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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Coisas da Lava Jato: banco erra em meio bilhão cheque para filha do delator


O Bradesco atribuiu a um funcionário o preenchimento de um cheque administrativo no valor errado de R$ 500 milhões foi emitido pelo banco em 30 de dezembro de 2014 para Arianna Azevedo Costa Bachmann, filha do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, flagrado em negócios com Alberto Youssef e que confessou ter recebido propinas milionárias de grandes empreiteiras. O cheque só foi devolvido após o Bradesco exigir a devolução na Justiça.
Outro erro envolvendo um personagem da Lava-Jato já foi cometido pelo Bradesco. Em 2011 a informação de que um saque no valor de R$200 mil havia sido feito pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi enviada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No último dia 23, o Bradesco afirmou que o caso doi um "erro humano". Continue lendo aqui

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desemprego em dezembro cai para 4,3%, o menor índice da história



A taxa de dezembro da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou 0,5 ponto percentual abaixo da que foi registrada em novembro, e também aquém da mediana das expectativas em pesquisa da Reuters, de 4,6 por cento.

Com isso, a taxa média de desemprego do ano passado ficou em 4,8 por cento, também marcando o menor nível histórico, abaixo dos 5,4 por cento vistos em 2013.O desemprego brasileiro caiu a 4,3 por cento em dezembro e igualou a mínima histórica, mas a principal razão para isso foi a menor procura por trabalho.


Em um ano em que  a imprensa critica tanto  a economia brasileira a taxa de desemprego fechou 2014 em 4,8%, o menor nível desde 2003, início da série histórica do IBGE. Em 2013, fora de 5,4%.

A pesquisa mostrou ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores deu um salto de 33,1% entre 2003 e 2014, o equivalente a R$ 522,85. Passou de R$ 1.581,31 no primeiro ano do governo Lula a R$ 2.104,16 em 2014. Os empregados domésticos registraram alta ainda mais expressiva: 69,9%, a maior entre as diferentes atividades.

E, pelo quinto ano consecutivo, o rendimento médio real dos trabalhadores na Região Metropolitana do Rio de Janeiro superou o de São Paulo. Em 2014, o Rio teve renda de R$ 2.346,50, alta de 2,6% frente a 2013. Em São Paulo, cresceu apenas 0,2%, para R$ 2.192,43. No total das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a renda média foi de R$ 2.104,16, alta de 1,6% frente a 2013.

Em 11 anos, o rendimento no Rio teve um forte avanço. Em 2003, aos R$ 1.572,00, era 0,6% inferior à média das seis regiões (R$ 1.581,31). Em 2014, ficou 11,5% acima.

Em dezembro, o taxa média de desemprego do país ficou em 4,3%, também a menor da série histórica. Isso se deveu à combinação de um mercado de trabalho que parou de gerar vagas com a queda na busca por emprego. A média da população ocupada recuou em 29 mil, passando de 23,116 milhões em 2013 para 23,087 milhões de pessoas em 2014. Já a força de trabalho recuou de 24,443 milhões para 24,263 milhões de pessoas.

- A redução da desocupação ao longo de 2014 foi fundamentalmente provocada pela retração na procura por trabalho. Por outro lado, a ocupação não expandiu - afirmou a técnica da Coordenação de Trabalho do IBGE, Adriana Araujo Beringuy.

Neste cenário, viu-se aumento da inatividade, ou seja, das pessoas que estão fora do mercado de trabalho e não buscam vagas. A média em 2014 foi de 19,068 milhões de pessoas, alta de 3,7% frente aos 18,382 milhões em 2013, o maior patamar da série histórica. Em dezembro, eram 19,310 milhões de pessoas. Destas, 91,2% não gostariam de trabalhar. Apenas 0,05%, ou 9.944 pessoas, estariam em desalento, ou seja, deixaram de buscar trabalho após seis meses de procura.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Eduardo Cunha é chamado a depor na Polícia Federal.


O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), candidato a presidente da Câmara dos Deputados, vai depor na Polícia Federal no inquérito aberto para investigar o suposto grampo (gravação) contra ele.

Foi Cunha quem divulgou o áudio para a imprensa no dia de 17 de janeiro e pediu a abertura do inquérito, dizendo que era uma montagem para prejudicar sua candidatura e que recebeu a gravação de outro policial federal, sem revelar o nome, e que teria afirmado a ele que "gente na cúpula da PF" estaria plantando provas contra ele na operação Lava Jato.

O laboratório de criminalística da PF já periciou o CD e o laudo aponta para uma fraude, caracterizando ser uma gravação de uma conversa ambientada em um estúdio ou recinto fechado, sem ruídos ambientes, com diálogos artificiais, sem a fluência natural de uma conversa, como se estivesse sendo lido ou ensaiado.

Nos meios políticos de Brasília o áudio causou risos pelo tom de radionovela dos diálogos, e não faltou quem levantou a hipótese da gravação ter sido produzida para colocar o deputado na posição de vítima, no momento em que seu nome apareceu citado nos autos da operação Lava Jato. O agente afastado da PF Jayme Alves de Oliveira Filho (Jayme "Careca") admitiu que fez entregas de dinheiro para o doleiro Alberto Youssef e afirmou em depoimento que o destinatário de uma das remessas era Cunha, segundo lhe informaram na época. O deputado negou e o doleiro também, através de seu advogado. O policial afastado manteve a versão, só corrigindo a informação de que a casa onde foi feita a entrega não era de Cunha.

As vozes não foram identificadas ainda pela Polícia Federal, mas já foi descartado que seja a de Jayme Careca.

Se é vítima, Cunha deveria ser o maior interessado em depor o mais rápido possível, afinal é ele quem pode esclarecer sobre quem entregou a gravação, ou se tiver se comprometido em manter o anonimato da fonte, pelo menos é ele quem pode recolher mais informações sobre a origem do áudio, se é que esta história está bem contada.

Por isso não dá para entender porque ele só marcou depoimento para 5 de fevereiro, sendo que o investigação já está aberta desde o dia 17. Ou melhor, há um bom motivo, sim. A eleição para presidência da Câmara é no dia 1 de fevereiro.

Site recebe sugestões da sociedade para regulamentar Marco Civil da Internet


Aprovada em 2014 pelo Congresso, lei estabelece princípios, direitos e deveres dos diversos atores da rede.

O governo federal lança nesta quarta (28) uma plataforma digital que permitirá a qualquer pessoa conectada participar da regulamentação do Marco Civil da Internet.

O Marco Civil estabelece princípios legais, além de direitos e deveres  Criado também após consultas on-line, ele é celebrado pelo governo Dilma Rousseff por ter alcançado reconhecimento internacional logo após o escândalo mundial criado pelas revelações de espionagem ilegal feitas pelo americano Edward Snowden.

O processo, que começa hoje, por meio do site www.marcocivil.mj.gov.br , tem como objetivo gerar, por 30 dias, comentários que serão usados pelo governo para embasar futuro decreto presidencial, em que diversos aspectos da lei que ainda estão em aberto serão detalhados.

A consulta pública será dividida em três eixos. O primeiro se refere à chamada "neutralidade de rede". O termo descreve o tratamento isonômico, por parte dos provedores, de todo tipo de informação que transita pela rede.

De acordo com esse princípio, embutido no design original da internet, uma empresa não pode, por exemplo, bloquear ou deteriorar a velocidade de um pacote de dados para prejudicar um concorrente comercial.

O Marco Civil prevê, no entanto, que em algumas situações ("requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações" e "priorização a serviços de emergência") a neutralidade poderá ser violada.

O segundo eixo de consulta se refere à guarda de registros de conexão à rede ou de acesso a serviços e aplicativos criados por empresas em relação à atividade de usuários. O problema a ser resolvido é definir que provedores estão sujeitos à lei e explicar como, exatamente, deve ser essa guarda. O terceiro eixo especificará como as empresas preservarão, na prática, a privacidade dos cidadãos.

Empresas e sociedade civil também devem participar.

DADOS PESSOAIS

O governo também lança hoje uma segunda plataforma digital (www.dadospessoais.mj.gov.br) para debater outra iniciativa legal: um projeto de lei para aprofundar a proteção de dados pessoais. A consulta deve basear um futuro projeto de lei a ser discutido pelo Congresso.

Banco acusa funcionária de erro que levou Cerveró para cadeia


Bradesco passa informação errada sobre saque atribuído a Cerveró, que, por isso, foi parar na cadeia
Banco diz que funcionária se "confundiu" ao informar transação que, Cerveró não fez, ao Coaf
 O Bradesco encaminhou ofício à Justiça Federal do Paraná alegando ter ocorrido um "erro humano" na informação repassada pelo banco ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre um saque de R$ 200 mil em espécie que teria sido feito pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró em uma conta da Destilaria Vale do Paracatu Agroenergia, fornecedora da estatal.

A informação sobre o saque constava de relatório do Coaf anexado ao processo que resultou na prisão preventiva do ex-diretor, em 14 de janeiro. No documento, o Bradesco diz que, após o Globo ter publicado o relatório, verificou que a funcionária do banco encarregada do lançamento ao Coaf teria "confundido a movimentação de duas empresas, clientes deste banco, que realizaram somente operações de transferências entre contas de mesma titularidade".

 Não foi explicado como dados de Cerveró apareceram no documento. O advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, disse que houve "erro muito grave" que contribuiu para a prisão do cliente.

Cerveró vai processar Bradesco por erro ao informar Coaf

Da Agência Estado

O ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró processará o banco Bradesco por danos morais, após a instituição financeira reconhecer um erro no envio de informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2011, indicando que o executivo teria sacado R$ 200 mil em espécie da conta de uma usina de etanol instalada em Paracatu, interior de Minas Gerais, fornecedora da estatal.

O erro foi reconhecido em petição juntada na última sexta-feira, dia 23, a um dos processos que correm na Justiça Federal do Paraná, sob responsabilidade do juiz Sergio Moro

Para o advogado, o dano moral é grave porque a suposta movimentação financeira foi um dos argumentos usados pelo juiz Moro para embasar o novo pedido de prisão preventiva contra Cerveró, decretado na quinta-feira, dia 22. Além disso, o caso foi noticiado na imprensa e, como a informação era creditada a um órgão oficial, a versão da defesa ficava com menos credibilidade. "O Bradesco prejudicou em muito a imagem do Nestor", afirmou Ribeiro.

Cerveró foi preso na madrugada do último dia 13 para o 14, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, ao voltar de Londres. A prisão preventiva fora decretada no dia 1º - o decreto do dia 22 veio a substituir esse. O ex-diretor está preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.

Estrangeiros estão em 'lua de mel' com Brasil. Só a imprensa brasileira torce contra


 O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu reconquistar a confiança dos investidores de portfólio estrangeiros, que voltaram a marcar presença na bolsa brasileira nas últimas semanas, afirmou ontem o presidente do Credit Suisse no país, José Olympio. Porém, a manutenção desse cenário depende de uma sinalização da presidente Dilma Rousseff de que apoia o trabalho da equipe econômica.

"O investidor externo está em lua de mel com o Brasil", disse Olympio durante conferência promovida pelo banco com investidores. Segundo ele, a corretora do Credit Suisse detectou, nas últimas três semanas, um equilíbrio entre os fluxos de estrangeiros e brasileiros para a bolsa, "o que não se via há muito tempo".

De acordo com o banqueiro, o interesse dos investidores estrangeiros não se deve apenas ao fato de que o preço dos ativos brasileiros caiu e ficou mais atraente. Para ele, o movimento recente também decorre de uma aposta em melhorias na economia.

Para Olympio, o novo ministro tem grande credibilidade e reforçou essa boa imagem com sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Alckmin já ameaça cortar totalmente a água em 5 dias da semana.


Vai ser um problemão tomar banho só duas vezes na semana com esse calorão em São Paulo.
 E o vaso sanitário? Não dá para segurar de segunda até sábado as necessidades fisiológicas. Se a família tiver 4 ou mais pessoas, então a coisa vira estado de calamidade na casa.

O comércio, bares, restaurantes, shopping, hotéis, escolas podem passar pelo mesmo perrengue.

O diretor metropolitano da Sabesp (companhia de água e esgoto), Paulo Massato Yoshimoto, em visita a cidade de Suzano, ao lado do governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), aterrorizou a população paulista com um aviso:
"... para reduzir 15 metros cúbicos por segundos no Cantareira precisaria de um rodízio de dois dias com água por cinco dias sem água. Se for necessário, para não chegar no zero na represa, não ter mais água nenhuma para distribuir, lá no limite, se as obras não avançarem na velocidade que estamos planejando, podemos correr esse risco de um rodízio drástico”, disse.
Ou seja, há o sério risco de cada casa ter água só dois dias na semana e nos outros cinco dias a água ficar cortada. Isso, para não ficar os 7 dias sem água com o Cantareira totalmente seco.

E o governador tucano falou na campanha eleitoral que a população podia ficar tranquila que estava tudo sob controle e garantiu que não haveria racionamento. Só se for para ele e a sua família.

Eis a reportagem da TV Record:

Dilma "incorporou" Lula no excelente discurso. Só faltou um recado contra sonegadores.


No discurso da presidenta Dilma que abriu a reunião ministerial de terça-feira (27), se alguém tinha dúvidas sobre os compromissos do governo dela com a inclusão social, distribuição de renda, geração de empregos, direitos trabalhistas e desenvolvimento social e humano, ela eliminou estas dúvidas.

Para Dilma o ajuste fiscal não é nenhuma guinada política, nem desvio de rumo, é apenas uma ferramenta necessária de usar momentaneamente para reequilibrar as contas, uma das condições para ter recursos para continuar o projeto implantado no governo Lula desde 2003, que ela segue e vai continuar seguindo.

O desequilíbrio nas contas públicas ocorreu após os esforços feitos nos últimos anos de crise com desonerações e incentivos para geração de empregos e crescimento, que deu resultados até aqui, evitando recessão e desemprego, mas deu sinais de esgotamento em 2014, necessitando reequilibrar. Entretanto, segundo Dilma, as metas estabelecidas foram dimensionadas para surtir efeito na queda de juros e da inflação até o fim do ano, na retomada do crescimento e geração de empregos, mas não são drásticas a ponto de provocar recessão nem desemprego.

Dilma citou casos de sucesso da economia brasileira e medidas de estímulo à produção e a exportação que estão sendo preparadas.

O conteúdo do discurso ficou até parecido com os discursos do presidente Lula.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Gasolina do Aécio seria R$ 4,07 seguindo o padrão tucano de FHC.


Durante os governos Lula e Dilma, o preço da gasolina subiu bem abaixo da inflação.

Corrigindo pela inflação o preço médio pago na bomba nos postos do Brasil em dezembro de 2002, fim do governo tucano de FHC, corresponde ao valor de R$ 4,07 o litro.

Os dados são apurados na pesquisa de preços feita pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e corrigidos pelo IPC-A (IBGE). O preço é a média cobrada em milhares de postos de todo Brasil, lembrando que uns cobram mais e outros menos.

No fim do governo Lula, em dezembro de 2010, o preço da gasolina na bomba, em dinheiro de hoje, corrigido pela inflação, corresponde a R$ 3,33, bem abaixo do padrão tucano.

No fim do primeiro governo Dilma, em dezembro de 2014, o preço médio estava mais baixo ainda, ficando em R$ 3,03.

Em fevereiro entrará em vigor um acréscimo de impostos de R$ 0,22 sobre a gasolina. Mesmo que os postos repassem integralmente este valor para o preço final (nem todos repassarão tudo), o preço médio ficará em cerca de R$ 3,25, ligeiramente menor do que o preço no fim do governo Lula, e bem abaixo do preço tucano de 2002.

No momento em que precisou adotar medidas anticíclicas e manter a inflação dentro da meta, Dilma chegou a zerar a CIDE (espécie de imposto regulador sobre o preço da gasolina), que agora está sendo reposta porque em 2014 a arrecadação ficou abaixo do esperado, por diversos fatores externos ao governo, como o terrorismo econômico praticado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e por especuladores, com a consequente retração de investimentos por empresários em ano eleitoral, mesmo com as desonerações, incentivos e alguns subsídios à produção.

Além disso, a volta da CIDE ajuda a resolver outros problemas importantes mais à frente. No curto prazo, neste ano de 2015, contribui para a queda dos juros até o final do ano, ao contribuir para o superavit primário. Também torna o preço do álcool mais competitivo com o da gasolina. Mais adiante, a arrecadação da CIDE pode ser usada para investimentos no transporte público, como proposto pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Vamos ser críticos, sim, mas vamos ser justos ao avaliar as medidas como elas realmente são, e avaliar quando são necessárias e até imprescindíveis ou quando são apenas questão de escolha política.

Ninguém gosta de aumento na gasolina, mas este não faz parte de nenhum "saco de maldades" como diz o PIG.

Consumidor de São Paulo vai à Justiça contra Alckmin para garantir água


Uma moradora da periferia de São Paulo conseguiu recentemente na Justiça a garantia de que não terá mais o fornecimento de água interrompido na sua residência pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Ela alegou no processo que as torneiras de sua casa ficavam secas diariamente desde o dia 26 de maio das 20h30 às 5h30, apesar de estar com o pagamento de suas contas em dia. Segundo a ação, ela não tinha caixa d'água na residência, o que a deixava sem reservas.

Apesar de não haver um racionamento de água formalmente instituído pelo governo do Estado de São Paulo, consumidores cansados das constantes interrupções no fornecimento têm recorrido à Justiça para entrar com medidas para garantir o abastecimento.

As sentenças em torno da falta d'água mostram que esta é uma crise de longo prazo em parte do Estado de São Paulo, que há de fato racionamento de água em algumas localidades - inclusive em alguns bairros periféricos da cidade de São Paulo - e que existem sim responsáveis, o que envolve desde as próprias concessionárias como também as autoridades públicas.

Brasil mandou energia elétrica para a Argentina na 2a feira



 O Brasil enviou 200 megawatts (MW) para a Argentina na tarde da segunda-feira, por solicitação do operador do sistema elétrico argentino, a Cammesa, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta terça-feira.

Segundo o ONS, o intercâmbio de energia do Brasil para a Argentina, de cerca de 17 MW médios, ocorreu das 15h05 às 17h14 em função da redução não programada da disponibilidade de geração naquele país.

O intercâmbio ocorreu em um dia em que o total de carga de energia no sistema elétrico interligado brasileiro ficou abaixo do esperado, a 69.772 MW médios.

Na semana passada, a Argentina enviou energia para o Brasil por dois dias seguidos, para reforçar o fornecimento do sistema elétrico brasileiro.

O ONS e a Compania Administradora del Mercado Mayorista Eletrico (Cammesa) da Argentina assinaram em 1 de janeiro de 2006 um acordo que permite, em situações especiais, troca de energia entre os países, a ser compensada em função de acerto direto entre os dois operadores.

Além da Argentina, o Brasil dispõe de interligações de seu sistema elétrico com Uruguai e Paraguai. O intercâmbio ocorre nas situações em que há folga de recursos energéticos e de geração em um país e necessidade em outro, ou para atender a emergências. Agência Reutrs

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MPF desmente 'Folha' e 'O Globo', mas não afasta ideia de que crime pode compensar


O Ministério Público Federal (MPF), muitas vezes acostumado a abrir investigações a partir de "reporcagens", sentiu na própria pele o efeito das mentiras dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo. Que publicaram em manchetes que Alberto Youssef poderia ganhar "comissão" de R$ 10 milhões (na manchete da Folha) a R$ 20 milhões (segundo O Globo).

 Os jornais afirmaram que o MPF daria ao doleiro 2% de comissão sobre o dinheiro sujo que ele ajudasse a recuperar. A sensação de quem leu foi de que o crime compensa para inescrupulosos e o desfecho penal, em vez de dissuadir o cometimento desse tipo de crime, serviria para incentiva...Continue lendo aqui

País pode ganhar mais 43 partidos


O número de partidos com pedido de criação nos tribunais regionais eleitorais dos estados ultrapassa 40. Mas a soma pode ser ainda bem maior. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem todos os tribunais disponibilizam esses dados na internet. Além disso, algumas siglas estão registradas em cartório, mas ainda colhem assinaturas para a legalização, fase anterior ao protocolo do pedido de registro nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Legendas como PMB (Partido Militar Brasileiro) e Rede Sustentabilidade já contam com mais de 400 mil assinaturas de eleitores em pelo menos um terço dos estados, conforme exige o TSE.

O tribunal estabelece que o número de firmas de eleitores aptos deve corresponder a, no mínimo, 0,5% dos votos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados, excluindo votos em branco e nulos. O que significa que os partidos devem colher mais de 490 mil assinaturas de apoiadores. Sem as mais de 40 legendas que algum dia tentarão um lugar no cenário político-eleitoral, as críticas já são muitas. Mas, na opinião do cientista político da UFRGS Benedito Tadeu César, o maior problema não é a quantidade de siglas (atualmente, são 32): "Os Estados Unidos têm mais de 100 partidos.

A diferença é que lá os partidos precisam se manter. No Brasil, há tempo de propaganda eleitoral gratuita e os recursos do Fundo Partidário. Isso acaba sendo usado como moeda de troca". O fisiologismo, apontado pelo cientista político, pode ser traduzido no programa de vários partidos que buscam registro. Alguns conseguem amalgamar no mesmo programa pautas claramente progressistas com outras conservadoras. Na maioria, porém, prevalece o discurso de direita, seja ela liberal ou conservadora. Um documento do Partido Militar Brasileiro afirma que o programa Bolsa Família "faz uma geração de pais vagabundos" e coloca sob o rótulo de "esquerda" siglas diversas como PT, PSDB e PMDB.

O Partido Nova Arena, que pretende ser refundado a partir das posições da antiga Arena, também coloca em xeque argumentos sobre o fim das dicotomias entre esquerda e direita. Em suas propostas, a Nova Arena aclara que possui como ideologia "o Conservadorismo, o Nacionalismo, o Empreendedorismo e a Ética, tendo para todos os efeitos a posição de Direita no espectro político bidimensional (Direita e Esquerda) e de terceira alternativa no espectro político tridimensional (Esquerda, Centro e Direita)". O conservadorismo também está nos regimentos internos. No estatuto do Partido Novo, consta que "os mandatos dos membros do Diretório Nacional são de prazo indeterminado, até que o respectivo dirigente atinja 75 anos de idade".

Já o Partido da Mulher Brasileira (PMB), que recolheu mais de 400 mil assinaturas, afirma querer dar mais voz às mulheres. Entretanto, não nega a filiação e a eleição de políticos do sexo masculino. Especialista em Direito Eleitoral e professora da FGV/RJ, Silvana Batini explica que os partidos não estão obrigados a adotar internamente um formato democrático. "O TSE não pode, em princípio, negar registro a um partido que tenha essa cláusula esdrúxula de organização interna. Trata-se de uma pessoa jurídica de direito privado. É muito estranho, mas se pensarmos nas formas de intervenção vertical de diretórios que existem em praticamente todos os partidos, veremos que práticas democráticas não são o forte das agremiações partidárias". - Brasil Econômico

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Francischini (SD), ostenta arma na cintura em programa de TV


No estilo do velho oeste, o secretário de Segurança Pública do Paraná, deputado Fernando Francischini (SD), deu entrevista à TV Tribuna com um saliente revólver na cintura, dando péssimo exemplo jogando contra campanhas de desarmamento para reduzir crimes violentos e letais nas ruas.
Francischini recebeu da Taurus, grupo fabricante de armas, R$ 50 mil para sua campanha em 2010. Durante seu mandato de deputado era apontado como um dos membros da chamada "bancada da bala"....O governador tucano nomeou Francischini secretário de Segurança Pública. Se os problemas com a criminalidade já eram graves antes, depois da nomeação do secretário, as dores de cabeça aumentaram, inclusive com um escândalo político e sexual envolvendo a secretaria....Favores sexuais.....Veja o vídeo e leia a matéria completa aqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Para 42% dos moradores de São Paulo, crise de falta de água é culpa do governador tucano


Para 42% dos moradores da capital paulista, a atual crise de falta de água é consequência da falta de planejamento do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aponta pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (22) pela Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Na opinião de 29% dos entrevistados, a culpa pelo desabastecimento é da falta de chuvas nas represas, e para 15%, faltou planejamento por parte da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas que moram em São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ibope: 2 a cada 3 pessoas dizem ter problemas com falta de água em SP
 Duas a cada três pessoas que moram na capital paulista afirmam que tiveram ou alguém de sua família teve problemas com falta de água nos últimos 30 dias. É o que revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22), feita pelo Ibope a pedido da Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados afirmaram que tiveram (ou alguém da família teve) problemas no abastecimento de água no mês anterior. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em outubro do ano passado, pesquisa Datafolha mostrou que 60% dos moradores da capital diziam ter ficado sem água em casa nos 30 dias anteriores. 

Crise no Alto Tietê faz bairros voltarem a receber água do Cantareira

O agravamento da seca no Sistema Alto Tietê obrigou a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) a suspender o "socorro" prestado a regiões da capital que eram abastecidas pelo Cantareira antes da crise. O objetivo é evitar o colapso do segundo maior manancial paulista. Com o fim da transferência de água, moradores de bairros como Cangaíba, Penha e Tatuapé, na zona leste, voltam para a zona de abrangência do Cantareira, ficando mais expostos a falhas no abastecimento, por causa da redução da pressão, que é mais drástica para quem depende do principal sistema.

Sabesp nega divulgar contratos de empresas que mais consomem água

Embora a Lei de Acesso à Informação determine, já no seu primeiro artigo, que toda a administração pública está sujeita a ela, incluindo "autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades", a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) parece se considerar uma exceção. Desde dezembro do ano passado, a reportagem da "Agência Pública" pede, por meio da legislação, os contratos de Demanda Firme assinados pela companhia com cerca de 500 empresas para o fornecimento de altos volumes de água. Juntas, elas consomem, em média, 1,9 milhão de m³/mês. Agora, em resposta ao recurso da reportagem, a Sabesp alega que as empresas têm direito à privacidade como as pessoas, este estabelecido pelo artigo 5º da Constituição

Eleitores do Alckmin estão decepcionados