feitos pelo MPE, foram adquiridos, na verdade, por Ronilson, Eduardo Horle Barcellos e Fábio Remesso. Marco Aurélio os registrou, mas fez contratos de gaveta com os três para ajudar a esconder tais patrimônios. O pedido de sequestro de bens inclui ainda um Mercedes Benz comprado por Marco Aurélio para Ronilson, apreendido no ano passado.

As investigações da Máfia do ISS já resultaram em três denúncias à Justiça. O esquema foi descoberto depois que a Controladoria-Geral do Município, criada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em 2013, cruzou dados de renda e patrimônio dos servidores e descobriu ao menos 40 funcionários milionários na Secretaria Municipal de Finanças, 13 deles já respondem por crimes na Justiça. Até agora, a Prefeitura já identificou R$ 150 milhões em impostos não recolhidos por empresas beneficiadas pela máfia, que estão sendo autuadas.

Esposa de Juiz da lava Jato é assessora jurídica de Vice de Beto Richa (PSDB)


Rosângela Moro faz parte de um escritório de advocacia que defende várias empresas do ramo do Petróleo, concorrentes da Petrobras.
 A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Flávio Arns, é Sobrinho de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns. Zilda é fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Dom Evaristo, arcebispo-emérito de São Paulo. O Vice-Governador do Paraná Iniciou a carreira política quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT. Em 2002, foi eleito senador, e em 2006 concorreu ao governo do Paraná, obtendo o terceiro lugar com 9,3% dos votos.
 Em 19 de agosto de 2009, anunciou que se desligaria do PT, por não concordar com a maneira como o partido tratou as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Arns voltou, em 2009, junto com o senador Expedito Júnior (PR-RO), para o PSDB. Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada por Beto Richa, chapa esta vitoriosa no pleito de 3 de outubro de 2010, em primeiro turno.

Flavio Arns é conhecido por defender os direitos dos deficientes físicos e mentais, em especial dos autistas, foi defendendo essa bandeira que conheceu Rosângela Moro, que logo depois assumiu como Procuradora Jurídica das APAEs no Paraná. A senhora Moro chega a representar em Comissão na Câmara Federal, o Vice de Beto Richa (PSDB). Acompanhe...

Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. A Shell é concorrente direta da Petrobras.

 Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviços para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Rosângela Moro faz parte de um escritório de advocacia que defende várias empresas do ramo do Petróleo, concorrentes da Petrobras. As informações são da Revista Carta Maior

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Prisão de Vaccari serviu para distrair atenção da luta popular contra a terceirização


Prisão de Vaccari é duas vezes política: Serviu para atrapalhar luta contra precarização de empregos.

Na quarta-feira (15), centrais sindicais marcaram um Dia Nacional de Luta contra o Projeto de Lei 4.330 que, se for aprovado, permitirá a terceirização ilimitada de mão de obra pelas empresas, com drásticos prejuízos ao trabalhador. Houve manifestações no Brasil inteiro. No mesmo dia, a Câmara dos Deputados, por determinação de seu presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pretendia votar as emendas ao projeto – o texto-base fora aprovado uma semana antes.
À noite, como resultados dos protestos, que ocorreram em 25 estados, Cunha anunciou o adiamento da apreciação das matérias. Segundo contam alguns peemedebistas, a orientação para o recuo partiu do presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, que temeu desgaste político com a aprovação da terceirização.Porém, na manhã da mesma quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva... Continue lendo aqui

Para ministro do STF, divergência entre PF e PGR na Lava Jato 'prejudica verdade'


 O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou as divergências entre Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR) na condução das investigações de políticos na Operação Lava Jato. Para o ministro, "a verdade" a ser desvendada nas investigações fica prejudicada quando há desentendimentos entre os órgãos. "O inquérito busca a verdade e é preciso que as instituições funcionem nas áreas reservadas pela lei. A PF, o Ministério Público e, capitaneando, o STF. Não é uma coisa boa o desentendimento entre autoridades", afirmou o ministro.

Ontem, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, suspendeu temporariamente depoimentos de políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras que estavam marcados para esta semana. A decisão atende a uma solicitação da PGR. Nos bastidores, o pedido da procuradoria é visto como uma queda de braço entre o órgão e a PF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estaria insatisfeito com a forma como as diligências de investigação dos políticos têm sido conduzidas pela polícia."Como vivemos tempos muito estranhos de abandono a princípios, nada me surpreende mais", disse Marco Aurélio Mello, sobre a situação.

Marco Aurélio comentou nesta tarde, ao chegar para sessão plenária do STF, que divergências podem atrasar a investigação e afirmou que a sociedade faz uma leitura que não é boa do caso. "Como se houvesse desentendimento mais profundo entre os envolvidos no inquérito: a PF, o Ministério Público e também o Judiciário", disse o ministro. Estadão Conteúdo