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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Envolve PSDB: Denúncia do MPF sobre Lista de Furnas volta à fase de inquérito



Passados dez anos do surgimento das primeiras informações sobre um esquema de corrupção  montado na companhia estatal Furnas Centrais Elétricas em benefício de políticos e partidos - da oposição, sendo maioria do PSDB--, a ação judicial ainda está longe de apontar culpados. Responsável há quase quatro anos pelas investigações, a Polícia Civil do Rio ainda não apresentou conclusões ao Ministério Público do Estado.
Inicialmente atribuição da Justiça Federal, a ação passou para a Justiça do Estado do Rio após a apresentação pelo Ministério Público Federal de denúncia contra 11 acusados, entre empresários, lobistas, dirigentes e funcionários da estatal vinculada ao sistema Eletrobrás. A remessa do processo ao Judiciário fluminense ocorreu em 26 de março de 2012, por determinação do juízo federal.

O caso ficou conhecido como "lista de Furnas" e envolvia políticos supostamente beneficiados com dinheiro desviado da estatal com sede no Rio. A corrupção em Furnas foi citada nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Moura, na Operação Lava Jato. Ambos apontam o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como beneficiário de desvios. Ele nega.

Os documentos do MPF foram enviados à Justiça Estadual e ao Ministério Público Estadual dois meses após a procuradora da República Andréa Bayão ter denunciado 11 pessoas à 2ª Vara Federal Criminal do Rio, em 25 de janeiro de 2012, entre elas o ex-diretor Dimas Toledo, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e o lobista Nilton Monteiro. O juiz Roberto Dantes de Paula, da Justiça Federal no Rio, entendeu que a análise da denúncia competia à Justiça estadual, pelo fato de Furnas ser uma empresa de capital misto. Daí a transferência para a Justiça local.

Desde então, a apuração se arrasta. O caso está na Delegacia Fazendária do Rio desde 4 de outubro de 2012, mas o inquérito - com 26 caixas de documentos - ainda não foi remetido ao MPE. A delegada Renata Araújo disse que aguarda um depoimento, provavelmente em março, para finalizar a investigação. O procurador-geral de Justiça no Estado, Marfan Martins Vieira, não respondeu ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a demora na conclusão do caso.

O desvio de recursos públicos, conforme o MPF, ocorreu na contratação de empresas para realizar obras nas Usinas Termoelétricas de São Gonçalo e de Campos (RJ) e para prestar serviço de assessoria técnica à Furnas. Os valores desviados - R$ 54,9 milhões, segundo o MPF - seriam usados para abastecer campanhas eleitorais -- da Oposição Veja aqui

Pressão

Para a Procuradoria, os desvios eram comandados por Dimas Toledo, então diretor de Planejamento de Engenharia e Construção de Furnas. Em 2003, sob risco de perder o cargo, ele teria elaborado uma relação com nomes de políticos beneficiados pelos desvios, como forma de pressionar o governo a mantê-lo no cargo.

Constam na lista os nomes de 1.556 políticos que fizeram campanha eleitoral em 2002. A autenticidade, contudo, sempre foi contestada pelos citados. O documento veio a público pelo lobista Nilton Monteiro, que chegou a ser preso em Belo Horizonte acusado de estelionato.

A lista de Furnas voltou a ser mencionada em delações da Lava Jato. Youssef e Moura afirmaram que Aécio teria recebido propina proveniente da estatal. Youssef disse ter ouvido do ex-deputado José Janene (PP), morto em 2010, que parte dos recursos desviados de Furnas seria dividida com o senador.Moura afirmou à Justiça que Aécio receberia um terço da propina de Furnas.

A Procuradoria-Geral da República, responsável pela denúncia de políticos com foro, não informou se a apuração iniciada pelo MPF no Rio teve continuidade. O Supremo Tribunal Federal não confirmou se há processo em tramitação neste caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Veja aqui documentos da PF  que provam que a Lista de Furnas e autentica

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Presidente argentino desmarca reunião com Aécio e outros senadores tucanos



O presidente da Argentina, Mauricio Macri, desmarcou a audiência que teria com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no começo deste mês. No momento em que ainda estreita relações com a presidente Dilma Rousseff, ele preferiu não receber a principal liderança oposicionista brasileira na Casa Rosada, no país vizinho.

Além de Aécio, estiveram de viagem marcada para Buenos Aires os senadores Ricardo Ferraço (ES) e Aloysio Nunes (SP). Os dois são do PSDB e fazem parte da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Ferraço comandou a comissão até março de 2015 e Aloysio é seu sucessor desde então.

A audiência foi solicitada por Ferraço após a vitória de Macri nas eleições presidenciais argentinas encerradas em novembro passado. A data do encontro estava marcada para 2 de fevereiro. Os senadores chegaram a acertar detalhes da viagem, como passagens e hospedagens.

No dia previsto, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), telefonou para Ferraço pensando que o senador já estivesse em Buenos Aires. O parlamentar negou qualquer mal-entendido. "Não chegou a ficar confirmado. Nós tínhamos um apontamento, uma perspectiva de que seria dia 2", argumentou Ferraço.

O senador do Espírito Santo disse ainda que a reunião com Macri "irá acontecer a qualquer momento". "Está no nosso radar", completou. Ferraço declarou que a agenda do encontro abordaria "uma pauta que nos últimos anos não foi considerada pelo governo do PT e tampouco por seus aliados da América do Sul".

"A vitória do Macri é um fato novo em torno de um vento bolivariano em toda a América do Sul, presente no Bolívia, na Venezuela e na Argentina. A casa começou a cair pela Argentina", declarou. "Queremos discutir todas as questões relacionadas a política regional, direitos humanos, liberdade de expressão", acrescentou.

Março
Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Aécio Neves - que é também presidente nacional do PSDB - informou que o encontro com Macri deve acontecer no próximo mês. Como Ferraço, ele negou que a audiência com Macri estivesse marcada. Aloysio Nunes afirmou que "houve um problema de agenda" e que o encontro ocorrerá em outra data.

No Palácio do Planalto, assessores da presidente Dilma Rousseff interpretaram como favorável ao governo a decisão de Macri. "Não seria o fim do mundo (a audiência com os tucanos). Mas, de qualquer forma, é um gesto em favor do governo brasileiro", disse um auxiliar direto da presidente.

Dilma e Macri já se encontraram reservadamente duas vezes. Antes mesmo de tomar posse, o argentino fez questão de viajar a Brasília. Ao deslocar-se para o aeroporto, foi levado pessoalmente pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Venezuela
Em junho do ano passado, os senadores mineiro e capixaba integraram uma comitiva de parlamentares brasileiros a Caracas para pressionar o então presidente Nicolás Maduro a libertar presos políticos.

O grupo não conseguiu, no entanto, cumprir a agenda de visita a Leopoldo López, preso por atuar como líder oposicionista. O veículo que os conduzia até o presídio ficou parado em um engarrafamento.

O ônibus com parlamentares brasileiros foi alvo ainda de manifestantes, que aproveitaram o congestionamento para protestar contra a vinda dos brasileiros com gritos como "(Hugo, ex-presidente) Chávez não morreu se multiplicou" e " Fora, fora". As hostilidades começaram logo depois de os senadores deixarem a base aérea venezuelana. Eles alegaram ser alvo de uma "armação", segundo Ferraço.

A visita ao país vizinho tinha o propósito de reforçar o discurso de Aécio, candidato derrotado nas eleições de 2014, de que, a despeito da influência geopolítica do Brasil na América Latina, o governo Dilma estaria sendo "omisso" em relação ao que os tucanos classificam como "escalada autoritária" na região.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Bomba: Mansão de donos da Globo é alvo da Lava Jato no esquema Mossack Fonseca.

Atiraram em Lula e acertaram em cheio na mansão da família Marinho.
Documentos mostram que mansão ilegal de praia da familia Marinho, dona da TV Globo, foi adquirida no mesmo esquema Mossack Fonseca, usando paraísos fiscais, descobertos nas operação Triplo-X e Ararath da Polícia Federal. Leia tudo e veja os documentos oficiais aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Alckmin usou R$ 3,37 mi da Educação em assinaturas de jornais e revistas 'dos amigos'


Governador tentou fechar escolas no ano passado alegando medidas de economia, mas continua usando verbas públicas para pagar – caro – por assinaturas de jornais e revistas da imprensa que não o ataca

No ano de 2015, a empresa O Estado de São Paulo, que publica o jornal O Estado de S. Paulo, recebeu R$ 1.173.910,43 dos cofres públicos paulistas, mais especificamente vindos da Secretaria da Educação, por meio da Fundação para o Desenvolvimento para a Educação (FDE).


Pelos mesmos caminhos, a empresa Folha da Manhã, dona do jornal Folha de S.Paulo, recebeu R$ 1.163.610,83. A Abril Comunicações, da revista Veja, foi aquinhoada com R$ 557.600,40. Para a Editora Globo, publicadora da revista Época, foram R$ 480.548,30. Continue lendo aqui

Juíza rejeita recurso do tucano Azeredo, condenado a 20 anos no mensalão tucano



A juíza Melissa Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, rejeitou na última sexta-feira, 5, o recurso da defesa do ex-presidente do PSDB e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo contra sua condenação a 20 anos e dez meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão tucano.

A defesa de Azeredo entrou com embargos de declaração, recurso que questiona aspectos da decisão da juíza, no dia 25 de janeiro, pouco mais de um mês após a sentença que condenou o ex-governador. Como o caso tramita em primeira instância, o tucano recorre em liberdade e continua trabalhando para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

No recurso, a defesa aponta que a magistrada teria omitido declarações de testemunhas que inocentariam o ex-governador mineiro tucano além de ter sido omissa em relação ao processo movido pelo Ministério Público contra o lobista Nilton Monteiro, que no decorrer das investigações do escândalo apontou que o tucano teria desviado dinheiro por meio do valerioduto - esquema que utilizava as empresas de publicidade de Marcos Valério

"Quanto à suposta omissão aos depoimentos dos 'corresponsáveis' (expressão utilizada pela Defesa), verifica-se que, a fim de se evitar prejulgamentos, deve-se evitar a menção aos corréus na sentença de processo ao qual não pertencem. Ainda que assim não fosse, as declarações dos corres foram transcritas na sentença", afirma a juíza Melissa Costa Lage ao rejeitar os argumentos da defesa, que ainda aponta que há um capítulo inteiro na sentença de 125 páginas sobre a investigação contra Nilton Monteiro.

"Em relação à citação parcial dos depoimentos das testemunhas, não há que se falar em qualquer omissão, uma vez que o magistrado não é obrigado a mencionar todas as provas produzidas integralmente, mas tão somente aquelas necessárias ao seu convencimento", segue a magistrada. Como mostrou a reportagem, na dura sentença que levou à condenação de Azeredo, a juíza aponta uma série de "mentiras" do ex-governador.

Procuradoria-Geral

Em fevereiro de 2014, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a condenação de Azeredo, que à época era deputado federal, a 22 anos de prisão pelo seu envolvimento no desvio de ao menos R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para o caixa 2 da campanha à reeleição do tucano ao governo de Minas em 1998. O parlamentar, no entanto, renunciou ao cargo de deputado e, pela perda de foro privilegiado, o processo foi enviado à primeira instância da Justiça estadual em Minas Gerais.

Segundo a denúncia, o desvio ocorreu por meio das empresas de publicidade de Marcos Valério Fernandes de Souza, que atualmente cumpre pena de 37 anos de prisão imposta no julgamento do mensalão do PT.

O tucano, segundo a acusação, utilizou recursos que iriam para eventos para abastecer caixa 2 de campanha. Na sentença, a juíza afirma ter sido criada "uma organização criminosa complexa, com divisão de tarefas aprofundada, de forma metódica e duradoura". A reportagem não conseguiu contato com o advogado do tucano.Estadão

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Em quatro anos, "Jornal Nacional" perde 28% de seu público



Apenas entre 2012 e 2015, o "Jornal Nacional", perdeu 28 em cada 100 telespectadores que antes acompanhavam ao telejornal da Globo todas as noites em todo o Brasil.

A queda de audiência, apontada por dados consolidados obtidos por esta coluna, mostram que a participação do "JN" no universo de TVs ligadas, nas 15 principais regiões metropolitanas do país, caiu de 53,7% em 2012 para 38,9% no ano passado.

Em pontos, no Painel Nacional de Televisão, o "JN" caiu de uma média de 31,8 pontos em 2012 para 24,8 pontos no ano passado. Cada ponto no PNT equivale a cerca de 240 mil domicílios.

O telejornal da Globo ainda é líder inconteste de audiência no país, mas, ano após ano, vem perdendo público e importância.

Dez ou 15 anos atrás era impensável a qualquer pessoa que quisesse ser bem informada deixar de assistir ao "JN". O resultado atual mostra mudança clara nesse quadro.

Vale dizer também que o "JN" está perdendo público para seus concorrentes diretos: por exemplo, desde 2012, o share do "Jornal da Record" cresceu 91% (de 10,4% para 19,8%). O telejornal do SBT  também cresceu 3%; já o "Jornal da Band" percentualmente cresceu 49% em seu share desde 2012: de 2,3% para 3,5%.

No horário do "JN" também a participação da TV paga disparou nos últimos quatro anos: passou de 13,3% para 20,5% em 2015. Da Coluna de Ricardo Feltrin

TV Globo tem fracasso retumbante em 2015: Faturamento despenca 7%.


Os negócios da TV Globo vão de mal a pior. Em 2015 o faturamento caiu 7%.

É isso mesmo: a TV Globo faturou 7% a menos em 2015 do que faturou em 2014.

Note que o desempenho é muito pior do que o do PIB brasileiro. Não é só a economia brasileira como um todo que afetou a Globo. É o mau desempenho financeiro da própria Globo que entra na conta para derrubar o PIB do Brasil.

O estudo que chegou a este número foi feito pela própria emissora e divulgado pelo colunista Daniel Castro.

A TV aberta como um todo, incluindo todas as outras emissoras, foi pior ainda: queda de 8,5% no faturamento. O mercado publicitário como um todo (incluindo internet, revistas e jornais) retraiu 11%. Não foram divulgados os números em separado, mas é certo que o péssimo desempenho dos jornais, revistas e tv não pode ser confundido com o desempenho muito melhor do meio internet.

Em um cenário que pode ser considerado otimista, a emissora prevê "crescimento" zero em 2016. Isso contando com o incremento extra das cotas de patrocínio das Olimpíadas.

Na minha opinião a emissora está sendo otimista demais, mesmo considerando que a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. O faturamento da tv continuará caindo ladeira abaixo. Por vários motivos:

1) A banda larga vai se expandir com crise ou sem crise. As teles estão perdendo receita na telefonia de forma acelerada e precisam desesperadamente vender mais e mais banda larga, que é o que os clientes querem comprar. A operadora de telefonia que não fizer isso, quebrará. E quanto mais banda larga, menos audiência terá a Globo.

2) Como se não bastasse a Netflix tirar audiência da tv, a empresa indiana Dish Flix está vindo para o Brasil dizendo que terá preços abaixo da Netflix. Na Índia oferece pacotes de filmes descarregados por mini-parabólicas de satélite (sem precisar de banda larga) pelo equivalente a R$ 6,00 por mês. Vai mexer com o mercado de tv paga e tv aberta.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

JN esconde, a gente mostra: Hotéis, portos e voos lotados no carnaval.

Como a TV Globo é uma espécie de mosquito do zika vírus para espalhar crise econômica na cabeça do brasileiro, provavelmente você não verá essa notícia no Jornal Nacional, ou se ver será sem destaque.

A lotação dos hotéis no carnaval está maior neste ano do que no ano passado. Isso é crescimento da atividade econômica no setor.

Em Salvador (BA), os últimos números apurados já davam 95% de ocupação (maior do que no ano passado), e a rede hoteleira esperava chegar a quase 100%.

Em Fortaleza (CE) os números divulgados antes do início do carnaval também teve um aumento de 5,1% na ocupação em relação ao ano passado. Às vésperas do carnaval a ocupação atingia 88,9%. Com os turistas de última hora, o número deve ter aumentado. No interior do Ceará a ocupação era maior ainda. Canoa Quebrada estava com 94,8% de ocupação, seguida por Jericoacoara (93,6%), Porto das Dunas/Prainha (93%), Guaramiranga (88%), Cumbuco (86%) e Praia das Fontes/Morro Branco (82,9%).

No Rio de Janeiro, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis-RJ, na semana passada a média de ocupação na capital também teve um crescimento em relação ao ano passado, atingindo 82,20%. No interior o crescimento foi 3,35% com ocupação de 95%.

Por que a Globo espalha crise? Sem crise, a banda larga quebra a Globo mais cedo.


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Por que a TV Globo faz uma programação sinistra que só fala em crise, crise e crise? A crise existe, mas o noticiário da Globo é excessivamente pessimista, acima do tom, ocultando as notícias boas, que também existem.

Por exemplo: a banda larga fixa cresceu 6,7% no ano passado, fechando o ano com 25,6 milhões de acessos fixos (quase 40% dos domicílios brasileiros). A banda larga móvel teve um crescimento maior ainda: 14% em relação ao ano anterior com 191,8 milhões de acessos. Isso no pior ano da crise. Imagine o crescimento que terá neste ano em que a economia e o emprego já começa a dar sinais de melhora.

A propaganda exagerada que a Globo faz da crise provoca desânimo em pequenos empresários para iniciarem ou expandirem seus negócios e provoca medo nos consumidores, e isso também atrapalha a economia retomar o crescimento.

A Globo espalha o "vírus da crise" igual o mosquito Aedes Egypt espalha o Zika.

Um supermercado pequeno aqui perto de casa, ficou com algumas prateleiras vazias na virada de ano porque vendeu mais do que esperava e ficou sem estoque. Ou seja, fez projeção pessimista e acabou perdendo vendas.

Tá certo que a história da emissora sempre foi golpista e a propaganda do "quanto pior, melhor" se encaixa no golpe para derrubar um governo trabalhista e popular, mas seus donos não costumam rasgar dinheiro, e a crise tem afetado o faturamento da emissora.

Os últimos números disponíveis, do primeiro semestre de 2015, mostram que as TVs abertas sofreram uma queda dramática de receitas vindas de anunciantes: -7,2%.

Acho que tem uma explicação. Com a crise a Globo sente essa decadência aí, com o meio TV aberta perdendo cerca de 7% em receitas. Sem crise, a banda larga chega mais rápido a mais lares, fazendo a TV perder mais audiência ainda para o Netflix, para o Youtube, para as redes sociais.

Ou seja, para a Globo não quebrar mais cedo, depende do brasileiro mais pobre não melhorar de vida para não ter banda larga. Mais um motivo para os brasileiros que querem prosperar e ver o Brasil prosperando não assistirem a urubulogia da Globo.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Agora vai: MP descobre que D. Marisa comprou pão na padaria.

Só falta a piada de perguntar: "D. Marisa, a senhora tem algum álibi para justificar ter comprado pão e não brioches nesta padaria?"

Quando me contaram achei que era piada do "sensacionalista", mas está escrito no jornal "Estadão":
“A chegada da Lava Jato mudou a rotina do bairro do Portão, em Atibaia, limite entre a cidade e a área rural onde fica o sítio usado pelo ex-presidente. Vizinhos e comerciantes da região têm sido questionados pelos procuradores do Ministério Público Federal sobre a frequência das visitas, rotina e companhias do petista no local.
(...)
Duas atendentes da padaria Iannuzzi, que fica no acesso ao sítio, dizem que a ex-primeira-dama Marisa Letícia comprava no local.
Do jeito que está publicada essa notícia, ridiculariza o Ministério Público Federal. Se o jornalão está falando a verdade é estarrecedor. Além de assustador porque quem fazia esse tipo de coisa era o aparelho de repressão da ditadura.

O blog Tijolaço acertou na mosca em comparar com táticas da gestapo.

A sorte é que nós, do povão, lemos a notícia diferente dos coxinhas: "Puxa vida, como a família de Lula é simples. D. Marisa, uma ex-primeira dama de uma das maiores economias do mundo, compra pão nessa padaria".

Imitando o José Simão:
Só falta agora aparecer um Dr. Zé Maria Antonieta para perguntar:
.
"D. Marisa, a senhora tem algum álibi para justificar ter comprado pão e não brioches?"
Em tempo: hoje o jornal do papel higiênico "descobriu" que tem dois daqueles pedalinhos no sítio que a família de Lula frequenta, provavelmente usado pelas crianças. Outro "escândalo" (com ironia por favor) que só comprova os hábitos simples. Aliás as fotos são outra decepção para os que querem "pegar Lula": há ausência total de luxo.

O cerco a Lula...Uma visita ao sítio





A renovada notícia sobre obras em um sítio que a família de Lula frequentaria, na paulista Atibaia, dá oportunidade à recuperação de dois casos reais da afinidade rural comum a presidentes e empreiteiros. Embora um caso se passasse na ditadura e outro na democracia, a discrição que os protegeu teve a mesma espessura.

A ótima localização de um sítio em Nogueira, seguimento de Petrópolis, não chegava a compensar o aspecto simplório dada à área, nem a precariedade da casa. Em poucos meses, porém, acabou o desagrado do general-presidente com as condições locais. O terreno foi reurbanizado, a casa passou a ser um moderno bangalô de lazer. Surgiram piscina, uma pista de hipismo, estrebaria, estacionamento e um jardim como as flores gostam. Uma doação da empreiteira Andrade Gutierrez ao general Figueiredo, então na Presidência.

Em poucos anos de novo regime, a Andrade Gutierrez podia provar que sua generosidade não padecia de pesares nostálgicos. Proporcionou até uma estrada decente para a fazenda em Buritis, divisa de Goiás e Minas, que o já presidente Fernando Henrique e seu ministro das Comunicações e sócio Sérgio Motta compraram em operação bastante original. Como a democracia tem inconvenientes, dessa vez a estrada foi guarnecida de um pretexto: era só dizer que serviria a uma área que a empreiteira comprara ou compraria na mesma região.

O sítio que não é de Lula, mas recebeu-o em visitas injustificadas para a imprensa e depois para a Lava Jato, entrou nas fartas suspeições de crime quando "Veja" e logo Folha noticiaram, em abril do ano passado: a OAS de Léo Pinheiro "realizou uma reforma em um sítio a pedido do [já] ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", área de 173 mil m² dos sócios de um filho de Lula.

A descoberta desse fato deu-se, disse a notícia, nas "anotações feitas por Léo Pinheiro no Complexo Médico Penal, em Curitiba". Mas, como ninguém da Lava Jato falou nada, os jornalistas calaram o assunto por sete meses. Ou até que, em novembro, a opinião pública foi blindada com a aparente notícia de que "a Polícia Federal investiga se a OAS beneficiou a família do ex-presidente" Lula "ao pagar por obras" no sítio "frequentado pelo petista e seus parentes". Mas a obra deixara de ser "realizada" pela OAS para ser apenas "paga" pela empresa.

Nove meses depois da revelação, o sítio reaparece, ainda sem um esclarecimento da Polícia Federal e da Lava Jato: não houve delação a respeito, logo, só se investigassem. Nem por isso faltam novidades: sumiram a OAS e Léo Pinheiro e entrou a Odebrecht, empreiteira da moda. Citada por uma senhora vendedora de material de construção e um carpinteiro, com alegada base em alguns recebimentos que tiveram. E a tal anotação de Léo Pinheiro, que falava em OAS? Outra tapeação?

Figuras imaculadas, deve ter sido para não ver os seus novos bens em tal protelação e barafunda que Figueiredo, Fernando Henrique e Sérgio Motta preferiram que ninguém soubesse deles. Mas o sítio de Atibaia mostra bem o quanto fatos relevantes, pelas suspeitas-já-acusações que os utilizam, estendem consequências no tempo e confundem a indefesa opinião pública.

Como o sítio de Atibaia, há muitos fatos e circunstâncias, não só da Lava Jato, na atualidade brasileira. Artigo de Janio de Freitas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Cade o dinheiro?:Obra da Coaf que obteve R$ 384 mil do governador tucano está parada


 Apontada pelo Ministério Público de São Paulo como carro-chefe do esquema de fraudes na venda de produtos para merenda escolar investigado pela Operação Alba Branca, a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) fechou em junho de 2013 com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) um contrato de R$ 1,2 milhão para a aquisição de caminhões e construção de uma packing house - unidade de processamento de legumes e frutas -, na margem da rodovia Armando Salles de Oliveira, próximo ao assentamento Reage Brasil, na cidade de Bebedouro (SP). A obra, iniciada somente no ano passado, porém, ainda está inconclusa.

O governo se comprometeu a pagar R$ 800 mil e a cooperativa R$ 400 mil. A obra deveria ser feita em um terreno de 10 mil metros quadrados que foi doado à Coaf em 2013 pela prefeitura de Bebedouro.----  O prefeito de Bebedouro Fernando Galvão Moura (DEM)- que é aliado do governador tucano Geraldo Alckmin.A estrutura metálica chegou a ser montada e a cobertura adquirida, mas não instalada.

A obra faz parte do projeto microbacias II, do governo tucano de São Paulo, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Suspenso

Do total previsto de R$ 800 mil, a Secretaria de Agricultura repassou à Coaf 49% do valor - R$ 384 mil. Ainda segundo a assessoria do governo, não há previsão para a conclusão da obra. Apontado pela Alba Branca como suposto chefe da "máfia da merenda", o executivo Cássio Chebabi, ex-presidente da Coaf, decidiu colaborar com a Justiça depois de ter a prisão preventiva decretada.

Em depoimento, ele apontou aos investigadores da operação os nomes do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), e do secretário estadual de Logística e de Transportes Duarte Nogueira, como supostos beneficiários de uma propina de 10% sobre contratos da Secretaria de Estado da Educação no governo Geraldo Alckmin (PSDB).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Propina da merenda para os tucanos em SP foi 'farra com dinheiro público', afirmam delegados


O esquema, diz a polícia, se aproveitou da legislação federal que estipula e prevê incentivos para compra de até 30% de produtos da merenda escolar de pequenos produtores rurais


Reportagemn do jornal O Estado de São Paulo dessa quinta feira, informa que, os delegados que atuam na Operação Alba Branca afirmam que o esquema mantido pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) na venda de produtos para a merenda escolar no governo do Estado de São Paulo e em prefeituras paulistas era "uma verdadeira farra com o dinheiro público".

O termo consta do pedido de prisão de sete pessoas ligadas à cooperativa, de Bebedouro (SP), assinado pelos delegados da Polícia Civil Mario José Gonçalves, Paulo Roberto Montelli e João Vitor Silvério. O documento foi a base para deflagração da Alba Branca, em 19 de janeiro, que investiga esquema de fraudes em contratos do governo do Estado e de 22 prefeituras.

O esquema, diz a polícia, se aproveitou da legislação federal que estipula e prevê incentivos para compra de até 30% de produtos da merenda escolar de pequenos produtores rurais.

A representação dos delegados aponta que o esquema envolvia propinas, chamadas pelos investigados de "comissões", que giraram entre 10% e 20% em contratos com governo estadual e prefeituras para fornecimento de produtos para merenda, como suco de laranja e arroz. A Coaf participava das chamadas públicas simulando disputa com outras cooperativas ligadas a ela, combinando preços, que eram superfaturados. Para garantir os contratos com governo e prefeituras, era feito o acerto de "comissões".

"Tais valores, via de regra, são entregues em dinheiro ao representante do órgão público participante do esquema, no caso, alguém que funcionava como um 'lobista'", informa o relatório da Alba Branca.

Apreensão

Com base em horas de escutas telefônicas e nos depoimentos de pelos menos seis funcionários da Coaf, incluindo o presidente da entidade, Cássio Chebabi, a investigação detalhou como eram feitas as entregas de pacotes de dinheiro, depósitos em contas e acertos em postos de combustível às margens de rodovias.

No documento, a Polícia Civil aponta que foi identificada a "entrega de valores, sendo uma no valor de R$ 130 mil, uma segunda de R$ 80 mil e, uma terceira, que iria ser efetuada no valor de R$ 95 mil".

Considerada pela Alba Branca "importante prova material da efetiva existência dessa organização criminosa", a polícia apreendeu R$ 95,6 mil reais em notas de R$ 50 e R$ 100, no dia 9 de janeiro, em Taiuva - vizinha a Bebedouro, sede da Coaf.

O dinheiro seria a propina paga a Marcel Ferreira Julio, filho do ex-deputado Leonel Julio, que atuaria como lobista que fazia a ligação entre a Coaf e os agentes públicos do governo do Estado e das prefeituras. Ele está foragido e foi flagrado nas escutas feitas pela operação com autorização judicial e teve seu nome citado.

Será que a Policia Civil de São Paulo vai mandar prender tucano?
 

Em uma repetição nada farsesca da história, o fornecimento de alimentos para escolas do Estado de São Paulo se vê mais uma vez envolto em suspeitas de corrupção.

Sete anos após se tornar conhecida a chamada máfia da merenda, a Polícia Civil e o Ministério Público investigam um novo esquema de pagamento de propina no setor. Como em tantos outros escândalos, agentes públicos receberiam dinheiro para garantir negócios com o Estado –no mais das vezes, contratos superfaturados.

Deflagrada no dia 19 de janeiro, a Operação Alba Branca prendeu seis dirigentes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), na cidade de Bebedouro (perto de Ribeirão Preto). Em depoimento, os funcionários afirmaram que o esquema envolvia 22 cidades e a Secretaria da Educação do Estado.

De acordo com eles, beneficiaram-se das fraudes os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e os deputados estaduais Luiz Carlos Gondim (Solidariedade) e Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

As investigações também atingem figuras do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Foram citados Duarte Nogueira, secretário de Transportes e ex-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Fernando Padula e Luiz Roberto dos Santos, até dias atrás chefes de gabinete da Educação e da Casa Civil, respectivamente (ambos já exonerados).

Os personagens refutam participação no caso, mas os indícios contra Santos e Padula, por exemplo, não se restringem aos depoimentos. O primeiro foi flagrado em conversas telefônicas comprometedoras, e nelas houve menções explícitas ao nome do segundo.

Um episódio relatado por Cássio Chebabi, ex-presidente da Coaf, reforça as suspeitas. Ele diz que, em 2013, após a cooperativa vencer chamada pública de R$ 8 milhões para fornecer suco de laranja a escolas paulistas, o contrato foi cancelado sem maiores explicações.

Em seguida, um lobista que se apresentava como representante do deputado Fernando Capez teria acenado com a possibilidade de destravar o contrato em troca de propina. Oferta aceita, a Coaf venceu a nova chamada pública realizada meses depois.

A Secretaria da Educação não explica o cancelamento da primeira chamada, o que apenas alimenta a desconfiança em torno do assunto.

As apurações ainda são incipientes, mas não será surpresa se elas revelarem um esquema de desvios para abastecer campanhas eleitorais –e o governador Geraldo Alckmin, que pretende disputar a Presidência em 2018, precisará lidar com um escândalo de corrupção em seu próprio quintal.

Globo, Folha, Estadão mentem: todos são clientes do dono do sítio frequentado por Lula.

A prova de que Globo, Folha/Uol e Estadão estão enganando de má fé seus leitores/telespectadores. 
http://www.golgrupo.com.br/Gol_Mobile.html
Sorria, você está sendo enganado pela Globo, Folha e Estadão em seu jornalismo desonesto e de má fé.

Todos eles fingem que não sabem quem é Jonas Suassuna, um dos donos do sítio de Atibaia frequentado pelo presidente Lula. Noticiam como se ele pudesse ser "laranja", e que Lula pudesse ser o "dono".

Pois mentem descaradamente, sabendo muito bem que ele não é nenhum laranja e que Lula não é o dono. Suassuna é empresário bem sucedido que tem como cliente todos estes jornais, revistas e tvs.

Ontem nós falamos que a Globo o conhece muito bem, pois sua empresa, a Editora Gol é licenciada para editar e vender os fascículos e DVD's da Fundação Roberto Marinho. Vendeu inclusive para os governos Alckmin, de Aécio e Anastasia, para a prefeitura do Rio, etc.

Mas não é só a Globo que o conhece muito bem. Sua empresa também faz aplicativos para celulares:

- Placar UOL (mesmo grupo da Folha de São Paulo)

- UOL Fórmula 1;

- Estadão eleições (do jornal O Estado de São Paulo);

Aliás as relações comerciais do Grupo Globo com Jonas Suassuana vão além da Fundação Roberto Marinho. Sua empresa fez aplicativos para celulares para o jornal "O Globo" e a revista Época:

- O Globo, eu repórter;

- O Globo em fotos;

- Guia Época SP;

- Globo ecologia.

Não sou advogado para dar opinião especializada, mas acho que isso é prova de que o que o Jornal Nacional, a revista Época, a Folha e o Estadão estão fazendo é pura campanha de difamação, nada tendo a ver com jornalismo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Piada pronta: "Folha" corta custos até no papel higiênico.


Jingle bell, jingle bell
acabou o papel
não faz mal, não faz mal,
limpa com jornal...

A notícia você já deve ter lido:

O Portal Imprensa noticiou que o jornal "Folha de São Paulo" está demitindo pelo menos um jornalista em cada editoria, e os escolhidos são os mais experientes (traduzindo: os que tem maiores salários), cortou todos os estagiários, e já vem cortando custos, passando a cobrar dos funcionários o cafezinho servido nas máquinas da empresa, bem como reduziu a qualidade do papel higiênico nos banheiros.

Merece até musiquinha:

Máfia da merenda, distribuía suco de laranja em eventos do governador tucano



Cássio Chebabi,  que está sob investigação da Operação Alba Branca, tinha um hábito. Como presidente da cooperativa Coaf ele frequentava eventos públicos ao lado do governador tucano Geraldo Alckmin  de São Paulo, nas cidades da região de Ribeirão Preto, e distribuía generosamente caixinhas de suco de laranja - um dos principais produtos vendidos a preços superfaturados pela cooperativa Coaf para compor a merenda escolar de administrações municipais.

Numa dessas festas políticas, no dia 28 de abril de 2014, em Bebedouro, ele estava ao lado do  governador Geraldo Alckmin e no prefeito do município, Fernando Galvão. Alguém da própria equipe de Chebabi fotografou o momento de confraternização - o tucano aparece sorridente entre o prefeito e Chebabi, estes dois exibindo caixinhas do suco.
 Na ocasião, Alckmin inaugurou o posto do Poupatempo e Ciretran de Bebedouro. O evento ocorreu na Praça Barão do Rio Branco, centro da cidade.

O presidente da Coaf teve prisão decretada pela Justiça por suspeita de liderar esquema da fraude na merenda escolar. Ele se teria infiltrado em pelo menos 22 administrações municipais, inclusive Bebedouro, perto de Ribeirão Preto, e também mirava em contratos da Secretaria da Educação de Alckmin.

Alba Branca cita deputados estaduais e federais supostamente ligados a integrantes da organização. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo Fernando Capez (PSDB) é alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça. Ele nega taxativamente envolvimento com o grupo de Chebabi.

A operação foi deflagrada na manhã de 19 de janeiro. Dois dias depois, Chebabi apresentou-se e confessou como funcionava o esquema da merenda. Segundo ele propinas de até 20% sobre o valor dos contratos com as prefeituras eram distribuídas pelo lobista Marcel Ferreira Júlio, filho do ex-deputado Leonel Júlio, do antigo MDB.

Marcel está foragido. Ele caiu no grampo da Alba Branca em diálogos frequentes com Luiz Roberto dos Santos, o 'Moita', que até um dia antes da deflagração da operação ocupava a cadeira de chefe de gabinete da secretaria da Casa Civil de Alckmin. Relatório da Alba Branca mostra que 'Moita' operava 'do Palácio' com a quadrilha da merenda. Ele ocupava uma sala da Casa Civil - instalada no Palácio dos Bandeirantes -, comandada por Edson Aparecido.
As informações são do Estadão

Perseguição política: MST, CUT e UNE farão ato em apoio a Lula no dia 17



Movimentos populares como MST, CUT e UNE farão um ato em defesa do ex-presidente Lula no dia 17, quando Lula, que esta sendo perseguido politicamente  prestará depoimento em São Paulo, na condição de investigado, sobre um apartamento tríplex no condomínio Solaris, em Guarujá, litoral paulista.

A manifestação deve ser feita em frente ao Fórum da Barra Funda, na capital, onde Lula e sua esposa, Marisa Letícia, serão ouvidos, depois de intimação do promotor de Justiça de São Paulo Cássio Conserino. O Ministério Público de São Paulo investiga a transferência de prédios inacabados da Bancoop - cooperativa do Sindicato dos Bancários que se tornou insolvente

O  líder do MST, João Pedro Stédile,  disse que Lula é alvo de um linchamento midiático. "O verdadeiro objetivo não é prender Lula, porque ninguém saberia as reações do povão. Se ele tivesse cometido algum crime passível de prisão, já estaria preso. Há uma tentativa de desmoralizar o ex-presidente aos olhos da massa desinformada para impedir sua candidatura de Lula em 2018", afirmou. "E já estão conseguindo". Stédile citou pesquisa Ipsos, divulgada na segunda-feira, que indica que 67% dos entrevistados consideram Lula tão corrupto quanto outros políticos. A popularidade dos partidos políticos também foi aferida na pesquisa. O PT ainda é o mais popular, com 6% das preferências. Já os partidos  PMDB e PSDB, tem  4% de preferência .

A maioria, 82% dos entrevistados, disse não ter um partido preferido

Stédile disse  que Lula tem a solidariedade do MST e  que o ex-presidente ainda é a principal liderança popular do país. "Ele tem o direito de disputar em 2018", disse.

Os movimentos populares, unidos na Frente Brasil Popular, devem reforçar o apoio a Lula em atos que serão realizados em março, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.