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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Folha desmente Merval e diz que tio de Aécio levou vantagem com aeroporto.

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Ontem, Merval Pereira, na rádio CBN, sem apurar os fatos, saiu em socorro de Aécio Neves (PSDB) propagando que a família do tucano não teria levado vantagem com aeroporto na fazenda que que era do tio.

O argumento de Merval não tem pé nem cabeça. O próprio proprietário rural Aécio Neves leva vantagem tendo um aeroporto a 6 km de distância de sua fazenda. Isto valoriza as terras. A fazenda do tio, vizinha ao aeroporto também é valorizada. O blog Tijolaço mostrou que o valor previsto da desapropriação, que está em litígio, custará aos cofres públicos de Minas cerca de R$ 4,5 milhões, e não o R$ 1 milhão inicial, como disse Aécio.

Hoje até o jornal Folha de São Paulo desmentiu a versão oficial tucana propagada por Merval.

O jornal diz a desapropriação, ao que tudo indica, resolveu um problema do tio-avô de Aécio, ajudando a quitar uma dívida com os cofres públicos, decorrente de uma maracutaia em família no passado.

O tio-avô Múcio Tolentino era prefeito da cidade em 1983. Seu cunhado Tancredo Neves (avô de Aécio) era governador e liberou verba estadual para construir uma pista de pouso de terra batida na cidade. Múcio construiu em sua fazenda particular. O Ministério Público moveu ação de improbidade administrativa para reaver o dinheiro público usado para fazer benfeitorias em propriedade privada.

Em 2008 quando o governo Aécio fez a desapropriação, ajudou a desatar os nós. O tio-avô, em vez de ter de pagar aos cofres públicos, receberia a indenização, teria dinheiro para quitar a devolução e ficaria com o troco.

Aécio nomeou mulher do vice Clésio Andrade (do mensalão tucano) para TCE-MG. Órgão é alvo de denúncias.

Clésio Andrade, do mensalão tucano, foi vice-governador de Aécio, e emplacou sua mulher TCE, órgão alvo de denúncias e que aprovou as contas do governo de Aécio e do marido. Haja aparelhamento e conflito de interesses.
Mais uma do senador Aécio Neves! E até o jornalão "O Globo" está desengavetando as notícias. Parece que já desenganaram a candidatura de Aécio.

Clésio Andrade é réu no mensalão tucano e renunciou ao mandato de senador recentemente, escapando de ser julgado no STF. Com isso seu processo deve voltar à primeira instância. Ele foi sócio de Marcos Valério na agência de publicidade em 1998, ano da tentativa de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em que ocorreu o mensalão tucano.

Rico empresário dono de empresas de ônibus urbanos, ele foi escolhido para vice-governador de Aécio Neves (PSDB-SP) nas eleições de 2002. Eleito, teve sua mulher Adriene Andrade nomeada por Aécio para o estratégico cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Minas, cargo que fiscaliza as contas do governo.

O Ministério Público de Minas entrou com ação contra a nomeação por considerar que ela não preenchia os requisitos exigidos para o cargo. A ação ainda tramita no STF.

Pela Constituição mineira exige-se 10 anos de experiência profissional e capacidade técnica, mas ela só havia sido prefeita de Três Pontas (MG), de 2001 a 2004 e formou-se em direito somente em 2005.

Além disso, na época, ela era ré em ações penais e civis por suas ações como prefeita.

Ela foi nomeada e Aécio foi reeleito em 2006. Advinhem quem foi a relatora no TCE que deu parecer para aprovar as contas do primeiro governo de Aécio e do marido? Ela, Adriene Andrade.

Eis a matéria de "O Globo:

TCE de MG é alvo frequente de denúncias, como desvio de verbas por parte dos conselheiros
Três mil processos foram queimados em incêndio criminoso e foi Corte foi acusada de abrigar funcionárias fantasmas

Órgão fiscalizador das contas do governo e da Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) tem sido protagonista frequente de escândalos no estado. Acumulados nos últimos 12 anos, três mil processos foram queimados num incêndio comprovadamente criminoso, três conselheiros foram apontados pela Polícia Federal como participantes de um esquema de desvio de verbas do Fundo de Participação dos Municípios, e a Corte foi também acusada de abrigar funcionários fantasmas. Desde domingo, O GLOBO mostra investigações e suspeitas sobre conselheiros desses tribunais.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Governador Alckmin não repassou verba federal para a Santa Casa, diz ministro da Saúde


O ministro da Saúde, Arthur Chioro,afirmou que o governador de São Paulo  Geraldo Alckmin (PSDB) deixou de transferir para Santa Casa de São Paulo R$ 74,7 milhões que haviam sido repassados pela pasta no período entre janeiro de 2013 e maio deste ano. "Há uma tentativa de partidarizar o problema. Talvez as afirmações do governador sejam uma maneira de transferir para o ministério a responsabilidade sobre a crise", disse.

 Chioro afirmou que a diferença entre o que foi repassado pelo governo federal para o Estado e o que o governo paulista efetivamente entregou para a Santa Casa foi identificada a partir de informações prestadas pela própria secretaria de Saúde de São Paulo.

De acordo com Chioro, em 2013, o governo federal destinou para cofres paulistas R$ 291.390.567,11. Desse total, no entanto, teriam sido entregues pelo governo de São Paulo para Santa Casa R$ 237.265.012.

Neste ano, dos R$ 126,3 milhões transferidos pelo ministério, R$ 105,76 milhões chegaram à instituição.

A pasta pediu explicações do governo Estadual no fim da tarde desta quarta-feira (23). "Vamos esperar a resposta. Mas definitivamente o problema da instituição não é provocado pelo governo federal", disse.

Chioro informou que soube das dificuldades da Santa Casa na terça, uma hora antes da a instituição interromper o atendimento de emergência. "Recebi com perplexidade tal informação. Assumi dia 2 de fevereiro, nunca fui procurado para debater sobre a crise."

Ele descartou a possibilidade de a crise ter como ponto de partida a falta de reajuste na tabela SUS para procedimentos. "A Santa Casa recebe 101% a mais do que essa referência. Há incentivos. Estamos em dia com repasses" E ponderou que os R$ 74,7 milhões seriam suficientes para sanar a dívida. "Pode ser um problema de gestão da instituição, precisamos aprofundar esse debate. O que não se pode fazer é usar o tema como disputa política", finalizou. Do Estadão

ONU elogia Brasil por Bolsa Família e cotas nas universidades



País sobe uma posição no ranking de desenvolvimento humano, e Nações Unidas elogiam programas de transferência de renda e de redução das disparidades sociais.

 O Brasil subiu uma posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2013, para o 79º lugar, num total de 187 países, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano da ONU, divulgado nesta quinta-feira, 24, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

 Com IDH 0,744, o País registrou a mesma nota da Geórgia (república da região do Cáucaso) e de Granada (país do Caribe). Pela metodologia das Nações Unidas, o Brasil é considerado um país de alto desenvolvimento humano por ter nota acima de 0,7. O IDH varia de 0 a 1, grau máximo de desenvolvimento.

 O relatório do Pnud, com o título Sustentar o Progresso Humano: reduzir as vulnerabilidades e aumentar a resiliência, aponta o Brasil como o autor de boas medidas na área de desenvolvimento humano. Uma das iniciativas elogiadas é o Bolsa Família, que, segundo o documento, "é um programa de transferência de dinheiro que tenta minimizar efeitos negativos a longo prazo, mantendo as crianças na escola e protegendo a sua saúde".

 "O programa custou apenas 0,3% do Produto Interno Bruto entre 2008 e 2009 e foi responsável por 20% a 25% de redução da desigualdade (...) e está ligado a uma redução de 16% da pobreza extrema", diz o documento, acrescentando que muitos países "têm descoberto que um investimento inicial de uma pequena parte do PIB tem benefícios que em muito o ultrapassam".

PF precisa investigar aeroporto feito por Aécio: 60kg de cocaína foram apreendidos ao lado.




Vejam esta reportagem de 22/04/2012 no programa Fantástico aqui (eles não permitem compartilhar vídeo).

O Fantástico não mostrou, mas o Quedo (apelido de Tancredo Aladim Rocha Tolentino) que aparece na reportagem é primo do senador Aécio Neves (PSDB) na Cidade de Cláudio (MG), comerciante da cachaçaria Minguote que aparece na tela acima da reportagem. Aécio em entrevistas já se declarou entusiasta destas cachaças produzidas por sua família em Cláudio.

Quedo responde processo acusado de participar na intermediação da venda de habeas corpus para traficantes presos em Divinópolis. Os traficantes faziam parte de uma quadrilha que traficavam de Mato Grosso para Minas, e aguardavam julgamento após terem sido flagrados com cerca de 60 kg de pasta-base de cocaína.

A cocaína havia sido apreendida em um sítio no distrito de Marilândia, a apenas 24 km do Aeroporto de Cláudio, construído por Aécio.

De acordo com seu depoimento na PF mostrado no Fantástico, Quedo intermediou o pagamento de propina de um advogado dos traficantes para o desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho dar habeas corpus, e ganhou comissão para isso. Os traficantes que conseguiram habeas corpus fugiram, não prestaram mais contas à justiça, e podem estar cometendo crimes nas ruas cujas vítimas somos todos nós, cidadãos.

O desembargador, agora afastado, chegou ao cargo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 2005, portanto nomeado por Aécio, quando era governador.

Não vamos fazer como Joaquim Barbosa e deturpar a teoria do domínio do fato para jogar nas costas de Aécio atos praticados por seu primo e pelo desembargador nomeado por ele. A menos que alguém prove em contrário, Aécio não tem nada a ver com este caso, e cada um responde pelo que fez.

Por ora, Aécio tem que explicar é porque escolheu a cidade de Cláudio para construir um aeroporto sem movimento, a 6 km de sua fazenda, se Divinópolis, cidade bem maior, já tem um aeroporto regional que atende bem a região. A distância entre os dois aeroportos em linha reta é apenas 30km e por estrada asfaltada cerca de 40 minutos. Está claro que não existe justificativa razoável para aplicar R$ 14 milhões (mais o valor ainda em aberto da indenização) do dinheiro público de Minas em um aeroporto que, aparentemente, só interessa ao uso particular do senador e de seus familiares, além da valorização das terras em torno do aeroporto.

Mas este aeroporto desperta outra questão de segurança pública. É uma pista ainda não homologada para uso, que fica sem movimento, boa parte do tempo trancada, sem funcionários, sem vigilância e sem policiamento. No entanto tem balizas e sinalização que permitem até pousos noturnos. Esse tipo de pista pode ser usada para vôos clandestinos de tráfico de drogas, de armas, contrabando, e outras coisas para a região, evitando o policiamento e fiscalização existente no aeroporto de Divinópolis.

A reportagem do Fantástico mostra que existe tráfico de drogas bem ali na região em torno do aeroporto e, não custa lembrar, o helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG e aliado de Aécio) quando foi apreendido com quase meia tonelada de cocaína, fez escala para abastecer na região, no aeroporto de Divinópolis.

Sem fazer qualquer ilação além dos fatos conhecidos com a família de Aécio, o que seria leviano sem provas, mas não é só a ANAC e o Ministério Público que precisam investigar a construção e o uso do aeroporto. A Polícia Federal também precisa investigar que tipo de vôos e mercadorias andou passando por ali.

Globo apronta de novo: Promotor desmente Aécio sobre aeroporto e JN corta na edição.


O promotor de Minas Eduardo Nepomuceno foi ouvido pela TV Globo sobre o aeroporto e disse: "É preciso entender porque houve a necessidade da construção de uma pista de pouso na cidade de Cláudio, de um aeroporto, considerando que não é uma cidade de grande porte, e sendo que a região é provida ali na cidade de Divinópolis, há 50km de distância, de um aeroporto com todas as condições de atender, aparentemente, a região".

Essa questão levantada pelo promotor desmente as declarações de Aécio Neves (PSDB) de que o caso estaria encerrado por suposta regularidade burocrática na desapropriação das terras do tio, onde foi construído o aeroporto.

Esse trecho foi ao ar (corretamente) no telejornal de menor audiência da Rede Globo, o "Bom Dia Brasil", na edição da manhã do dia 22 de julho. Note que a entrevista havia sido gravada no dia anterior (21).

Mas no Jornal Nacional (JN) da noite anterior, de maior audiência, escondeu a entrevista gravada com o promotor. Colocou apenas o repórter em frente ao prédio do Ministério Público, narrando o seguinte trecho que suaviza para o lado de Aécio Neves: "Com base na reportagem, o Ministério Público de Minas decidiu abrir uma apuração sobre a construção do aeroporto de Cláudio. O promotor Eduardo Nepomuceno de Souza afirma que vai investigar o fundamento administrativo para a desapropriação e o real interesse público para a construção".

O JN simplesmente deu sumiço à informação sobre já existir o aeroporto de Divinópolis que atende a cidade de Cláudio, escondendo do telespectador o motivo principal pelo qual Aécio está sendo questionado no MP: Ele construiu o aeroporto a 6 km de sua fazenda com dinheiro público para atender seu interesse privado?

O JN gastou um tempão lendo nota oficial de quem não quis dar entrevistas em vez de levar ao ar quem deu entrevista. E gastou o resto do tempo mostrando uma fala ensaiada (e mesmo assim saiu gaguejante) do senador tucano para se defender em frente as câmeras, focando só na suposta regularidade burocrática da desapropriação da terra do tio, sem citar o aeroporto de Divinópolis e sem citar que Aécio tem fazenda em Cláudio, onde passeia e considera o seu "palácio de Versalhes". Por isso existe também o interesse privado sendo resolvido com dinheiro público.

Depois disso, o JN não voltou mais ao assunto, apesar de Aécio ter dado outra declaração à imprensa durante a tarde, se recusando a responder se usou ou não o aeroporto de Cláudio, para não se incriminar.

A TV Globo deu um vexame para blindar o tucano comparável ao jornalismo bolinha de papel nas eleições de 2010.

Aécio construiu aeroporto em outra cidade que tem fazenda: Montezuma



Cidade tem 7.500 habitantes, apenas 27% das residências atendidas por rede de esgoto e muitas ruas não têm ainda um asfalto como o da pista do aeroporto, feito com recursos do munícipio

Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde o senador Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária..Leia mais aqui

Aéroneves: Governo de Minas pôs dinheiro público em área que pertenceu a tio de Aécio



Cronologia: construção do aeroporto em Cláudio (MG)
 Governo de Minas pôs dinheiro em área que pertenceu a tio de Aécio em 1983 e em 2009
Pista de 1km de asfalto para aviões de pequenos e médio porte em fazenda da cidade de Cláudio (MG)
 Obra em fazenda que pertenceu a familiares de Aécio Neves (PSDB) recebeu dinheiro do governo mineiro e já era alvo de investigações. As informações são do Estadão

1983

Minas, comandada por Tancredo Neves, repassa Cr$ 30 milhões para a prefeitura de Cláudio, comandada por Múcio Guimarães Tolentino, cunhado do governador. O dinheiro é usado na construção de um aeroporto de terra batida na fazenda de Múcio, que alega ter acordo "verbal" com o cunhado sobre a desapropriação da área. Tancredo morre em 1985.

1995

Câmara Municipal de Cláudio recebe relatório do Tribunal de Contas sobre gastos públicos no aeroporto de terra batida. Vereadores tentaram investigar a legalidade do negócio. Pedem a Múcio que passe o aeroporto para o município e tentam convencer Risoleta Neves, viúva de Tancredo, a intervir, mas eles não têm sucesso.

2000

Vereadores vão ao Ministério Público, que abre investigação e ingressa com ação civil contra Múcio pedindo a indisponibilidade de seus bens, incluindo o terreno do aeroporto, quebra de sigilo bancário e ressarcimento ao erário. Risoleta morre em 2003.

2003

O processo contra Múcio é arquivado pela Justiça. Depois é reativado. Continua em andamento ainda hoje. Parte das acusações prescreveu, mas a Constituição veda a prescrição do ressarcimento ao erário.

2008

Minas, agora comandada por Aécio Neves, neto de Tancredo e sobrinho de Múcio, desapropria a área dentro da fazenda do tio-avô onde havia a pista de terra batida. O valor oferecido pelas terras foi de R$ 1 milhão.

2009

Governo de Minas gasta R$ 13,9 milhões na construção da pista de 1 km de asfalto para aviões de pequeno e médio porte. A obra dura um ano. A cidade vizinha de Divinópolis, a 50 km de Cláudio, já dispunha de aeroporto. Enquanto isso, Múcio contesta o valor da desapropriação.

2014

O jornal Folha de S.Paulo publica reportagem sobre a construção do aeroporto e mostra que as chaves do local continuam nas mãos dos parentes de Aécio. Fernando Tolentino, um dos filhos de Múcio, diz que o aeroporto costuma ser usado pelo tucano, cuja família tem uma fazenda que fica a 6 quilômetros da pista construída com verba do governo de Minas.

Lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais deu nome de tio de Aécio para aeroporto em MG



O aeroporto da cidade mineira de Cláudio, construído pelo governo de Minas num terreno de um parente do  candidato à presidência  Aécio Neves (PSDB) desapropriado pelo Estado de Minas pelo próprio Aécio Neves quando era governador, ainda não foi inaugurado nem está liberado para operar, mas já teve batismo oficial. Assembleia aprovou iniciativa de deputado antes que obra em Cláudio ficasse pronta
Aeroporto construído pelo então governador de Minas, Aécio Neves, em Cláudio (MG)
  Uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 2009, determina que o local seja denominado “Aeroporto Deputado Oswaldo Tolentino”, nome de um tio-avô de Aécio.
Na semana passada, quando a reportagem da Folha esteve no aeroporto de Cláudio, a 150 km de Belo Horizonte, não havia placa ou indicação que revelasse seu nome. As informações estão no jornal Folha de SP

Já falecido, Oswaldo era irmão de Múcio Tolentino, 88, outro tio-avô do presidenciável e dono do terreno onde o governo de Minas construiu o aeródromo. A obra custou R$ 14 milhões e foi feita quando Aécio era o governador.

A área foi desapropriada, mas o tio de Aécio contesta o valor proposto pelo governo para a indenização. O Estado obteve a posse do terreno, mas não o registro, que ainda está em nome de Múcio.

Conforme a Folha mostrou no domingo (20), o aeroporto era controlado na prática por familiares de Aécio, que guardavam as chaves do portão e autorizavam pousos e decolagens. Segundo um primo do presidenciável, a pista recebe voos semanalmente e é usada pelo próprio Aécio sempre que ele visita a Fazenda da Mata, refúgio familiar que fica a 6 km do local.

Aécio divulgou nota afirmando que a construção seguiu critérios técnicos e que seus familiares não foram beneficiados com a obra. Ele nega qualquer irregularidade.

A lei 18.386, que batizou o aeroporto, foi apresentada na Assembleia pelo agora deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), aliado de primeira hora do senador tucano.

No projeto de lei, ele justificou a decisão de batizar o aeroporto com o nome do parente do então governador de Minas: “[Presta] justa homenagem ao ex-deputado Oswaldo Tolentino, um dos filhos mais ilustres do município, que foi o primeiro claudiense a nele pousar com seu próprio avião, de nome Aeronca, em meados de 1953″.

Em setembro de 2009, um ano antes da conclusão da pista, o então governador Aécio Neves promulgou a lei, batizando o aeroporto de Cláudio com o nome de seu tio Oswaldo Tolentino.

Aeroporto 'do Aécio' teve dinheiro público também em 1983 quando o avô era governador.

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,pista-de-terra-de-aeroporto-tambem-teve-verba-publica,1533108

Em 1983, o avô de Aécio, Tancredo Neves era governador de Minas e seu cunhado Múcio Tolontino era o prefeito de Cláudio. Nesta época já misturaram o público com o privado.

Tancredo liberou verba do Estado de Minas para seu cunhado prefeito construir a pista de pouso de terra batida na cidade.

O valor era de Cr$ 30.000.000,00 (cruzeiros, o dinheiro da época) equivalente a cerca de R$ 745 mil no dinheiro de hoje corrigido pelo IGP-DI. Nada mal para uma pista de terra.

O prefeito Múcio pegou o dinheiro público e construiu a pista em sua própria fazenda particular, sem desapropriar.

Em 2001 o Ministério Público Estadual abriu processo por improbidade administrativa, para reaver o dinheiro. O processo corre até hoje.

Em 2008, o governador era Aécio Neves e desapropriou justamente estas terras de seu tio-avô Múcio onde estava esta pista para construir o aeroporto a 6km da fazenda do senador tucano, gastando R$ 14 milhões.

Como se vê, a confusão do público com o privado na oligarquia dos Neves da Cunha vem de longe.

A notícia veio do Estadão (que teve a gentileza de poupar o nome de Aécio no título e no subtítulo).

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Serra faz campanha no Rio e reencontra Itagiba. Candidato a senador por SP ou a substituto do Aécio?

Arnaldo Jabor esteve na livraria no Rio para o lançamento do livro de Serra.
- Uai! O Serra não é candidato a senador por São Paulo?
- É.
- Então, em plena campanha eleitoral, porque ele largou a apertada campanha em SP e foi promover um evento no Rio?

O diálogo acima é imaginário, mas poderia ter acontecido no comitê do Aécio, pois os fatos são reais.

José Serra (PSDB) esteve no Rio de Janeiro, para bate-papo e noite de autógrafos de seu livro "Cinquenta anos esta noite", no Shopping Leblon, na terça-feira.

Em plena campanha ao senado por São Paulo, será que esse lançamento no Rio não poderia esperar até passar as eleições, para ele ficar com a agenda livre e fazer encontros com as bases eleitorais paulistas?

Juntando uma coisa com outra, no caso a Folha serrista ter publicado na primeira página do jornal de domingo a denúncia do aeroporto do Aécio em Cláudio construído com dinheiro público, já tem tucano mineiro com a pulga atrás da orelha, principalmente quando ficaram sabendo que o ex-deputado e ex-delegado Marcelo Itagiba esteve na noite de autógrafos.

Quem não está ligando o nome à pessoa, Itagiba foi apontado como um dos pivôs na suposta guerra de dossiês na disputa tucana Serra x Aécio em 2008/2009 pela candidatura presidencial, que acabou descrita no livro "A Privataria Tucana". Ele negou ter espionado Aécio nas noitadas cariocas para fazer dossiê sobre supostos maus hábitos e costumes de Aécio.

No evento Serra fez questão de "defender" Aécio, que não compareceu, no caso do aeroporto. Mas teve quem interpretou a "defesa" como mais uma forma de manter o assunto desgastante em pauta, quando o quartel-general aecista faz tudo para abafar e tirar o assunto do noticiário.

Tem tucano por aí lembrando que até 20 dias antes das eleições o partido pode trocar o candidato.

Segundo o Facebook do tucano, na noite foram vendidos 300 livros.

Band lança indicador próprio de cobertura eleitoral e aponta Dilma com 50% dos votos válidos



 Grupo Bandeirantes lança indicador próprio de cobertura da disputa  eleitoral. Ferramenta pondera e sintetiza dados dos principais institutos de pesquisa

A cobertura da disputa eleitoral da Band tem uma ferramenta especial este ano  para ajudar o eleitor a entender como anda a evolução dos candidatos. Trata-se  do Índice Band, novidade  do "Band Eleições", programa que estreou anteontem e irá ao ar todas as  segundas-feiras.  O índice vai mostrar semanalmente a evolução de  votos na disputa presidencial com base nos dados de  vários institutos de pesquisa. Na primeira análise, o  índice aponta que, se a eleição fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT) teria  50% dos votos válidos. Aécio Neves (PSDB) teria 27%  do total das urnas, enquanto Eduardo Campos (PSB) ficaria com 14% da preferência dos eleitores e o Pastor  Everaldo (PSC), 4%.

O responsável pelo Índice Band é o cientista político Antonio Lavareda, que  analisa as pesquisas registradas e divulgadas, sempre  fazendo uma média ponderada -  ou seja, sintetizando  todos os dados em um único  índice, apenas com os votos  que seriam válidos.

Para Lavareda, a disputa  para presidente poderá ser  resolvida com os votos de  São Paulo. Ele lembrou que  o Estado tinha um candidato competitivo na disputa  para presidente desde 1955  - o que não ocorre agora.

"São Paulo virou um terreno aberto", afirmou.  Ibope Pesquisa Ibope divulgada  ontem aponta que Dilma   Rousseff (PT) tem 38% das  intenções de voto, 1% a menos do que na pesquisa anterior, de 15 de junho. Aécio  Neves (PSDB) aparece com  22%, ante 21% do levantamento anterior. O candidato do PSB, Eduardo Campos,  tem 8% das intenções de voto. Em junho, o ex-governador de Pernambuco tinha  10%. O pastor Everaldo (PSC)  é escolhido por 3% dos eleitores, mesmo patamar anterior. 

Ministro do TCU isenta Dilma por compra de refinaria e PGR arquiva representação


TCU isenta Dilma Rousseff de responsabilidade do caso de Passadina. Ministro José Jorge afirma que não há provas suficiente para  condenar a presidente.

A presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da Petrobrás em 2006, ano da compra da primeira metade da refinaria de Pasadena, nos EUA, devem se livrar da responsabilidade pelos prejuízos e eventuais irregularidades relacionados ao negócio.

O Tribunal de Contas da União (TCU) incluiu na pauta desta quarta-feira, 23, votação do relatório do ministro José Jorge sobre a compra da refinaria pela estatal. Segundo informação publicada nesta terça no site do jornal Folha de S. Paulo, Jorge isenta Dilma e os outros conselheiros da estatal.

O negócio começou a ser investigado em 2013 pelo Ministério Público junto ao TCU com base em reportagem do Estado

 PGR arquiva representação contra presidente Dilma

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou, nessa terça-feira, 22 de julho, o arquivamento da representação para apurar supostas irregularidades praticadas pelo Conselho de Administração da Petrobrás – presidido à época pela presidente Dilma Rousseff – na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. A representação é de autoria dos senadores Randolph Rorigues (PSol-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amelia (PP-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e do deputado federal Ivan Valente (PSol-SP).

De acordo com o parecer do PGR, “ainda que se esteja diante de uma avença malsucedida e que importou, aparentemente, em prejuízos à companhia, não é possível imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etapas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram seguidos”.

Aécio e Alckmin: união só nas fotos



Desde que começou a eleição, a equipe de Alckmin conversa com integrantes da equipe de Campos para definir estratégias comuns no Estado. E agora começam a pipocar pelo interior paulista fotos e propaganda dessa parceria entre o governador e o presidenciável do PSB.Candidato do PSB age para material não ser distribuído

Os candidatos tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin cumprem agendas eleitorais juntas, posam para fotos sorrindo, trocam elogios mútuos, mas nos bastidores a relação não é essa maravilha. Preocupado com a sua reeleição, Alckmin adotou medidas que foram na contramão do que queria o presidenciável do PSDB.

O governador paulista fechou coligação com o PSB no Estado, dando o cargo de vice para o presidente estadual do partido, Marcio França. A aliança se traduziu em palanque no maior colégio eleitoral do País para um dos adversários de Aécio, Eduardo Campos.

Alckmin também atropelou as negociações do PSDB para dar a vaga ao Senado em sua chapa para José Serra e a negociou com o PSD, de Gilberto Kassab. Aliados de Aécio achavam essa negociação péssima para o presidenciável: o tempo de TV do candidato ao Senado poderia ser usado a favor de Dilma Rousseff, já que o ex-prefeito apoia a reeleição da Dilma.

A contragosto de Aécio, Alckmin tentou ainda resolver a sua vida defendendo Serra como vice do presidenciável - assim teria a vaga do Senado livre para negociar com outros partidos. Não conseguiu porque Aécio segurou no braço a articulação.

Desde que começou a eleição, a equipe de Alckmin conversa com integrantes da equipe de Campos para definir estratégias comuns no Estado. E agora começam a pipocar pelo interior paulista fotos e propaganda dessa parceria entre o governador e o presidenciável do PSB.

Hoje, no QG de Aécio em São Paulo, a orientação era criar comitês pelo interior paulista para fazer frente a essa parceria Alckmin-Campos. Os tucanos tinham em mente quatro principais cidades: Campinas, Marília, Limeira e São José do Rio Preto, que são governadas pelo PSB e que estimulam a dobradinha.

Por trás desses desencontros entre os dois tucanos, estão as perspectivas eleitorais de longo prazo. Alckmin é candidato a presidente em 2018 e sabe que o caminho só será possível - ou pelo menos mais fácil -  com a derrota de Aécio em 2014.

Mais ou menos o mesmo raciocínio que o mineiro fez em 2010, quando Serra era  candidato a presidente e perdeu a eleição em Minas, onde não contou com a ajuda do correligionário. Aécio sabe disso e tenta se blindar da melhor maneira possível. Tanto que convidou um paulista, o senador Aloysio Nunes Ferreira, para ser vice na sua chapa.

Oficialmente, até o final da campanha, a imagem vendida para o público será de unidade, como na caminhada do sábado em M'Boi Mirim, quando os dois com o mesmo figurino, camisa social de mangas arregaçadas, tentavam reforçar o clima de união. Alckmin foi escalado para a agendas de Aécio em São Paulo e irá participar de todas elas.

Nos bastidores, porém, a distância será cada vez maior até 2018. Artigo publicado no Estadão

Complica a situação de Aécio com aeroporto. Batalhão de advogados são contratados. Globo abafa.


Além dos advogados que já o atendem, Aécio Neves contratou também mais dois que foram ex-ministros do STF, para reforçar sua defesa em possíveis processos civis e criminais, pela construção e uso do aeroporto de Cláudio (MG).

O advogado Ayres Britto e Carlos Velloso foram contatados para emitir parecer sobre a legalidade da desapropriação da terra do tio, e só. Mesmo assim, ambos fizeram ressalvas. Veloso estava em Portugal e ressalvou que "enviava uma breve opinião legal" sobre o caso, dizendo uma coisa genérica, praticamente descrevendo como é a lei, e dizendo que se a desapropriação foi feita de acordo com a lei, então a construção do aeroporto não haveria ilegalidade quanto a esta questão, sem entrar em outros questionamentos. Britto foi na mesma linha, citando a cronologia dos documento de desapropriação e licitação para construção.

A coisa está tão feia que Aécio convocou entrevista coletiva, mas se recusou a responder perguntas, se limitando a ler um texto preparado com o aval de seus advogados e marqueteiros. Nem isso o Jornal Nacional da TV Globo levou ao ar, numa clara manobra de blindar o tucano no noticiário. O telejornal nem tocou no assunto do dia a dia dos candidatos para não expor Aécio, apostando no esquecimento do eleitor.

Uma pergunta muito simples Aécio se recusou a responder: Usou ou não o aeroporto? A reportagem do jornal Folha de São Paulo apurou com testemunho de parentes de Aécio em Cláudio que ele usou sim, e várias vezes. Isso pode complicar bastante a situação jurídica do tucano. Por isso é compreensível que ele não responda aos repórteres e só fale em juízo para evitar se incriminar, mas não pega bem para sua imagem perante os eleitores.