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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Boatos do fim do Bolsa Família teriam sido 'vacina' para 2014?
Setores da velha mídia e da oposição resolveram discutir a paternidade dos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família. Óbvio que quem planta um boato destes pela lógica é oposicionista. A quem interessa tocar o terror nas pessoas de baixa renda? Sem fazer ilações sobre nomes, nem a vínculos partidários, só alguém contra o programa, a ponto de ter raiva, faria uma maldade dessas com pessoas mais vulneráveis socialmente. Leia mais aqui
PF identifica empresa de telemarketing do Rio que espalhou boatos do Bolsa Família
Em menos de uma semana de investigação, a Polícia Federal descobriu indícios de que uma central de telemarketing com sede no Rio de Janeiro foi usada para difundir o boato de que o Bolsa Família, o principal programa social do governo federal, iria acabar. Mensagem de voz distribuída pela central anuncia o fim do programa, conforme dados do inquérito aberto no início da semana a partir de uma determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A descoberta reforça a tese de que a ação tenha sido organizada.
A polícia tentará agora descobrir quem contratou os serviços de telemarketing e se, de fato, existe algum grupo com interesse político-eleitoral por trás da tentativa de se assustar os beneficiários do Bolsa Família. A polícia decidiu também interrogar, a partir da próxima semana, as 200 primeiras pessoas a fazer saques logo após o início da disseminação dos boatos sobre o fim dos programas. A polícia quer saber como cada um deles foi informado sobre o fim do programa.
Os boatos sobre o falso fim do programa começaram a ser difundidos no sábado passado e provocaram uma corrida em massa à agências da Caixa Econômica Federal, pagadora do benefício. Os primeiros saques foram feitos no Maranhão, Pará e Ceará por volta de 11h do sábado passado, 30 minutos depois do registro de uma das ligações da central de telemarketing sobre o falso fim do programa. No dia seguinte, os terminais da Caixa registravam 900 mil saques no valor total de R$ 152 milhões.
A presidente Dilma Rousseff classificou a ação de criminosa. Cardozo disse que a hipótese mais provável é que se tratava de uma manobra orquestrada. A ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, chegou a insinuar, no twitter que os boatos teriam partido da oposição. Líderes da oposição reagiram e passaram a levantar suspeitas sobre setores do governo que, no fim das contas, acabariam obtendo dividendos políticos com o caso.
A presidente Dilma Rousseff classificou a ação de criminosa. Cardozo disse que a hipótese mais provável é que se tratava de uma manobra orquestrada. A ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, chegou a insinuar, no twitter que os boatos teriam partido da oposição. Líderes da oposição reagiram e passaram a levantar suspeitas sobre setores do governo que, no fim das contas, acabariam obtendo dividendos políticos com o caso.
Os investigadores do caso tentam se manter longe dos embates políticos, mas não descartam que o episódio tenha alguma conotação eleitoral. O Bolsa Família tem sido motivo de debate nas principais eleições nos últimos anos. A partir do aprofundamento sobre o uso do telemarketing e de declarações dos beneficiários, a polícia entende que poderá esclarecer o caso.
Sem querer, Luís Roberto Barroso, lançou a visão de que julgamento político do mensalão foi só até a metade
Boa ou ruim a escolha de Luís Roberto Barroso para ministro do STF? Por seu currículo e atuação como advogado em causas de interesse público, tem perfil progressista. Mas Joaquim Barbosa e Luis Fux também tinham, e deu no que deu. Então é difícil saber se será republicano, como se espera, depois de empossado, ou susceptível às pressões da mídia e dos holofotes como ocorreu com outros.
O fato é que Barroso sempre foi um dos nomes mais lembrados para o STF nos últimos tempos. Nos meios jurídicos não quem não o veja como um dos mais qualificados ao cargo.
Mensalão
Enquanto ele não toma posse, a maior curiosidade hoje, é saber como ele atuará no julgamento dos recursos do mensalão. Porém essa curiosidade permanecerá em aberto, pois ele concedeu uma entrevista à revista "Poder" sobre o mensalão, em outubro de 2012, e não deixou escapar pistas sobre como julgaria o caso.
Nessa entrevista, ele foi hábil o suficiente para direcionar as repostas para a defesa da reforma política. Argumentou que a denúncia do chamado "mensalão" decorre das relações fisiológicas no Congresso, e que uma reforma política favoreceria a eleição de melhores quadros parlamentares, além de diminuir a influência do poder econômico em detrimento dos interesses populares. Com isso todos nós concordamos.
Essa habilidade, evitando fazer juízo de valor sobre as decisões do STF no julgamento do "mensalão", sem entrar no mérito das acusações contra os réus, lhe garantiu legitimidade para participar do julgamento dos recursos. Diga-se que, do ponto de vista do que se espera de um juiz, essa postura é louvável, mostrando responsabilidade e cuidado no que fala em público a respeito do que irá julgar e dos limites de um comentarista sem conhecer profundamente os autos. Quem dera todos os magistrados do STF tivessem essa cautela.
Perguntado sobre mudanças de postura do STF no julgamento do mensalão, Barroso fez uma análise distanciada, apontando as mudanças como elas aconteceram, sem declarar-se a favor nem contra. Eis sua resposta:
Em outro trecho ele responde à pergunta "Esse julgamento é político ou técnico?":
Julgamento político só até a metade?
Em outro trecho da entrevista, ele disse:
Mensalão tucano
Barroso herdará de Joaquim Barbosa a relatoria do "mensalão" tucano. A princípio ele parece ser mais equilibrado, e se vier a ter uma postura mais garantista no julgamento dos recurso da AP-470, terá também a mesma postura com os tucanos, o que pode ser uma vantagem para a tucanada. Será interessante observar o comportamento da bancada de senadores demotucanos na sabatina no Senado.
Reforma política
Como dito, o tema da entrevista acabou sendo uma defesa da reforma política. Apesar de ser assunto para o legislativo, ele tem direito de opinar como cidadão, e assuntos políticos não judicializados e não partidarizados, a opinião de qualquer cidadão é válida, e não há nenhum mal em ministro do STF emitir, desde que não queira interferir em outros poderes, para impor sua opinião pessoal.
Ele defende mudança na eleição para deputados, com cada eleitor tendo direito a dois votos. Um, o voto ideológico no partido, em lista pré-ordenada, para eleger metade da Câmara. Outro voto seria distrital, elegendo deputado aquele que for mais votado no distrito, como se elege um prefeito. Essa fórmula chama-se voto distrital misto, com lista pré-ordenada.
Cada pessoa tem sua reforma política na cabeça, e não me agrada o voto distrital, mesmo que para eleger apenas metade da Câmara. O Brasil teria que ser dividido em 257 distritos, o que daria distritos com 755 mil habitantes e 539 mil eleitores cada. É um eleitorado muito grande para se dizer que o eleitor conheça bem seu candidato, e também continuaria havendo eleições muito caras nos distritos, pois não é barato fazer uma campanha individual para atingir meio milhão de eleitores. Esses dois fatores tiram as supostas vantagens atribuídas ao voto distrital.
De qualquer forma, se viesse acompanhado do financiamento exclusivamente público de campanha, mesmo com esse sistema misto que agrada metade aos tucanos e metade aos petistas, já seria um avanço, pois o maior mal que há é a influência do poder econômico financiando campanhas.
A presidenta Dilma deve ter tomado cuidado na escolha, mas só o tempo poderá dizer.
Como advogado de causas privadas, não conta muito para avaliar o perfil de Barroso, pois advogado tem que defender sempre o interesse do cliente. Então a visão pessoal pode até ser diferente daquilo que defende para o cliente. Recentemente ele trabalhou defendendo os interesses das empresas de mídia nacional contra a entrada no mercado de novas empresas jornalísticas estrangeiras. Como trata-se do interesse da Globo, Folha/UOL, Estadão, Veja, em impedir portais de notícias como Terra (controlado pela Telefonica da Espanha), nós blogueiros não gostamos. Se ele fosse advogado da outra parte, provavelmente os argumentos defendidos seriam os inversos. São coisas da advocacia. Nilo Batista foi vice-governador de Leonel Brizola, fiel ao trabalhismo e ao povo mais pobre como político, defendeu muitas causas dos movimentos sociais de graça e, por outro lado, já foi advogado de defesa de Naji Nahas. Marcio Thomaz Bastos foi um bom ministro da Justiça no governo Lula e, como advogado, já defendeu José Serra no passado e chegou a ser contratado para defender o bicheiro Cachoeira recentemente. Continua sendo amigo de Lula. Para os advogados o trabalho é uma coisa, e a vida pessoal e política é outra.
Como advogado de causas privadas, não conta muito para avaliar o perfil de Barroso, pois advogado tem que defender sempre o interesse do cliente. Então a visão pessoal pode até ser diferente daquilo que defende para o cliente. Recentemente ele trabalhou defendendo os interesses das empresas de mídia nacional contra a entrada no mercado de novas empresas jornalísticas estrangeiras. Como trata-se do interesse da Globo, Folha/UOL, Estadão, Veja, em impedir portais de notícias como Terra (controlado pela Telefonica da Espanha), nós blogueiros não gostamos. Se ele fosse advogado da outra parte, provavelmente os argumentos defendidos seriam os inversos. São coisas da advocacia. Nilo Batista foi vice-governador de Leonel Brizola, fiel ao trabalhismo e ao povo mais pobre como político, defendeu muitas causas dos movimentos sociais de graça e, por outro lado, já foi advogado de defesa de Naji Nahas. Marcio Thomaz Bastos foi um bom ministro da Justiça no governo Lula e, como advogado, já defendeu José Serra no passado e chegou a ser contratado para defender o bicheiro Cachoeira recentemente. Continua sendo amigo de Lula. Para os advogados o trabalho é uma coisa, e a vida pessoal e política é outra.
O fato é que Barroso sempre foi um dos nomes mais lembrados para o STF nos últimos tempos. Nos meios jurídicos não quem não o veja como um dos mais qualificados ao cargo.
Mensalão
Enquanto ele não toma posse, a maior curiosidade hoje, é saber como ele atuará no julgamento dos recursos do mensalão. Porém essa curiosidade permanecerá em aberto, pois ele concedeu uma entrevista à revista "Poder" sobre o mensalão, em outubro de 2012, e não deixou escapar pistas sobre como julgaria o caso.
Nessa entrevista, ele foi hábil o suficiente para direcionar as repostas para a defesa da reforma política. Argumentou que a denúncia do chamado "mensalão" decorre das relações fisiológicas no Congresso, e que uma reforma política favoreceria a eleição de melhores quadros parlamentares, além de diminuir a influência do poder econômico em detrimento dos interesses populares. Com isso todos nós concordamos.
Essa habilidade, evitando fazer juízo de valor sobre as decisões do STF no julgamento do "mensalão", sem entrar no mérito das acusações contra os réus, lhe garantiu legitimidade para participar do julgamento dos recursos. Diga-se que, do ponto de vista do que se espera de um juiz, essa postura é louvável, mostrando responsabilidade e cuidado no que fala em público a respeito do que irá julgar e dos limites de um comentarista sem conhecer profundamente os autos. Quem dera todos os magistrados do STF tivessem essa cautela.
Perguntado sobre mudanças de postura do STF no julgamento do mensalão, Barroso fez uma análise distanciada, apontando as mudanças como elas aconteceram, sem declarar-se a favor nem contra. Eis sua resposta:
O Supremo, que sempre teve uma posição bem liberal em defesa do acusado, principalmente do princípio de presunção da inocência, revela uma guinada um pouco mais dura e punitiva, superando, inclusive, alguns precedentes, como no entendimento de que não e mais necessário um documento assinado pelo acusado ou um ato oficial dele para que o crime de corrupção seja configurado. Minha avaliação é que houve certo endurecimento do STF, talvez com resultado de uma interação com a sociedade. Não acho justa a afirmação de que o Supremo seja pautado pela sociedade, mas ele é permeável aos seus anseios. Há uma mudança de postura. Se isso vai ser bom ou mau, o tempo dirá. "Nota-se que ele adota uma posição mais de cautela do que de entusiasmo. Isso poderia indicar uma postura "garantista", na linha de que seu voto seria mais favorável aos réus sobre quem não há provas. Mas... ele também não se mostra avesso a um endurecimento para atender aos anseios de mudança na sociedade. Impossível decifrar como exatamente seria seu voto.
Em outro trecho ele responde à pergunta "Esse julgamento é político ou técnico?":
É impossível um julgamento desse porte, com essas consequências não ter uma dimensão política. Mas os votos tem sido técnicos. No direito em geral, existem extremos em que há a certeza positiva, a significar que algo aconteceu, e há extremos em que há certezas negativas, quando é possível afirmar que algo não aconteceu. Porém, para o bem e para o mal, entre um extremo e outro, existem muitas possibilidades e aí as interpretações dependerão da visão de cada um. E é isso que estamos vivenciando agora.Na resposta acima, Barroso evita fazer o julgamento do julgamento, "pisando em ovos". Na posição delicada em que ele se encontrava, de possível ministro do STF, ele não poderia afirmar que o julgamento foi político, tampouco podeira dizer que votos de seus futuros colegas não fossem técnicos. Até porque, cá para nós, existe técnica para todos os gostos, podendo ser usada para dar um verniz de legitimidade às decisões políticas.
Julgamento político só até a metade?
Em outro trecho da entrevista, ele disse:
Portanto se acreditarmos no procurador-geral (...) o interesse público precisou ser comprado. É um sistema que de certa forma joga os bons e maus no mesmo pântano.Barroso estava apenas argumentando a favor da reforma política, mas, ele, sem querer, acabou despertando um pensamento mais sofisticado no caldeirão do julgamento. Ou seja, se é para julgar politicamente, o julgamento no STF só chegou na metade do caminho. Para completar o caminho teria que haver uma separação dos "bons" e dos "maus" para se fazer justiça completa.
Mensalão tucano
Barroso herdará de Joaquim Barbosa a relatoria do "mensalão" tucano. A princípio ele parece ser mais equilibrado, e se vier a ter uma postura mais garantista no julgamento dos recurso da AP-470, terá também a mesma postura com os tucanos, o que pode ser uma vantagem para a tucanada. Será interessante observar o comportamento da bancada de senadores demotucanos na sabatina no Senado.
Reforma política
Como dito, o tema da entrevista acabou sendo uma defesa da reforma política. Apesar de ser assunto para o legislativo, ele tem direito de opinar como cidadão, e assuntos políticos não judicializados e não partidarizados, a opinião de qualquer cidadão é válida, e não há nenhum mal em ministro do STF emitir, desde que não queira interferir em outros poderes, para impor sua opinião pessoal.
Ele defende mudança na eleição para deputados, com cada eleitor tendo direito a dois votos. Um, o voto ideológico no partido, em lista pré-ordenada, para eleger metade da Câmara. Outro voto seria distrital, elegendo deputado aquele que for mais votado no distrito, como se elege um prefeito. Essa fórmula chama-se voto distrital misto, com lista pré-ordenada.
Cada pessoa tem sua reforma política na cabeça, e não me agrada o voto distrital, mesmo que para eleger apenas metade da Câmara. O Brasil teria que ser dividido em 257 distritos, o que daria distritos com 755 mil habitantes e 539 mil eleitores cada. É um eleitorado muito grande para se dizer que o eleitor conheça bem seu candidato, e também continuaria havendo eleições muito caras nos distritos, pois não é barato fazer uma campanha individual para atingir meio milhão de eleitores. Esses dois fatores tiram as supostas vantagens atribuídas ao voto distrital.
De qualquer forma, se viesse acompanhado do financiamento exclusivamente público de campanha, mesmo com esse sistema misto que agrada metade aos tucanos e metade aos petistas, já seria um avanço, pois o maior mal que há é a influência do poder econômico financiando campanhas.
De qualquer forma, nessa questão, a opinião do futuro ministro vale tanto quanto a sua e a minha. Vale o mesmo que a de qualquer cidadão brasileiro. Não é algo que caiba ao STF decidir.
A íntegra da entrevista de Luis Roberto Barroso à revista "Poder" pode ser vista em arquivo pdf aqui.
A íntegra da entrevista de Luis Roberto Barroso à revista "Poder" pode ser vista em arquivo pdf aqui.
Vídeo na íntegra: Como Lula fez o povo se sentir 'dono' do governo e do Brasil
Lula no lançamento do livro '10 anos de governo... por Amigospl
O presidente Lula participou do debate de lançamento do livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma”, no dia 13 de maio, em São Paulo.
Lula disse que uma das coisas mais importantes que fez e deixou marcas foi mobilizar as pessoas a participarem para entenderem que o povo é o verdadeiro dono do governo, e sentirem que fazem parte de uma coisa importante, que é cuidar do Brasil e do bem comum de todos os brasileiros.
“O palácio, que até então era para reis e rainhas, banqueiros e grandes empresários, continuou sendo. Mas com uma diferença: é que lá entravam também os índios, os hansenianos, os moradores de rua, os favelados, fazendo com que, pela primeira vez, aquela fosse uma casa de todos e não apenas de uma parcela da população brasileira”, disse.
Sandra Cureau acusa Dilma e PT de propaganda antecipada. Aécio Neves e Eduardo Campos ficaram de fora da acusação
A procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, sempre foi muito
preocupada em punir com os rigores da lei políticos da base aliada do
governo federal e até mesmo o governo ,Nem nosso blog ficou livre em 2010 dos olhares atentos de
Cureau. No entanto, passa despercebido quando o assunto é o PSDB.
O PSDB esta usando inserções
regionais na TV, para exibir um o senador Aécio Neves, eleito por Minas Gerais, e que mal comparece no congresso, que paga seu salário. Na propaganda partidária, que mais pareceu campanha
extemporânea, o senador tucano diz: "Eu sou Aécio Neves, fui governador
de Minas Gerais, e se você acha que há solução pros problemas, vamos
conversar".Em seguida, fala de inflação
Na noite dessa quarta feira (23), o candidato Aécio, estava fazendo campanha antecipada no "programa do Ratinho".
Uma clara "malandragem" para divulgar nacionalmente a pré-candidatura
presidencial de Aécio Neves. O ministério Público Eleitoral não
implicou com a propaganda eleitoral antecipada, muito menos declarou
como "promoção pessoal".
Governador tucano confirma que Aécio está em campanha eleitoral e diz descordar
Em Brasília para participar de um seminário sobre administração pública, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) lançou dúvidas, ontem, sobre a estratégia do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de frequentes aparições na TV. "Não sou de acreditar que coisas muito distantes da eleição tenham reflexo em pesquisa", advertiu o governador, que avalia ser cedo, ainda, para o PSDB lançar o seu candidato a presidente.Em propagandas do partido na televisão, Aécio tem feito comentários sobre assuntos nacionais, como a inflação. Diferente da presidente Dilma, que governa uma nação e até por isso mostra o que ela tem feito feito frente ao governo federal, Aécio foi eleito para o senado. Recebe salário (pago pelos cofres públicos) para representar os eleitores mineiros. No entanto, pouco tem parado em Brasília. Esta em campanha antecipada pelo Brasil afora.
Mas, Sandra Cureau, não vê o que não interessa a ela
A Procuradoria-Geral Eleitoral entrou com representação ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que acusa o PT e a presidente Dilma Rousseff de propaganda eleitoral antecipada nos programas de TV do partido. A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, pede a imposição de multa e a cassação da propaganda eleitoral da legenda no próximo semestre.
Para Sandra Cureau, houve "evidente promoção pessoal" de Dilma com "o fim de fortalecer sua reeleição, ainda que não tenha havido pedido explícito de votos". A procuradora usa como exemplos a exibição da trajetória política de Dilma.. "O horário gratuito reservado ao Partido dos Trabalhadores não foi utilizado para a exposição dos programas partidários, mas para a promoção do nome e da imagem da pré-candidata Dilma Rousseff, com antecipação extemporânea da campanha eleitoral", diz. Mas, e o Aécio, está usando?
Para Sandra Cureau, houve "evidente promoção pessoal" de Dilma com "o fim de fortalecer sua reeleição, ainda que não tenha havido pedido explícito de votos". A procuradora usa como exemplos a exibição da trajetória política de Dilma.. "O horário gratuito reservado ao Partido dos Trabalhadores não foi utilizado para a exposição dos programas partidários, mas para a promoção do nome e da imagem da pré-candidata Dilma Rousseff, com antecipação extemporânea da campanha eleitoral", diz. Mas, e o Aécio, está usando?
Anatel aprova novas regras de competição
O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem a atualização do regulamento de serviços de internet, o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). De acordo com o comando da agência, a decisão, que inclui alterações em regulamentos inter-relacionados, veio para conferir um novo impulso à oferta de multisserviços, com planos que incluem telefonia fixa, TV paga e conexão à internet (combos). As mudanças passarão a valer após a publicação no "Diário Oficial da União" (DOU).
Na terça-feira, a proposta da Anatel reduz drasticamente o custo das licenças de serviços para incentivar os pequenos e médios prestadores. A agência baixou de R$ 9 mil para R$ 400 o desembolso para oferecer apenas internet. Com a simplificação dos procedimentos para emissão de licença, o custo das três autorizações de serviços de voz, dados e TV - pacote também conhecido por "triple play" - cairá para R$ 9 mil, e não mais os R$ 27 mil cobrados hoje.
Na terça-feira, a proposta da Anatel reduz drasticamente o custo das licenças de serviços para incentivar os pequenos e médios prestadores. A agência baixou de R$ 9 mil para R$ 400 o desembolso para oferecer apenas internet. Com a simplificação dos procedimentos para emissão de licença, o custo das três autorizações de serviços de voz, dados e TV - pacote também conhecido por "triple play" - cairá para R$ 9 mil, e não mais os R$ 27 mil cobrados hoje.
O presidente da Anatel, João Rezende disse que é importante que as empresas obtenham recursos de numeração para oferecer serviços de voz pela internet (VoIP). "Essa é uma evolução dos serviços muito importante. Ao abrir a possibilidade de as empresas terem numeração, atendemos um pleito antigo que sempre foi apresentado nos fóruns de debate com o setor", disse. Embora no regulamento não esteja contemplado o plano de numeração, o acesso a esses recursos será alcançado, segundo a agência, pela facilitação à licença do tradicional serviço voz fixo (STFC).
A Anatel preferiu deixar de fora das mudanças a atualização do regulamento de neutralidade de rede. Esse conceito garante o mesmo tratamento aos diversos conteúdos que trafegam pela internet, independentemente da origem e destino dos dados. "Ainda é oportuno aguardar a definição pelo Congresso Nacional", disse o relator da proposta, conselheiro Marcelo Bechara.
Outro ponto abordado em discussões sobre o Marco Civil da Internet está relacionado ao cadastro de informações de acesso dos usuários. Sobre esse tema, a autarquia decidiu estabelecer um prazo para que os registros sejam mantidos pelas prestadoras de conexão à internet. "Não podemos ser complacentes e deixar que as autoridades punitivas tenham o trabalho comprometido pela falta de regulamentação", disse Bechara. Segundo ele, o prazo poderá ser sobreposto pelo que o Congresso decidir. Enquanto as teles reclamam do alto custo de ter que manter as informações armazenadas por longos períodos, o conselheiro informou que a Polícia Federal pediu à agência um período mínimo de três anos.
Uma das medidas mais polêmicas trata do fim da obrigatoriedade de o usuário de internet, com serviço atrelado à telefonia fixa, ter que contratar provedor de acesso. A exigência de contratação continua valendo para pequenos provedores que não integram grupos econômicos com mais de 50 mil clientes de conexão à internet. Com informações do jornal Valor Econômico
Aécio ignora inflação da gestão FHC, diz Lula
Na despedida da Conferência Africa, o embaixador do Zimbábue, Thomas Bvuma, expressou o sentimento dos colegas. "Nós amamos você e sentimos sua falta, Lula. Você elevou os embaixadores africanos de dogs vira-latas para dogs de estimação"
Recebido por embaixadores africanos para um jantar, na quarta-feira,- aos gritos de "olé, olê, olá, Lula, Lula", o ex-presidente Lula disse que o candidato a presidência Aécio Neves, peca pelo "esquecimento"."Aécio está copiando o slogan da Dilma
(“País rico é País sem inflação”.), mas se esquece da inflação que esse País já teve com eles" , disse Lula, à saída do jantar em sua homenagem, na Embaixada do Quênia. O PT vai mostrar na campanha de Dilma à reeleição, em 2014, que a média anual de inflação nos dez anos do governo petista foi de 6,04%, enquanto nos oito da administração Fernando Henrique Cardoso ficou em 9,24%.
Bem-humorado e saudado com tapinhas nas costas pelos africanos, Lula não se importou nem mesmo com a falta de energia na embaixada, provocada por uma pane elétrica. "Apesar de eu falar sempre do programa Luz para Todos, faltou luz aqui hoje, mas, possivelmente, o embaixador Kirimi (Peter Kirimy do Quênia) queria que a gente tivesse um jantar à luz de velas", brincou o ex-presidente, que, antes de retornar a São Paulo, ontem, tomou café da manhã com Dilma, no Alvorada.
Lula ficou vermelho quando o embaixador do Benin, Isidore Benjamin Amédée Monsi, o chamou de "nosso presidente" e puxou o refrão "Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula", num português carregado de sotaque francês.
Ao lembrar que Dilma participará, amanhã, da festa dos 50 anos da União Africana, na Etiópia, Lula garantiu que todos terão uma "surpresa agradabilíssima" quando ela voltar, porque as relações entre Brasil e países africanos vai aumentar muito.
"Aí, ao invés de dizerem que teve um presidente que gostava da África, vocês vão dizer que foram dois", afirmou, sob aplausos. "Dilma foi a Londres, conhece Nova York, vai em outubro a Washington, mas tenho a convicção de que ela voltará de Adis Abeba mais africana do que eu. A viagem vai fazer um bem extraordinário à cabeça dela", emendou.
Na despedida, o embaixador do Zimbábue, Thomas Bvuma, expressou o sentimento dos colegas. "Nós amamos você e sentimos sua falta, Lula. Você elevou os embaixadores africanos de dogs vira-latas para dogs de estimação", comparou ele, Foi uma gargalhada só.
O mito Lula
Chamado para ser o mediador em uma mesa onde estava o ex-presidente Lula, durante uma conferência sobre a África, o embaixador do Gabão, Jerôme Angouo, quase não conseguia falar. Ele confessou que estava muito emocionado por estar ao lado de Lula.
Revista científica "The Lancet" conclui que o Bolsa Família reduziu mortes na infância
Bolsa Família: Programa reduziu mortes na infância
Um artigo publicado na revista científica "The Lancet" conclui que o Bolsa Família foi responsável por 17% da queda na mortalidade na infância de 2004 a 2009 no país.(Primeira Página)
Bolsa Família reduziu em 17% a mortalidade infantil, diz estudo
Trabalho foi publicado na revista científica inglesa "The Lancet"
Um artigo publicado na versão online da revista científica inglesa "The Lancet" aponta que o Bolsa Família contribuiu para reduzir em 17% a mortalidade de crianças menores de 5 anos, no período de 2004 a 2009. O estudo analisou dados de 2.853 municípios brasileiros e concluiu que os índices de mortalidade caíram mais nas cidades com maior proporção de beneficiários.
- Houve uma redução 17% mais alta na velocidade da queda nos municípios com maior cobertura. Ou, dito de outra forma, o Bolsa Família contribuiu com 17% da redução da mortalidade - disse um dos autores do artigo, o epidemiologista Maurício Barreto, da Universidade Federal da Bahia.Barreto explicou que as taxas de mortalidade infantil vem caindo em todo o país e que há diversos fatores para isso. O objetivo do estudo, baseado em modelos econométricos, foi estimar o peso do Bolsa Família nessa diminuição.
Ao analisar a evolução média das taxas de mortalidade infantil nos 2,8 mil municípios, os pesquisadores constataram que houve redução de 19,4%. Uma das conclusões foi que a transferência de renda para a população miserável consegue diminuir a mortalidade infantil, evitando óbitos relacionados à pobreza, como os decorrentes de diarreia e subnutrição. O índice de cobertura do programa nos municípios avaliados cresceu 63,6% no mesmo período.
"Um programa de transferência de renda condicionada pode contribuir muito para diminuir a mortalidade infantil de um modo geral e, em particular, as mortes atribuíveis a causas relacionadas à pobreza, como subnutrição e diarreia num grande país de renda média como o Brasil", escreveram os autores.
Os pesquisadores constataram um vínculo entre a cobertura do Bolsa Família e os índices de mortalidade: quanto maior a parcela da população atendida no município, menores eram as taxas. E vice-versa.
À medida em que se aumenta a dose (cobertura do Bolsa Família), a redução da mortalidade é maior - afirmou Barreto.
Variáveis foram controladas
Segundo ele, o ideal seria poder comparar as taxas de mortalidade infantil entre grupos de beneficiários e não-beneficiários dentro de cada município, no mesmo período de tempo. Do ponto de vista prático, porém, Barreto disse que isso não é possível. Para dar consistência ao estudo, os dados foram depurados, levando em conta outras variáveis socioeconômicas, incluindo a influência de outro programa do governo, o Saúde da Família, que consiste em enviar agentes à casa da população de baixa renda.
O estudo também mostrou que houve redução de 17,9% na taxa de mortalidade das chamadas causas externas, como acidentes e assassinatos. Nesse caso, sem influência do Bolsa Família.
De acordo com o estudo, a exigência de que beneficiários do Bolsa Família levem os filhos a postos de saúde para vacinação potencializa os efeitos do Saúde da Família, ajudando inclusive a diminuir as internações hospitalares. O mesmo vale para gestantes, que devem fazer consultas de pré-natal, sob risco de ter o benefício suspenso.
Publicado no último dia 15, o artigo foi tema de um seminário ontem em Brasília. Um dos autores do artigo é o ex-secretário-executivo do ministério Rômulo Paes-Sousa. No Globo
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Nunca antes na história deste país, o 2o. escalão brasileiro foi notícia no Financial Times
Desde que o Brasil ultrapassou o Reino Unido, e tornou-se a sexta economia do mundo, o jornal conservador inglês Financial Times perdeu a objetividade e, por ciúmes, volta e meia fica procurando pêlo em ovo para falar mal de alguma coisa na economia brasileira.
Freud explica: a inveja é uma m...!
Ontem ojornalão inglês publicou matéria dizendo que o anúncio da saída do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, é "preocupante para investidores".
Ora, o ministro da fazenda é o mesmo, o presidente do Banco Central é o mesmo, a política econômica é a mesma. Os tais "investidores" ouvidos pelo jornal, só podem ser as viúvas dos juros altos, saudosistas dos demotucanos, fazendo lobby pela imprensa.
Porque com todo o ambiente de crise mundial, o Brasil gerou 197 mil empregos em abril. Enquanto isso, no Reino Unido o desemprego atingiu o nível mais elevado nos últimos 17 anos.
Empresário produtivo, que não é burro, não deixará de investir no Brasil, com o potencial do mercado interno que o país tem. Se não investir perderá fatias de mercado para outros que investirão.
Já que o jornalão está sem assunto, a padaria nova que abriu aqui perto de casa está contratando. Vai noticiar?
Freud explica: a inveja é uma m...!
Ontem ojornalão inglês publicou matéria dizendo que o anúncio da saída do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, é "preocupante para investidores".
Ora, o ministro da fazenda é o mesmo, o presidente do Banco Central é o mesmo, a política econômica é a mesma. Os tais "investidores" ouvidos pelo jornal, só podem ser as viúvas dos juros altos, saudosistas dos demotucanos, fazendo lobby pela imprensa.
Porque com todo o ambiente de crise mundial, o Brasil gerou 197 mil empregos em abril. Enquanto isso, no Reino Unido o desemprego atingiu o nível mais elevado nos últimos 17 anos.
Empresário produtivo, que não é burro, não deixará de investir no Brasil, com o potencial do mercado interno que o país tem. Se não investir perderá fatias de mercado para outros que investirão.
Já que o jornalão está sem assunto, a padaria nova que abriu aqui perto de casa está contratando. Vai noticiar?
Ciro Gomes: Aécio é uma pessoa sem ideias, sem propostas."
O ex-ministro e ex-deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse que o senador Aécio Neves (PSDB) está fadado ao fracasso se copiar o programado ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando disputar a eleição de 2014.
Em entrevista a alunos de uma faculdade de jornalismo, anteontem, ele também afirmou que o governador Eduardo Campos (PSB-PE) foi mordido pela "mosca azul", mas que o pernambucano tem "mais coisa na cabeça" que Aécio. Para Ciro, a pré-candidatura de Marina Silva "é vazia".
"O pessoal do PSDB vai privatizar o Banco do Brasil? Vai privatizar a Petrobrás? Pois essa é a memória que o povo brasileiro tem do Fernando Henrique. Então a falta de ideias, e com estes elementos simbólicos e reacionários, Aécio Neves não vai para canto nenhum", disse.
Ciro disse que o problema tucano não será resolvido com a ausência de FHC da campanha de Aécio, conforme anunciou o ex-presidente. "FHC é o cara mais arejado que vejo no PSDB. Pelo menos, a última opinião que vi arejada sobre maconha, sobre droga, foi dele, com 81 anos. O problema do PSDB são as convicções erradas. Aécio é uma pessoa sem ideias, sem propostas."
Para Ciro, Campos é mais aplicado politicamente do que Aécio. "Eduardo tem mais coisa na cabeça do que Aécio. Tem mais estrada, mas ideia dele para o Brasil não conheço." Ele voltou a defender a saída do PSB do governo, caso Campos dispute 2014. Disse que a sigla deve deixar a Esplanada "ontem". "Estamos agarrados lá dentro. Acocorados, comendo migalhas do banquete de fisiologia do PMDB com o PT", afirmou.
"Nosso representante no governo, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, só não saiu para não deixar Eduardo no constrangimento", disse. "Nessa tese de entregar cargos, sou solitário. Tem oportunismos: "2014 vamos discutir em 2014". Enganar quem, cara pálida?"
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Para tentar vencer Dilma, Aécio faz negócio com Eduardo Campos
O pré-candidato ao Palácio do Planalto, em 2014, Eduardo Campos (PSB),
montou uma espécie de “dobradinha” com o já candidato senador Aécio
Neves (PSDB), para tentar barrar a reeleição da presidenta Dilma
Rousseff (PT).
Antes de, digamos, "fechar negócio", Campos chegou a sondar o PSDB
sobre a possibilidade de Aécio desistir de sua candidatura ao Planalto,
lançando o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), para
seu vice numa chapa presidencial. Aécio teria, então, a garantia de
concorrer ao pleito em 2018, com o apoio de Campos, que também
trabalharia pelo projeto de lei do senador, a ser apresentado no
Congresso, acabando com a reeleição. Leia mais aqui
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