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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Porque Dilma ganhou e Marina perdeu o debate no SBT.



Nos debates quem se sobressai são os candidatos nanicos. Sem nada a perder podem falar o que bem entendem, e acabam roubando a cena de vez em quando. Mas não mudam votos de forma significativa. Eduardo Jorge e Luciana Genro atiraram contra todos os três principais candidatos, indistintamente. Dilma e Aécio são menos atingidos, porque as críticas contra eles já são conhecidas. Marina foi quem mais perdeu com esta estratégia. Levy Fidelix atacou Marina e Dilma, trocando gentilezas com Aécio. Pastor Everaldo focou muito no que sempre repete: segurança pública e família, aparentemente tentando pegar votos no eleitorado Marina. Criticou Dilma indiretamente.

Vamos focar a análise entre Dilma e Marina, já que Aécio foi o pior dos três primeiros colocados nas pesquisas.

O debate no SBT pareceu jogo de placar magro, mas com vitória de Dilma. Ninguém conseguiu se destacar muito. Mas quem mais perdeu foi Marina Silva. Não é que ela tenha cometido algum desastre, mas ela teve que sair da zona de conforto em que estava, falando o que bem entendia, e foi cobrada a mostrar serviço e se explicar para o eleitorado. Não conseguiu se sair bem, apesar das aparências.

Dilma escolheu bem sua primeira pergunta, ao questionar de onde Marina tiraria R$ 140 bilhões a mais para cumprir suas promessas, elencando o custo de cada uma. Marina não soube rebater e saiu pela tangente dizendo que viria da maior eficiência no gasto público, sem citar nada específico capaz de economizar mais dinheiro do que tudo o que se gasta em saúde hoje. Perdeu votos no eleitorado mais esclarecido, pois ficou claro que Marina está prometendo coisas que não tem a menor condição de cumprir.

Na réplica Dilma colocou Marina em outra saia justa. Depois de registrar que ela não havia respondido de onde viria o dinheiro, questionou ela propor reduzir a exploração do pré-sal, pois é de onde virá os maiores aumento de verbas para educação e saúde.

Na tréplica, Marina ficou na defensiva, dizendo que os recursos estavam garantidos por lei (porém Marina não respondeu que a verbas garantidas por lei depende da produção e se reduzi-la, saúde e educação terão menos verbas).

Depois ela se atrapalhou para responder confundindo diversificação da matriz energética nacional com exploração do pré-sal. São coisas diferentes. O Brasil pode muito bem aumentar o uso de energia limpa aqui e exportar mais petróleo. Simples assim. De novo Marina perdeu votos no eleitorado mais esclarecido.

Marina foi cobrada nas perguntas de jornalistas a revelar quem pagava suas palestras, que a mantém desde 2011. Ela disse que se as empresas que a pagaram quisessem quebrar a confidencialidade ela não tinha nada contra. Lembrou Lula e FHC, que também fazem palestras. Se esquecendo porém que, os dois ex presidentes, não são candidatos.Resultado perante o telespectador: enrolou e guardou em segredo, sem transparência. Perdeu pontos.

Luciana Genro cobrou Marina sobre mudar plano de governo por imposição de Malafaia. Foi cobrada por Dilma sobre ceder à imposições do mercado financeiro prometendo dar independência ao Banco Central. Dilma também cobrou a pouca importância dada ao pré-sal por Marina. Teve horas em que Marina defendeu FHC como se fosse a candidata tucana oficial.

Marina errou ao acusar Dilma de não desenvolver novas fontes de energia. Levou um desmentido de Dilma, explicando que o Brasil está a um passo de ser o segundo país produtor de energia eólica no mundo.

Dilma foi muito atacada, inclusive indiretamente quando a pergunta não era para ela, mas com a mesma pauta das notícias que já estão surradas. Difícil imaginar que ela tenha perdido votos. Quando pôde responder, respondeu o que foi possível.

Quando Marina atacou Dilma, foi repetitiva (também com a pauta surrada da imprensa) em vez de ser propositiva. Acho que para o telespectador que cogita votar nela não caiu bem, pois gastar mais tempo falando mal dos adversários do que apresentando propostas é associado mais à velha política.

Resumindo, Marina ficou abaixo das expectativas de quem estava esperando conhecê-la melhor, por isso perdeu o debate. Dilma já é conhecida e não falou nada que decepcionasse seus eleitores, além disso conseguiu expor fragilidades de Marina, sem atacá-la, apenas questionando as propostas.

O eleitor indeciso ou ainda sem certeza do voto pode ainda não ter decidido votar em Dilma hoje, mas saiu menos inclinado a votar a Marina do que estava antes do debate.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bolsa de Valores já vê Marina $ilva como um Aécio de saias


Se passado de Marina  não combina com euforia especulativa, só há uma explicação: têm informações privilegiadas de que, com ela, teriam governo do mercado, pelo mercado e para o mercado
Antes, quando diminuía a diferença entre Dilma Rousseff e Aécio Neves nas pesquisas eleitorais, os especuladores da Bolsa de Valores ficavam eufóricos, provocando alta nas ações das estatais. Viam em Aécio a certeza de que ele faria o que os tucanos sempre fizeram. Ora privatizam.. Continue lendo aqui

Marina ganha R$ 1,6 mi para falar a bancos e empresas, mas não declarou ao TSE


Carteira de clientes para os quais Marina fez palestras entre 2011 e o início deste ano inclui Santander, Crédit Suisse e Unilever

 A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, realizou dezenas de palestras para as mais variadas instituições entre 2011 e 2014, com uma carteira de clientes que inclui grandes bancos, empresas e seguradoras.

Após terminar a disputa da eleição presidencial na terceira colocação quatro anos atrás e deixar o Senado, em 2011, Marina abriu uma empresa em Brasília pela qual passou a receber por suas conferências.

Entre abril de 2011 e maio deste ano, Marina ganhou RS 1,6 milhão bruto com essas palestras, conforme revelou ontem o jornal Folha de S.Paulo. Ela interrompeu as atividades de palestrante após lançar candidatura neste ano e negocia com o PSB receber uma remuneração mensal do partido, segundo sua assessoria de imprensa.

Marina foi contratada por bancos, como Santander e Crédit Suisse, pela multinacional Unilever e pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg). Foi remunerada ainda por palestras na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

Faz parte do trabalho de Marina como palestrante se reunir com grupos pequenos de executivos do sistema financeiro e ser remunerada por isso. A assessoria de Marina afirma que o tema recorrente de suas palestras é a sustentabilidade.

A lista completa de clientes não é divulgada pela candidata sob o argumento de que os contratos são confidenciais.

O jornal O  Estado de SP, obteve os nomes de parte da carteira de clientes de Marina a partir de uma série de entrevistas no meio empresarial.

Valores. 

Os valores de cada palestra de Marina variam conforme o cliente. Da Fundação Dom Cabral, por exemplo, uma instituição privada de ensino de Minas Gerais,ela cobrou R$ 15 mil. O Conselho Federal de Contabilidade pagou R$ 33 mil a Marina.

O Santander e o Crédit Suisse não revelam quanto pagaram pela palestra de Marina.

Desde junho deste ano, quando se candidatou à Vice-Presidência da República na chapa de Eduardo Campos, Marina "mantém-se com a poupança acumulada até então" com o trabalho de palestrante, segundo sua assessoria de imprensa.

Aplicação.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, Marina,  não declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter uma poupança. Confrontada com essa informação, a equipe de Marina afirmou que usou o termo "poupança" inadequadamente e que, na verdade, ela "mantém-se com o que dispõe em sua conta corrente." Ao tribunal, Marina informou que tem R$ 27.920,58 na sua conta corrente.

Em 19 de agosto, o marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, deixou o cargo de secretário adjunto do governo do Acre. Para que ela possa pagar suas despesas, "a campanha discute se haverá algum tipo de auxílio para o período até 5 de outubro", informou a assessoria da candidata. Entre as contas mensais de Marina está o aluguel de R$ 4200,00 da casa em que mora, em área nobre de Brasília.

Ela também ocupa um apartamento quando está em São Paulo. Conforme a campanha, o imóvel foi emprestado pelo empresário Carlos Henrique Ribeiro do Vale e registrado no TSE.

Na primeira vez que concorreu à Presidência, Marina decla-rou patrimônio de R$ 149.264,38. Em 2014, o valor caiu para R$ 135.402,38.


As duas caras da Marina Silva


Nos últimos dias, algumas dezenas de e-mails dos nossos queridíssimos leitores pedem para que seja publicado aqui no nosso blog, um artigo de Mauro Santayna, publicado no jornal do Brasil em 2010, quando Marina Silva concorria a presidência com a presidente Dilma e José Serra.(Portanto, não estranhem por ter o nome do tucano no paragrafo final). O artigo, foi publico aqui no blog também.Então... atendendo os pedidos dos leitores, e, por achar que o texto é bem atual ainda nos dias de hoje... Eis o artigo: As duas caras da Marina Silva, para analise e comentários de vocês




As duas caras da Marina Silva - Publicado em 2010

O SÚBITO INTERESSE, de alguns meios de comunicação e de setores empresariais poderosos, pela candidatura da senadora Marina Silva, recomenda aos nacionalistas brasileiros alguma prudência. A militante ecológica é apresentada ao país como a menina pobre, da floresta profunda, que só se alfabetizou aos 16 anos e fez brilhante carreira política. Tudo isso é verdade, mas é preciso saber o que pensa realmente a senadora do Brasil como um todo.

Convém lembrar que a senhora Silva (que hoje se vale do sobrenome comum para atacar Dilma Rousseff) esteve associada a entidades internacionais, e recebeu o apoio declarado de personalidades norte-americanas, como Al Gore e o cineasta James Cameron.

James Cameron, autor de um filme de forte simbolismo racista e colonialista, Avatar, intrometeu-se em assuntos nacionais e participou de encontro contra a construção da represa de Belo Monte. A respeitável trajetória humana da senadora pelo Acre não é bastante para fazer dela presidente da República. Seu comportamento político, ao longo dos últimos anos, suscita natural e fundada desconfiança dos brasileiros.

Seus admiradores estrangeiros pregam abertamente a intervenção na Amazônia, “para salvar o mundo”. Não são os ocupantes do vasto território que ameaçam o mundo. São as grandes potências, com os Estados Unidos de Gore em primeiro lugar, que, ao sustentar grandes e bem equipados exércitos, pretendem governar todos os povos da Terra.

Al Gore, que festejou a candidatura verde, é o mesmo que pronunciou, com todas as sílabas, uma frase reproduzida pela imprensa: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós”. Desaforo maior é difícil. Ninguém, de bom senso , quer destruir a Natureza, e será necessário preservar a vida em todo o planeta, não só na Amazônia.

A senadora Marina Silva tem sido interlocutora ativa das ONGs internacionais, tão zelosas em defender os índios da Amazônia e desdenhosamente desinteressadas em ajudar os nativos da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, dizimados pela doença, corrompidos pelo álcool e, não raras vezes, assassinados por sicários. Argumente-se, em favor da senadora, que o seu fervor quase apostólico na defesa dos povos da Floresta dificulta-lhe a visão política geral.

Mas seu apego a uma só bandeira, a da ecologia radical, e o fundamentalismo religioso protestante que professa, reduz em as perspectivas de sua candidatura. Com todos os seus méritos e virtudes, não é provável que entenda o Brasil em toda a sua complexidade, em toda a sua inquietude intelectual, em toda a sua maravilhosa diversidade regional. As conveniências da campanha eleitoral já a desviaram de alguns de seus compromissos juvenis.

Esse seu pragmatismo está merecendo a atenção do ex-presidente Fernando Henrique, que pretende um segundo turno com a aliança entre Serra e Marina. Como sempre ocorre com os palpites políticos do ex-presidente, essa declaração é prejudicial a Serra e, provavelmente, também a Marina. Ela, vista por muitos como inocente útil daqueles que nos querem roubar a Amazônia, é vista pelo ex-presidente como inocente útil da candidatura dos tucanos de São Paulo .

É possível desculpar a ingenuidade na vida comum, mas jamais aceitá-la quando se trata das razões de Estado. José Serra poderia ter tido outro desempenho eleitoral, se tivesse desouvido alguns de seus aliados, como Fernando Henrique, que lhe debitou a política de privatizações, e Cesar Maia, que lhe impôs o inconveniente e troglodita Indio da Costa como vice. O apego de Marina a uma só bandeira e o fundamentalismo religioso não a ajudam.

Pressionada por pastor, Marina muda discurso e vira piada nas redes sociais


 O recuo da candidata Marina Silva (PSB) em relação à pauta gay provocou a reação de adversários da disputa presidencial nas redes sociais e repercutiu entre os internautas.


No texto, intitulado "Incoerência crônica", a equipe da presidente diz que "não demorou muito para que as controvérsias das propostas da candidata viessem à tona". "Evangélica fervorosa, Marina já teve várias opiniões sobre o tema. Em 2010, era contrária e, em 2013, chegou a defender as ações de Marco Feliciano (PSC-SP), famoso pelas críticas homofóbicas", diz trecho da postagem.

Candidato do PV à Presidência, Eduardo Jorge também fez questão de registrar a mudança de posicionamento da candidata: "Durou pouco. Bastou um influente pastor reclamar e ameaçar uma guerra santa e a campanha do PSB recuou em dois pontos essenciais: o reconhecimento do direito ao casamento para estas pessoas e na gravidade dos crimes de homofobia", disse ele, referindo-se ao Pastor Silas Malafaia, que criticou o programa de governo do PSB antes e depois da mudança.

Já Luciana Genro (PSOL), diz que Marina "cedeu à bancada da intolerância, como cedeu ao mercado, como acena aos usineiros e ao agronegócio". Para ela, a atitude é uma marca da "velha política".

Nas redes sociais, a inconstância de Marina virou motivo de piada para os internautas.

Não demorou muito para que perfis no Twitter e páginas no Tumblr fossem criadas para satirizar a "constante dúvida" que a candidata vem apresentando em relação ao seu programa de governo.

No Twitter, o perfil @Marinaindecisa foi criado ontem, às 15h, e já contava com mais de 2 mil seguidores. Na descrição da página não-oficial, o texto é simples: "Não sei". Além do perfil, diversos usuários brincaram com dúvidas que poderiam vir à cabeça da ex-senadora.

A página @Dilmabolada,  não perdoou: "Apertando F5 no programa de governo da Marina para não perder a próxima atualização...".

Já no Tumblr, o endereço "durou mais que as promessas da marina" foi criado aproveitando a mudança no texto em relação aos homossexuais.

As postagens brincam com fatos "banais" que duram mais tempo que o texto apresentando pela chapa de Marina como, por exemplo, uma viagem ao Japão.

Outros políticos também comentaram o recuo da candidata. Erika Kokay (PT-DF), deputada federal, escreveu em sua página do Facebook: "(...) me lembrei da frase do barão de Itararé que diz "de onde menos se espera é que não sai nada mesmo"".

Malafaia é tido como um ministro de Marina

 Oprograma de governo de Marina Silva (PSB) não suportou 24 horas e alguns tuítes do pastor Silas Malafaia. Divulgado na sexta-feira com promessas de defesa dos direitos da população homossexual, o documento acabou remendado no sábado. Foram excluídas as propostas de apoio ao casamento gay e à criminalização da homofobia.

Em nota, a equipe do PSB alegou "falha processual na editoração do texto". Em visita ao Rio, Marina disse que houve um "engano" da campanha. Segundo a candidata, a versão original trazia "o texto tal como foi apresentado pela demanda dos movimentos sociais", sem o resultado da "mediação" da candidatura. Já Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina, deu uma explicação diferente:

- O equívoco foi assumir compromissos com projetos de lei no Congresso, o que é uma invasão de competência.

Na prática, houve recuo em relação aos pontos mais polêmicos e rejeitados pelos pastores de denominações evangélicas, nas quais está parte considerável do eleitorado de Marina. A própria candidata pertence à igreja Assembleia de Deus. Logo após a divulgação do programa, na sexta, ao mesmo tempo em que as redes sociais registravam manifestações de apoio da comunidade LGBT, pastores e políticos da bancada evangélica disparavam críticas.

PARA MALAFAIA, TEXTO MELHOROU MUITO


Um dos mais duros foi o pastor Malafaia, que chegou a fazer ameaças. Após a mudança no programa, disse que "melhorou muito" e ressaltou que os evangélicos decidem "qualquer eleição".

Já o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor da causa homossexual, afirmou que a candidata "mentiu" ao eleitorado:

- Marina, você não merece a confiança do povo. Mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas.

O pastor, ministro da Marina respondeu para o deputado  Jean Wyllys

Fé, voto e grana


Osmarinês é um erro de concordância que transcende a gramática. Consiste em dizer platitudes com convicção, vender generalidades com ar de novidade e evitar especificidades para não assumir compromissos. Não é porque o diabo mora nos detalhes que o divino há de ser genérico. Muito ao contrário.

Tome-se o texto "Para assegurar direitos e combater a discriminação" - expurgado menos de 24 horas depois de publicado no programa de governo de Marina Silva (PSB). Escrito em português, era cristalino nas suas propostas: legalização do casamento de homossexuais, execução de aborto pelo SUS nos casos previstos em lei, equiparação da homofobia ao racismo, material didático para educação anti-homofóbica.

Confrontada com as ideias que havia acabado de lançar por escrito, a candidata saiu-se com um genérico e insignificante "o Estado é laico". Marina fez que não entendeu, mas os pastores e, principalmente, os líderes da bancada evangélica entenderam muito bem - e deixaram isso óbvio pelo Twitter.

Líder do PMDB na Câmara e membro da evangélica Sara Nossa Terra, Eduardo Cunha disparou: "Marina, que levou em 2010 boa parte dos votos dos evangélicos, assumiu em seu programa de governo posições contrárias à família". E desafiou: "Quero ver qual liderança evangélica ou católica terá coragem de defender candidatura com esse programa".

Cunha bateu no ponto fraco: na simulação do Ibope de segundo turno entre Marina e Dilma Rousseff (PT), a candidata do PSB só ganha da petista porque tem duas vezes mais eleitores evangélicos do que a rival. Elas empatam entre os católicos.

"É uma vergonha o programa de governo do PSB de Marina no que tange à causa gay - prevê casamento, adoção de crianças", tuitou Silas Malafaia, da Assembleia de Deus. Na véspera, ele explicara por que endossa a candidatura do Pastor Everaldo (PSC): quer aumentar seu cacife agora para exigir compromissos por escrito de quem vier a apoiar no segundo turno.

Nem precisou esperar tanto para colher os frutos da ameaça. A "errata" do programa do PSB veio logo em seguida, com a devida tradução para o osmarinês do texto sobre direitos e combate à discriminação. Ficou ambíguo e genérico o suficiente para agradar Malafaia. "Melhoraram muito", comemorou.

A nova versão do programa de Marina nada mais é do que a prática do governo Dilma. Por pressão dos evangélicos, a presidente voltou atrás no decreto que permitia às mulheres pobres usar o SUS para abortos permitidos por lei. Também é bom lembrar que, em 2010, Malafaia apoiou o PSDB. Nada de original, portanto, na atitude de Marina. Ceder no conteúdo para ganhar votos é a essência da política de compromisso. A candidata chama isso de "nova política", e seus eleitores podem até acreditar. O marketing e a fé são livres. Só não se deve esperar milagres pela adoção de uma novilíngua.

Pós-errata. Da próxima vez que Marina disser a um jornalista mais impertinente que ele ou ela não leu seu programa de governo, arrisca-se a ouvir: "Nem a senhora".

Por José Roberto de Toledo, estadao.com.br

domingo, 31 de agosto de 2014

Dilma diz que programa de governo da Marina preocupa porque desemprega e detona a indústria.



"O programa da candidata Marina me deixou preocupada quanto à geração de empregos e quanto à indústria nacional", disse Dilma em entrevista no domingo.

Dilma falou que incentivo à indústria naval, que mal empregava 2500 trabalhadores em 2002, já criou 81 mil empregos qualificados e até o ano que vem serão 100 mil.

Hoje nossa indústria naval está entre a quarta e quinta maior do mundo.

No caso da indústria automobilística, o governo Dilma incentivou não só a produção, como também a pesquisa. Foram 12 novas indústrias automobilísticas trazidas. São mais investimentos e empregos.

"Nos dois casos vimos a possibilidade de criar empregos aqui ao invés de importar produtos. Por isso fico preocupada. Eu não fui e nao serei eleita pra desempregar. Minha proposta sempre foi criar e qualificar empregos na indústria naval e automobilística", finalizou.

Marina, mente. O Globo, desmente: Marina e ONU; Mentira!


O site de campanha da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, informa que:

"Desde março de 2011, a ex-senadora é a única representante da América Latina no Millennium Development Goals (MDG) Advocacy Group"

Segundo o site da Millenium Developmente Goals (MDG) Advocavy Group, que monitora a busca pelas Metas do Milênio, a candidata não é a única representante da América Latina.

O ex-ministro da Saúde do México Julio Frenk também é uma das "eminências" que atuam na organização.
Está aqui no Globo

Até a Folha desconfia que Marina vive de mesada do Itaú, Natura e outros magnatas.



O jornalão Folha de São Paulo fez uma matéria sobre como Marina Silva sobrevive, já que desde 2011 ela não tem mais o salário de Senadora e não ocupa nenhum cargo nem tem nenhum emprego.

Desde 2011, Marina abriu uma empresa para fazer palestras e, segundo a Folha, faturou R$ 1,6 milhão até maio desde ano, quando fez a última. A candidata disse ao jornal que ela assinou 65 contratos e fez 72 palestras remuneradas, mas se recusa a dizer quem a contratou, alegando "confidencialidade".

Curioso este conceito de confidencialidade de Marina. Não dizer quanto cobra por palestra é compreensível, pois normalmente as negociações são diferentes conforme o perfil do contratante e do evento. Mas se negar a dizer quem já a contratou é falta de transparência. Nem faz muito sentido se as palestras tiverem acontecido de verdade, pois não haveria segredo tendo uma platéia inteira como testemunha em um evento de divulgação pública.

Ela deu palestras em empresas de agrotóxicos? Tem vergonha de falar que deu palestras no Itaú? No Citibank? Na Bandeirantes Pneus? Em alguma empresa envolvida em escândalos? Afinal o que ela tem a esconder do eleitor?

Sala fechada e doações de Neca Setúbal do Itaú.

Segundo a Folha, a sede da empresa de palestras estava fechada na sexta-feira. Fica em uma sala ao lado de outras cinco do Instituto Marina Silva em Brasília. O Instituto estava aberto e se mantém com doações. Entre os principais doadores está Neca Setúbal, acionista do Itaú e irmã do presidente do banco, que coordena o programa de governo de Marina.

Segundo a Folha, o Instituto criado também em 2011 tem a função de desenvolver projetos da área ambiental, digitalizar o acervo de Marina Silva e intermediar palestras gratuitas.

Mas não tem site do Instituto na internet, pelo menos que se possa localizar nos mecanismos de busca. A página do Facebook em nome da entidade, se for oficial, está apenas reservada, vazia. Isso demonstra baixa atividade nos fins que se propõe, parecendo funcionar mais como suporte à carreira política da candidata.

Falta de ética na política é usar o passado em movimentos sociais para sair candidata dos banqueiros.

As atividades privadas empresariais e no Instituto de Marina, enquanto privadas e se estiverem dentro da lei, não seria problema público.

Mas vira problema público sim, quando ela sai candidata a presidenta da República com apoio do mesmo grupo de magnatas que parecem fazer uma ação entre amigos para sustentar financeiramente Marina desde 2011.

Esse grupo constitui praticamente um partido político informal e oculto de banqueiros e empresários que está usando Marina Silva para chegarem ao poder. Dão a ela o poder simbólico e ficam com o poder de fato para si, com as chaves do cofre da nação, controlando a equipe econômica, inclusive criando leis para impedir ingerência governamental no Banco Central.

Eu pergunto: É ético Marina Silva se apresentar com a imagem de sua história de vida do passado, e esconder do eleitor os reais compromissos do presente com banqueiros?

O engodo da "nova política"

Cruzem os dados e verão que os mesmos que financiam Marina, são os mesmos que financiam as bancadas mais atrasadas, retrógradas, fisiológicas e corruptas no Congresso Nacional.

O plano perfeito é esse: Marina serve para tirar Dilma do cargo, para governar de rabo preso com os banqueiros, e mesmo se quiser se rebelar em algum tema contra os banqueiros, o Congresso Nacional não deixará.

Logo é piada falar em "nova política" com Marina ao lado de banqueiros e reacionários que financiam bancadas da velha política. É a turma que faz oposição às conquistas trabalhistas, populares e de distribuição de renda.

Programa do governo de Aécio para jovens é investigado por dano aos cofres públicos e enriquecimento ilícito


Um  dos programas do governo de Aécio Neves em Minas Gerais – e bandeira de sua campanha eleitoral à presidência – está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual desde 2009, por possível dano aos cofres públicos e enriquecimento ilícito em um convênio. .

Criado em 2007, durante o segundo mandado de Aécio, o Poupança Jovem destina R$ 3 mil a estudantes da rede pública caso cumpram requisitos como frequência em sala de aula e participação em atividades extracurriculares no final do ensino médio.

O alvo da investigação é a contratação sem licitação do Inced (Instituto de Cooperação e Educação ao Desenvolvimento), que não participa mais do projeto desde 2010, e coordenava o programa nas quatro cidades onde o “Poupança Jovem” atinge (apenas 1% dos 853 municípios mineiros). O Inced também teria subcontratado empresas que forneciam serviços como aulas, transporte e alimentação.

Outro problema é a possível licitação dirigida, pois uma empresa que apresentou melhor preço não foi escolhida no processo.

Aécio Neves prometeu, se eleito, ampliar o programa em todo o país. A investigação ainda não teve conclusões. O Inced nega irregularidades. O governo de Minas Gerais afirmou não ter conhecimento da investigação. O candidato tucano não se manifestou, dizendo que se trata de um assunto do estado. A notícia completa você lê na Folha

Otimismo com economia volta a crescer


O otimismo do eleitorado com a inflação e o desemprego voltou a avançar na nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (29).

Com isso, o Índice Datafolha de Confiança (IDC), que reúne vários indicadores macroeconômicos, subiu para 125 pontos, alcançando a melhor marca do ano (alta de 16 pontos sobre julho).

Após uma sinalização de melhoria, a taxa de eleitores que avaliam o governo como bom ou ótimo recuou de 38% para 35%. Os que julgam a gestão como ruim ou péssima foram de 23% para 26%.

A margem de erro do levantamento, feito na quinta (28) e nesta sexta, é de dois pontos para mais ou para menos.

A expectativa do aumento dos preços caiu dez pontos desde julho. Há duas semanas, 52% dos eleitores acreditavam na alta da inflação. Agora, são 48%, o melhor índice desde junho de 2013.

O percentual dos que acreditam em inflação menor nos próximos meses dobrou, de 8% (em julho) para 16%.

O otimismo com o desemprego também segue melhorando. A taxa dos que acreditam que ele irá aumentar nos próximos meses vem diminuindo. Os 42% em julho recuaram para 38%, há duas semanas, e 36% agora –melhor taxa desde junho de 2013.

O Datafolha também consultou a confiança dos eleitores em sua ocupação. Uma maioria de 69% acredita que não corre risco de ser demitido ou de ficar sem trabalho.

Já a expectativa de melhora da situação econômica do entrevistado voltou ao patamar do início de julho, 48%. Mas a percepção em relação ao aumento do poder de compra apenas oscilou de 31% (há duas semanas) para 32%.

Em relação à situação econômica geral do país, o otimismo foi maior. Entre julho e o fim de agosto, aumentou de 25% para 35% o total de eleitores que acreditam em uma melhora. Da Folha

Janio de Freitas: Reduzir o pré-sal e atingir a Petrobras no coração



O catatau dado como programa de governo de Marina Silva e do PSB, mas que contraria tudo o que PSB defendeu até hoje, leva a uma originalidade mais do que eleitoral: na disputa pela Presidência, ou há duas Marinas Silvas ou há dois Aécios Neves. As propostas definidoras dos respectivos governos não têm diferença, dando aos dois uma só identidade. O que exigiu dos dois candidatos iguais movimentos: contra as posições refletidas nas críticas anteriores de Marina e contra a representação do avô Tancredo Neves invocada por Aécio.

Ao justificar sua proposta para a Petrobras, assunto da moda, diz Marina: "Temos que sair da Idade do Petróleo. Não é por faltar petróleo, é porque já estamos encontrando outras fontes de energia". Por isso, o programa de Marina informa que, se eleita, ela fará reduzir a exploração de petróleo do pré-sal.

Reduzir o pré-sal e atingir a Petrobras no coração são a mesma coisa. Sustar o retorno do investimento astronômico feito no pré-sal já seria destrutivo. Há mais, porém. Concessões e contratos impedem a interferência na produção das empresas estrangeiras no pré-sal. Logo, a tal redução recairia toda na Petrobras, com efeito devastador sobre ela e em benefício para as estrangeiras.

Marina Silva demonstra ignorar o que é a Idade do Petróleo, que lhe parece restringir-se à energia. Hoje o petróleo está, e estará cada vez mais, por muito tempo, na liderança das matérias-primas mais usadas no mundo. Os seus derivados estão na indústria dos plásticos que nos inundam a vida, na produção química que vai das tintas aos alimentos (pelos fertilizantes), na indústria farmacêutica e na de cosméticos, na pavimentação, nos tecidos, enfim, parte do homem atual é de petróleo. Apesar de Marina da Silva. Cuja proposta para o petróleo significaria, em última instância, a carência e importação do que o Brasil possui.

A Petrobras é o tema predileto de Aécio Neves nos últimos meses. Não em ataque a possíveis atos e autores de corrupção na empresa, mas à empresa, sem diferenciação. Que seja por distraída simplificação, vá lá. Mas, além do que está implícito na candidatura pelo PSDB, Aécio Neves tem como ideólogo, já anunciado para principal figura do eventual ministerial, Armínio Fraga - consagrado como especialista em aplicações financeiras, privatista absoluto e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique, ou seja, quando da pretensão de privatizar a Petrobras.

A propósito, no debate pela TV Bandeirantes, Dilma Rousseff citou a tentativa de mudança do nome Petrobras para Petrobrax, no governo Fernando Henrique, e atribuiu-a à conveniência de pronúncia no exterior. Assim foi, de fato, a ridícula explicação dada por Philipe Reichstuhl, então presidente da empresa. Mas quem pronuncia o S até no nome do país, com States, não teme o S de Petrobras. A mudança era uma providência preparatória. Destinava-se a retirar antes de tudo, por seu potencial gerador de reações à desnacionalização, a carga sentimental ou cívica assinalada no sufixo "bras".

Ainda a propósito de Petrobras, e oportuno também pelo agosto de Getúlio, no vol. "Agosto - 1954" da trilogia "A Era Vargas", em edição agora enriquecida pelo jornalista José Augusto Ribeiro, está um episódio tão singelo quanto sugestivo. Incomodado com o uso feroz da TV Tupi por Carlos Lacerda, o general Mozart Dornelles, da Casa Civil da Presidência, foi conversar a respeito com Assis Chateaubriand, dono da emissora. Resposta ouvida pelo general (pai do hoje senador e candidato a vice no Rio, Francisco Dornelles): se Getúlio desistisse da Petrobras, em criação na época, o uso das tevês passaria de Lacerda para quem o presidente indicasse. De lá para cá, os diálogos em torno da Petrobras mudaram; sua finalidade, nem tanto.

De volta aos projetos de governo, Marina e Aécio desejam uma posição brasileira que, por si só, expressa toda uma política exterior. Pretendem o esvaziamento do empenho na consolidação do Mercosul, passando à prática de acordos bilaterais. Como os Estados Unidos há anos pressionam para que seja a política geral da América do Sul e, em especial, a do Brasil.

Em política interna, tudo se define, igualmente para ambos, em dois segmentos que condicionam toda a administração federal e seus efeitos na sociedade. Um, é o Banco Central dito independente; outro, é a prioridade absoluta à inflação mínima (com essa intenção, mas sem o êxito desejado, Armínio Fraga chegou a elevar os juros a 45% em 1999) e contenção de gastos para obter o chamado superavit primário elevado. É prioridade já conhecida no Brasil.

Pelo visto, Marina e Aécio disputam para ver quem dos dois, se eleito, fará o que o derrotado deseja.
Artigo de Janio de Freitas, colunista da Folha

Caravanas Dilma de Novo neste domingo. Participe em sua cidade. #CaravanasDilmaDeNovo


No domingo (31), o Brasil inteiro está se movimentando para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff nas Caravanas com Dilma De Novo.

O foco, dessa vez, são as cidades brasileiras com até 30 mil eleitores. Dilma fez muito pelas cidades pequenas e vai fazer ainda mais. Num governo de todos e para todos, o papel de cada um é ressaltado também fora dos grandes centros urbanos. Veja aqui as cidades e hora dos eventos.

sábado, 30 de agosto de 2014

Marina pede que eleitores saiam de coque e internauta protesta contra despolitização: “Cadê as propostas?”



Política do coque
  O marketing de Marina exagerou na despolitização nas redes sociais. A campanha pediu, no Facebook, que os eleitores publiquem fotos com o cabelo preso em coque para demonstrar apoio à candidata.

E o resto? “O penteado usado por Marina é o look preferido de muita gente”, diz a publicação do comitê. Alguns eleitores reclamaram. “Cadê as propostas?”, questionou a goiana Sara Andrade. A reclamação foi apoiada por outros 200 internautas.(Da coluna Painel da Folha)

Após receber ultimato do Malafaia, Marina trai a confiança dos gays e volta atrás


Malafaia, postou em sua conta do Twitter:


Em seguida, o jornal Folha de São Paulo publicou:
 Malafaia mandou, Marina  obedeceu.Marina retirou do programa de governo apoio a aprovação do projeto do casamento civil gay.
 Essa senhora pode ser presidente?. Só lembrando, ontem, Marina mudou também  seu programa de governo sobre energia nuclear. Hoje,  mudou tudo que ela dizia sobre políticas sociais para a comunidade  LGBT. Aqui, o Globo falava das propostas
 Imediatamente, Marina $ilva, obedeceu Malafaia

 Leia a matéria completa da Folha

Campanha de Marina elimina trechos de capítulo 'LGBT' do programa. Ou seja, Marina recua na defesa do PLC122 ,do casamento e adoção por gays,

A coordenação de campanha da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, alterou neste sábado (30) a redação do programa de governo em capítulo com propostas para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais).

Foram eliminados trechos em que a presidenciável se comprometia, se eleita, com a aprovação da lei de identidade de gênero –que permite alteração de nome e sexo na documentação– e em articular no Congresso a aprovação de lei que criminaliza a homofobia. Foi excluída parte que previa a distribuição de material didático "destinado a a conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e às novas formas de família".

A introdução do capítulo também foi modificada. Inicialmente, dizia que vivemos em "uma sociedade sexista, heteronormativa e excludente em relação às diferenças" e que "os direitos humanos e a dignidade das pessoas são constantemente violados e guiados, sobretudo, pela cultura hegemônica de grupos majoritários (brancos, homens etc)".

Também afirmava que "precisamos superar o fundamentalismo incrustado no Legislativo e nos diversos aparelhos estatais, que condenam o processo de reconhecimento dos direitos LGBT e interferem nele".

Agora diz que "vivemos em uma sociedade que tem muita dificuldade de lidar com as diferenças de visão de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas em cada área da vida" e que "a democracia só avança se superar a forma tradicional de supremacia da maioria sobre a minoria e passar a buscar que todos tenham formas dignas de se expressar e ter atendidos seus interesses".

A coordenação ainda afirma que o programa anterior é um "contratempo indesejável" com "alguns equívocos" e que o novo é o "correto". "Permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos", diz o comunicado. Segundo a coligação, "as verdadeiras ideias defendidas" pelos partidos serão impressos em novos exemplares do programa a partir deste sábado.

A primeira versão do programa chegou a surpreender setores ligados à militância LGBT. Marina é evangélica, devota da Assembleia de Deus e disse, em 2010, ser pessoalmente "não favorável" ao casamento gay, embora afirmasse que as pessoas "tinham o direito de defender essas bandeiras".

ALTERAÇÕES

O plano divulgado nesta sexta (29) afirmava que o governo pessebista apoiaria propostas em defesa do casamento civil igualitário, com o objetivo de "aprovar projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil".

O trecho foi substituído por uma redação que diz que a presidenciável pretende "garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".

No primeiro texto apresentado, a campanha também divulgou que pretendia "articular no Legislativo a votação da PLC 122/06, que equipara a discriminação baseada na orientação sexual" às leis existentes para quem discrimina "em razão da cor, etnia, nacionalidade e religião". O tópico foi excluído.

Antes, o programa dizia que um eventual governo daria "efetividade ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT". Agora afirma que irá "considerar as proposições" do plano para a "elaboração de políticas públicas específicas para populações LGBT".

Outra diferença está no item que propunha "eliminar obstáculos na adoção de criança por casais homoafetivos". No novo capítulo, foi retificado que "como nos processos de adoção interessa o bem-estar da criança que será adotada", o governo de Marina daria "tratamento igual aos casais adotantes, com todas as exigências e cuidados iguais para ambas as modalidades de união, homo ou heterossexual".

Foi eliminada parte que dizia que a candidata iria "manter e ampliar serviços existentes" em ofertas de tratamentos e serviços de saúde para demandas da população LGBT. A redação que diz que ela pretende "garantir e ampliar" essa oferta foi mantida.

Depois de ler.... Malafaia voltou:  Marina obedeceu, mas ele ainda achou pouco.
E o Malafaia, depois do ultimato, achou insuficientes as alterações da Marina, retirando os direitos LGBT do programa